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domingo, 16 de dezembro de 2012

Meteorito cai na Turquia e desintegra-se sobre o Mar Negro



Uma impressionante imagem de uma bola de fogo foi registrada por uma câmera de segurança localizada no norte da Turquia. Testemunhas que viram o bólido disseram terem sentido um leve tremor, provavelmente provocado pela onda de choque criada pelo movimento do meteoro.




O evento ocorreu na terça-feira, 11 de dezembro, por uma câmera de segurança instalada em uma fábrica da cidade de Ordu, na costa norte da Turquia, a 220 km da fronteira com a Armênia.
Essa é a segunda vez em menos de uma semana que um meteoro entra na atmosfera da Terra é e flagrado por câmeras. Antes do evento da Turquia, uma bola de fogo também foi vista quatro dias antes sobre diversas cidades do estado americano do Texas. Na ocasião, a desintegração da rocha foi registrada pela câmera instalada no interior de um veículo de patrulha.


Meteoro cai na Turquia
O evento da Turquia ocorreu às 22h00 da hora local, quando o meteoro aparentemente se desintegrou acima do Mar Negro a uma distância estimada em 15 km do local da câmera. O vídeo mostra claramente o momento da ruptura e também o estrondo sônico (sonic boom) provocado pela onda de choque de um objeto que se desloca acima da velocidade do som.

Meteoros na Terra
Diariamente, a Terra é constantemente bombardeada por pequenos asteroides e outros detritos espaciais, criando uma espécie de garoa de meteoros, alguns deles muito brilhantes.

De acordo com cálculos feitos pelo astrônomo Bill Cooke, ligado à Nasa, bolas de fogo,tão brilhantes quanto o planeta Vênus ocorrem mais de 100 vezes ao dia. Outras, mais brilhantes ainda e comparadas ao brilho da Lua crescente cruzam o céu pelo menos uma vez a cada dez dias. Segundo o astrônomo, existem ainda bolas de fogo extremamente grandes e brilhantes, com magnitude visual que pode chegar a -13 e que acontecem a cada cinco meses. Apenas para lembrar, magnitude negativa de -13 equivale ao brilho da Lua Cheia!
No entanto, nem sempre essas enormes bolas de fogo são vistas. A maioria delas, cerca de 70%, cruza o céu sobre áreas inabitadas ou sobre os oceanos. A metade ocorre durante o dia, praticamente imperceptíveis devido à presença do Sol. Outra grande parte também não é vista simplesmente porque ninguém está olhando o céu naquele momento.