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sábado, 15 de dezembro de 2012

População mundial ganhou 10 anos de vida desde 1970


A população mundial ganhou mais de 10 anos de esperança de vida desde 1970, mas as diferenças entre os países com melhores e piores resultados praticamente não mudou, conclui um relatório publicado hoje na revista 'The Lancet'.

O estudo, intitulado "Peso Global das Doenças 2010", é descrito pela revista como o maior esforço de sistematização para descrever a distribuição global e as causas de uma variedade de doenças, lesões e fatores de risco para a saúde.
Recolhidos ao longo de cinco anos por 486 cientistas de 302 instituições em 50 países, os dados relativos a 187 países são agora publicados na primeira tripla edição da 'Lancet' totalmente dedicada a um só estudo, que inclui sete artigos científicos e diversos comentários, incluindo um da diretora-geral da Organização Mundial de Saúde, Margaret Chan.
Entre as conclusões, o estudo revela que a esperança de vida dos homens aumentou 11,1 anos entre 1970 e 2010, de 56,4 para 67,5. Nas mulheres, a esperança de vida aumentou ainda mais - 12,1 anos ou 19,8% - de 61,2 anos em 1970 para 73,3 anos em 2010.
No entanto, acrescenta o estudo, as diferenças entre os países com maiores e menores esperanças de vida mantiveram-se muito semelhantes desde 1970, mesmo quando se retiram eventos dramáticos como o genocídio do Ruanda em 1994.
Em 2010, as mulheres japonesas eram as que tinham maior esperança de vida (85,9 anos) enquanto para os homens a Islândia era o país com melhores resultados (80 anos). No extremo oposto, o Haiti tinha a mais baixa esperança de vida em ambos os géneros (32,5 nos homens e 43,6 nas mulheres), sobretudo devido ao sismo de janeiro de 2010.