O blog Fenómenos Científicos e o Nosso Planeta foi criado em Novembro de 2011, tendo como missão dar a conhecer factos de interesse geral no âmbito da Ciência/Tecnologia e o Meio Ambiente.
Apesar de, atualmente, observar-se um impacto brutal por parte da inteligência artificial, esta encontra-se muito longe de vir a alcançar a capacidade de processamento de um humano. Esta tecnologia contemporânea limita-se a seguir os comandos propostos pelo programador. Neste sentido trago, hoje um video que ilustra algumas das soluções mais estranhas apresentadas pela IA a alguns problemas.
Para continuar a série da exploração da pandemia da COVID-19 e como esta está a ter impacto no estado do mundo atual, a plataforma StarTalk está a explorar como a inteligência artificial pode ajudar a monitorizar, criar e ajudar a atenuar os efeitos desta grave pandemia que todos vivemos.
Para explorar ao máximo este tema, Neil deGrasse Tyson e Chuck Nice, co-apresentador cómico, sentam-se com um convidado muito especial: A Robô Sophia. Para começar, vão descobrir o que tem andado a fazer durante a pandemia. Numa fase posterior vão aprender como a inteligência artificial tem ajudado a abrandar e a parar a propagação do novo coronavírus.
A Inteligência Artificial pode ajudar-nos a encontrar uma cura ou vacina para a COVID-19?
Sophia conta-nos como os robôs têm ajudado nas áreas que envolvem pesquisa no ramo da saúde. Exploram como a inteligência artificial pode ajudar a prever a propagação de vírus e a avaliar as medidas de saúde pública. Exploramos também como a IA tem ajudado a desenvolver sistemas de rastreio de contactos, o denominado “contact tracing”. Refletem sobre a degradação da liberdade e da privacidade e Neil pergunta à Sophia porque devemos confiar no que ela diz. Numa fase final, Sophia pergunta a Neil uma Consulta Cósmica sobre o multiverso e acerca da interacção com outras versões de nós próprios.
Foi concluída a histórica missão da SpaceX com dois astronautas da NASA a bordo. Apesar da longa espera devido à incerteza por causa das condições meteorológicas, Bob Behnken e Doug Hurley acoplaram com sucesso na Estação Espacial Internacional (EEI).
Programa
O foguetão Falcon 9 descolou da base do Cabo Canaveral, na Flórida, por volta das 20:23 hora portuguesa. Carregou a cápsula Crew Dragon com dois astronautas experientes em missões em shuttles espaciais, O lançamento aconteceu a partir da plataforma 39A, esta que foi usada no lançamento da Saturn V, que levou o homem à Lua na missão Apollo. A duração da missão não foi divulgada, porém os astronautas deverão ficar a bordo da EEI de 30 a 120 dias, com o regresso máximo previsto para 23 de setembro de 2020. A Crew Dragon pode ficar até 190 dias no espaço, esta limitação deve-se à degradação natural dos painéis solares que fornecem energia elétrica à cápsula. Com a chegada da Crew Dragon à EEI, a estação passará a contar com 5 tripulantes a bordo - 3 americanos (Behnken, Hurley e Chris Cassidy) e 2 russos (Anatoly Ivanishin e Ivan Vagner).
A cápsula acoplou às 15h19, hora de Portugal Continental, um pouco antes da hora prevista, enquanto sobrevoava a Mongólia e o noroeste chinês. "É uma honra fazer parte deste esforço. Temos de dar os parabéns aos homens e mulheres da SpaceX em Hawthorne, California e no Centro Espacial Kennedy, Houston. Os esforços deles nos últimos anos não podem ficar por dizer. Gostava de agradecer o trabalho incrível de toda a gente da NASA. São tempos incríveis para se estar na NASA. Continuem as missões de baixa órbita terrestre e daqui irmos para a Lua e Marte", disse Bob Behnken, piloto da Dragon aquando da acopolagem.
Though it was orbital night during docking, it is a new day for human spaceflight! pic.twitter.com/JhLeZPEBEq
Esta é a primeira vez desde 2011, quando o shuttle Atlantis fez a sua última viagem, que os Estados Unidos enviam humanos ao espaço, a partir de solo norte-americano. Desde 2011, todas as missões tripuladas à EEI foram lançadas através da base espacial de Baikonur, utilizando foguetões e cápsulas russas. Cada lugar nas cápsulas russas tem um custo de 85 milhões de dólares, pelo que a NASA também se comprometeu em transportar 800 Kg de carga russa nas próximas missões norte-americanas à EEI. Além disto, a SpaceX tornou-se na primeira empresa privada a viajar até ao laboratório espacial. Este será um sinal importante que poderá solidificar o papel do investimento privado, assim como expandir os horizontes, como é exemplo, o regresso à Lua e o turismo espacial.
Num próximo artigo trarei ao detalhe o plano da SpaceX quanto às viagens à Lua e Marte bem como Elon Musk quer remodelar a forma como vivemos através dos seus outros projetos. Fiquem seguros Obrigado e até breve, Daniel Branco
Boa noite, apesar de vivermos numa época em que as redes sociais são fundamentais ao nosso bem estar, é essencial relembrarmos que estas se traduzem numa forma de deformar a realidade social. Como tal, hoje trago-vos um video que ilustra este tema.
Donald Trump não manifesta intenções de atenuar a luta contra as redes sociais. Na sequência de assistir à veracidade dos seus tweets ser aferida e fiscalizada pelo Twitter, Trump pretende agora assinar uma ordem executiva com vista à regulação de plataformas digitais como o Facebook e o Twitter.
A ordem executiva ainda não foi tornada pública. Não obstante, parece ter sido publicada uma versão prévia por Kate Klonick uma professora da Faculdade de Direito da Universidade de St. John. A ordem executiva a ser assinada pelo Presidente dos EUA desencadeará a intervenção da Comissão Federal de Comunicações na aferição dos regulamentos que protegem as redes sociais de não serem sujeitas a responsabilização pelo conteúdo publicado pelos utilizadores. Por outras palavras, significa que se as redes sociais procederem à modificação das publicações em questão, serão responsabilizadas pelo seu conteúdo. A tendência, será, por inerência, um aumento exponencial da carga burocrática judicial no que concerne às grandes plataformas da social media.
“Dezenas de milhares de americanos reportaram que, entre outros comportamentos preocupantes, as plataformas online estão a assinalar conteúdo como inapropriado, mesmo que não viole nenhum termo do serviço; fazem mudanças não anunciadas e sem serem explicadas a políticas que possam desfavorecer certos pontos de vista; e apagam conteúdo e contas inteiras sem aviso, sem lógica e sem recurso”, aponta esta versão da ordem executiva a que Kate Klonick acedeu. Obrigado, Miguel Carvalho
A empresa multinacional começou a reunir-se com diversas empresas de telecomunicações para construir um tubo submarino que atravessará toda a fronteira entre Africa e o oceano. Este projeto intitula-se de 2Africa e tem o intuito de melhorar a qualidade de internet de zonas mais isoladas.
Em 2014 Mark Zuckerberg ponderara, através da compra de milhares de drones movidos a energia solar, fazer chegar a internet às zonas mais “offline”.
Contudo, passados seis anos, os recursos e a tecnologia disponível desenvolveram-se, tornando possível este projeto.
A empresa multimilionária de redes sociais encontra-se em parceria com diversas companhias de telecomunicações tais como China Mobile, MTN GlobalConnect, Orange, STC, Telecom, Egypt, Vodafone e WIOCC. É fundamental salientar que este cabo irá atravessar a costa marítima de África, interligando-a ao medio oriente e Europa. Prevê-se que este projeto terá um comprimento que se aproxima do perímetro Terrestre e irá tornar a capacidade de internet na zona 3 vezes superior à atual. Para além disso, este tubo será pioneiro na utilização de um condutor de alumínio que possibilitará o 5G. Especialistas acreditam, ainda, que o design deste cabo permitirá que este resista de forma inigualável a possíveis danos exteriores.
Afere-se, deste modo, que apesar de existir um grande contraste, diversas empresas encontram-se a tomar medidas para equilibrar a balança da sociedade mundial.
Vivemos num mundo da informação e da globalização. A tecnologia que temos ao nosso alcance permite-nos fazer mil e uma coisas, temos o mundo ao nosso alcance. Muitos de nós já vimos dezenas de anúncios acerca de uma aplicação chamada Dream Lab.
Foi apadrinhada pela Vodafone e ganhou uma notoriedade nas últimas semanas. Desenvolvida em 2015 com vista a apoiar projetos de investigação sobre o cancro, já apoiou quatro descobertas mundiais nesta área, entre elas a identificação de propriedades anticancerígenas em alimentos e medicamentos existentes. Atualmente a capacidade de armazenamento do DreamLab está a ser utilizada para ajudar no combate à COVID-19. É relativamente simples para se usar.
Após o download da app DreamLab, é só escolher um projeto para apoiar e, cada vez que o seu telemóvel estiver ligado, com bateria superior a 80% e conectado à rede Wi-Fi (também pode ajudar por dados móveis, no entanto tem de ser precaver quanto a quantidade de dados gastos (utilizadores com pacote Vodafone não têm este gasto)) estará a contribuir para uma pesquisa na área da saúde.
Uma opção é ativar a app durante o período noturno para que cada vez que formos dormir estaremos a contribuir sem qualquer esforço.
Como funciona?
O nosso smartphone é um computador pequeno, porém poderoso.
Quando não estamos a utilizar esse poder não está a ser utilizado. O DreamLab permite que seja utilizado para acelerar a investigação contra o cancro e, agora, contra a COVID-19. Após a ativação, o seu telemóvel descarrega pequenos problemas de investigação para calcular e envia os resultados de volta para a equipa de investigação do determinado projeto.
Projeto Corona-AI
O projeto Corona-IA, liderado pelo Dr. Kirill Veselkov do Departamento de Cirurgia e Cancro do London Imperial College, em colaboração com a Fundação Vodafone, está a utilizar Inteligência Artificial, supercomputação móvel e Big Data com efeitos a restringir a pesquisa de combinações de medicamentos existentes e moléculas semelhantes a medicamentos de base alimentar para ajudar na guerra contra o novo coronavírus.
O DreamLab é basicamente uma plataforma de Crowd Computing que permite que qualquer pessoa do mundo com um smartphone contribua para uma causa de pesquisa.
"Estes são tempos sem precedentes que exigem soluções científicas. A equipa do projeto Corona-IA tem tirado partido do seu conhecimento na utilização da tecnologia de AI para descobrir propriedades anticancerígenas em medicamentos e alimentos existentes, pondo depois estes resultados em prática contra esta nova ameaça global.", disse o chefe do Departamento de Cirurgia e Cancro, do London Imperial College.
Neste projeto é adotado uma forma diferente de pesquisa. Envés dos demorosos processos tradicionais envolvidos no desenvolvimento de uma única vacina ou medicamento, este projeto foca-se em encontrar novas indicações ou utilizações alternativas aos medicamentos existentes.
Com o apoio de todos os interessados, é combinada a inteligência artificial e o poder de processamento dos smartphones para acelerar a descoberta de novos componentes antivirais nos alimentos.
"Nestes tempos difíceis, a inteligência artificial pode fazer um contributo gigantesco na corrida contra a COVID-19. A equipa do DreamLab está a conseguir através dela para analisar medicamentos aprovados que possam ter potencial para combater a COVID-19.", Professor Vasilis Vasiliou da Escola de Saúde Pública de Yale.
Mais ao detalhe...
Os coronavírus, assim como todo o tipo de vírus, não podem sobreviver e efetuar o seu processo de reprodução sem a "ajuda" de um hospedeiro.
Tradicionalmente, os medicamentos antivíricos tem um inconveniente, o facto da rápida mutação do vírus que pode tornar o fármacos ineficaz.
Aproveitando o trabalho anterior da pesquisa do cancro, o projeto pretende "construir uma imagem mais clara de quais os indivíduos ou combinações de moléculas mais adequadas para de alguma forma perturbar as redes moleculares essenciais de interação do coronavírus, e não apenas as suas proteínas específicas"
Estas moléculas podem ser de medicamentos existentes ou moléculas semelhantes a medicamentos que constituem alimentos.
Michael Bronstein, Chair em Machine Learning, Pattern Recognition no Departamento de Computação no London Imperial College e Head of Graph Learning no Twitter descreveu o algoritmo do projeto:
"Estamos a utilizar novos métodos de IA baseados em rede para identificar compostos antivirais num conjunto de dados com milhares de moléculas, triliões de linhas de códigos, de forma a modelar os efeitos em rede das interações dessas moléculas e as do nosso corpo."
Porquê o DreamLab?
O início desta investigação foi inicialmente atrasado pela falta de acesso à supercomputação.
Dando o exemplo que existem 10.000 moléculas com diferentes combinações. São triliões de possibilidades que precisam de ser testadas com um supercomputador, isto é algo que um computador normal não consegue fazer, levaria décadas.
O DreamLab utiliza uma rede móvel de supercomputação para analisar milhares de milhões de combinações de medicamentos, moléculas alimentares e interações genéticas existentes, reduzindo consideravelmente o tempo necessário para fazer descobertas neste domínio.
Durante esta fase inicial apontam que querem testar combinações de até duas moléculas de medicamentos já existentes ou moléculas semelhantes em alimentos contra as interações vírus-hospedeiro de estirpes de vírus corona.
O que se conclui?
Cabe-nos a nós, dentro do nosso dever cívico, de tentar ajudar ao máximo, algo que podemos fazer sem esforço nenhum.
Numa era marcada pela eclosão de várias aplicações móveis para o rastreamento de dados pessoais com via a conter a evolução da pandemia, cumpre, não obstante, questionar a eticidade dessas mesmas ferramentas. Quais são, afinal, os riscos que corremos?
Cientistas, governos e especialistas encontram-se numa luta contra o tempo. Várias linhas de atuação estão em cima da mesa. Uma das alternativas que tem vindo a ganhar destaque no panorama internacional concerna o aproveitamento da tecnologia disponível e subsequente desenvolvimento de apps de rastreio da COVID-19. Isto levanta, naturalmente, uma questão: Estaremos a usar a tecnologia com prudência e sensatez ou a criar uma cortina de fumo sem precedentes, alicerçada numa pandemia global, com efeitos potencialmente devastadores na nossa privacidade? Todas as autoridades de saúde têm seguido uma premissa nuclear: os indivíduos que tenham contacto direto com alguém infetado, exponenciam o risco de adoecer. Como tal, a ideia por trás do “contact tracing” (técnica que envolve encontrar cada pessoa infetada e aferir com quem interagiu durante esse período de tempo) é simples, mas a sua execução deixa algo a desejar. O processo é moroso e lento: alguém fica doente; é entrevistado pelas autoridades de saúde pública e o seu percurso e contactos são mapeados; é feita uma lista de pessoas com quem esteve em contacto e pede-se-lhes que permaneçam em casa atentem no percurso evolutivo dos sintomas; se uma das pessoas exposta estiver infetada, os seus contactos também serão rastreados e assim sucessivamente até que todos os possíveis infetados com o vírus estejam fora de circulação. Não obstante, com o número de infetados ao nível mundial a ultrapassar os 4 milhões, é desafiante, e potencialmente inexequível, dispor dos recursos e do tempo necessário para continuar a seguir a estratégia de “contact tracing”. Enquanto governos e cientistas continuam numa correria contra o tempo para encontrar uma resposta urgente para este surto, alguns especialistas começaram a tirar partido dos avanços tecnológicos para agilizar o processo, com recurso quer a ferramentas e apps de telemóveis para identificar e monitorizar as pessoas que possam ter sido expostas ao vírus quer à construção de apps que facilitem o rastreamento das pessoas infetadas. Estes desenvolvimentos têm eclodido um pouco por todo o mundo tecnologicamente desenvolvido, desde a China passando pela Singapura até ao Reino Unido, entre muitas outras nações associadas.
Em concomitância, a Apple e a Google anunciaram que vão congregar esforços no desenvolvimento e distribuição de uma tecnologia de monitorização de telemóveis. Permitirá rastrear a cadeia de possíveis infetados pela COVID-19. Ao invés de recorrer a sistemas de geolocalização (GPS), preconiza-se o recurso à tecnologia Bluetooth, wireless. Um progresso significativo está subjacente a estes eventuais desenvolvimentos: a criação de apps para travar a propagação do Covid-19, sem que a localização dos utilizadores fosse guardada. Segundo advogam as gigantes tecnológicas, a tecnologia Bluetooth permitirá a salvaguarda da privacidade dos utilizadores por inerência de recorrer a uma ligação por radiofrequência , conectável a aparelhos que estejam a curta distância (alguns metros). A Apple e a Google vaticinam que esta tecnologia esteja disponível para uso em aplicações ainda a partir do mês corrente de maio. Obrigado, Miguel Carvalho
Boa noite, Vivemos tempos diferentes e toda a ajuda para ajudar a ultrapassar esta pandemia da melhor forma é bem vinda. A tecnologia assume um papel fundamental na batalha contra o novo coronavírus. Enquanto os cientistas trabalham para uma vacina, os governos estão a olhar para o Espaço. Com mais de 30 satélites, o Programa Espacial da UE é líder mundial nesta tecnologia - através da componente de observação da Terra (Copernicus) e do sistema de navegação por satélite (Galileo). Este foi destacado para reforçar a resposta da Europa durante este período.
"Mobilizámos todos os trunfos da União Europeia para ajudar a aliviar a situação provocada pelo coronavírus" disse Timo Pesonen, Diretor-Geral da Comissão Europeia para a Indústria da Defesa e do Espaço. Acrescenta que quando começou a crise em Itália, o seu departamento trabalhou em conjunto com as autoridades italianas através da disponibilização de imagens das regiões mais afetadas para que pudessem ser tomadas as melhores decisões. Também nas fronteiras, onde o tráfego foi imenso com filas de espera longas.
A aplicação:
Amanhã o Miguel Carvalho falará sobre esta ajuda através de tecnologia espacial com um maior detalhe.
Nas últimas semanas, várias empresas ligadas ao mundo digital têm vindo a desenvolver apps de rastreamento de contactos. Estas permitem saber se uma determinada pessoa esteve próxima de alguém infetado com o novo coronavírus. Esta aplicação é uma mais valia para prevenir a propagação desta pandemia. No entanto, têm surgido algumas dúvidas quanto à utilização dos dados que a mesma pode vir a fazer. Para esclarecer esta e outras perguntas o artigo de hoje mostrará como vai funcionar esta app revolucionária.
Até aqui, a identificação das pessoas que estiveram em contacto com um determinado indivíduo portador de coronavírus, nas 48 horas antes de demonstrar sintomas, era feita com recurso à memória do próprio infetado. Esta técnica era muito imprecisa, pois dependia apenas e só da memória visual do doente, não sendo por isso cem por cento eficaz. Para melhorar esta imprecisão foram desenvolvidas várias apps que permitem identificar se um sujeito esteve em contacto, nos últimos dias, com alguém infetado. Esta deteção, têm por base o rastreamento de contactos dos telemóveis e para esta medida se tornar eficaz é necessário que a mesma seja instalada por cerca de 50 por cento da população. No entanto, como sabemos, ainda existem hoje em dia, muitas pessoas que não têm acesso a estes dispositivos, e por isso as técnicas manuais anteriormente referidas, continuarão a ter um papel fundamental na prevenção do coronavírus.
Funcionamento da app
Esta aplicação funcionará através do sistema Bluetooth, não permitindo desta forma, aceder à localização de cada indivíduo, esta, uma dúvida que tinha sido muito levantada nos últimos dias. Para proteger a identidade de cada pessoa, cada telemóvel passará a emitir o seu próprio ID, como forma de identificar cada utilizador da app. Em seguida apresentamos de forma mais detalhada o funcionamento desta app:
Foto: RTP
O contágio não acontece só dentro do país
Cada país da União Europeia tem vindo a desenvolver as suas próprias apps de rastreamento de contactos, todavia, para o bom funcionamento desta medida é necessário que todas elas estejam interligadas. Esta conexão vai permitir que a mesma continue a funcionar fora das fronteiras, possibilitando assim que um cidadão que se desloque para outro estado membro continue a saber se esteve em contacto com alguém infetado.
Já existem aplicações de rastreamento fora da União Europeia
Desde o início da pandemia foram criadas inúmeras aplicações semelhantes às que agora vão entrar em funcionamento na União Europeia, sendo a China, Coreia do Sul e Singapura pioneiras neste projeto. No entanto, contrariamente ao que acontece na Europa, grande parte destas aplicações não protegem a privacidade dos cidadãos revelando alguns dos seus dados pessoais. Por exemplo, em Singapura, existem aplicações que revelam informações pessoais do infetado, como a idade, o género, o local de trabalho e em alguns casos a sua própria residência. Já na Coreia do Sul, alguns softwares, com recurso à localização dos telemóveis, são capazes de mostrar alguns dos últimos locais frequentados por um infetado, bem como a hora em que os visitaram, publicando esses e outros detalhes num site do Governo.
O que se conclui?
Para terminar o artigo de hoje, concluimos que esta app é bastante benéfica para o controlo desta nova pandemia, podendo diminuir substancialmente o número de infetados, assim como controlar os focos e cadeias de transmissão. Contudo, para que a mesma tenha sucesso, esta deve respeitar os direitos dos cidadãos, não revelando quaisquer dados pessoais, algo que acontece, infelizmente, em alguns países asiáticos. Obrigado, Miguel Tavares
Boa noite a todos os leitores, Hoje, em vésperas da celebração do Dia da Liberdade, trago-vos um pouco sobre a CyberTeam. A CyberTeam é constiuída por membros com antecedentes criminais na prática do cibercrime, muitos derivados do grupo Anonymous. É conhecida das autoridades estando referenciada pelo CNCS- Centro Nacional de Cibersegurança. Os ataques são sempre publicados na sua conta de Twitter @CyberTeamReborn com provas dos alegados ataques. O grupo assume-se anti-sistema, fazendo de tudo para lutar contra o modo que a sociedade se organiza nos dias de hoje, desde o sistema político ao social. Despertaram o público quando, no dia 13 de abril levaram a cabo um ataque à EDP e à Altice Portugal.
Ataque à EDP e Altice
Após o ataque foi noticiado pelos orgãos de comunicação social que tinha sido pedido em resgate de 1580 bitcoins, o equivalente a 9.8 milhões de euros. Caso não houvesse o pagamento em 20 dias, todos os dados seriam tornados públicos. Este pedido não passou de um boato, dado que tanto a CyberTeam como a EDP vieram a negar. Quanto ao ataque à Altice, o grupo alegou que existe "uma falha nas torres de transmissão que permite ver todas as mensagens e ouvir as conversas". Esta afirmação que foi totalmente negada pela Altice que diz que "as consequências foram completamente nulas" e que não existiu uma divulgação dos dados dos clientes. Informação esta novamente negada pelo grupo de hackers numa publicação no Twitter.
Altice Portugal "consequências foram nulas", aqui vai um pequeno documento com 9884 acessos dos sistemas :)
A CyberTeam protagonizou ataques como por exemplo, à Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol, ao Sporting Clube de Portugal, ao Sport Lisboa e Benfica sempre com menções a Rui Pinto, à data em prisão preventiva e pedindo a sua libertação bem como contra o estado atual do futebol moderno.
O ataque à APAF foi depois de se ter conhecido que Rui Pinto iria a julgamento por 90 crimes. A equipa assume-se uma forte apoiante, partilhando várias conteúdos alusivos ao hacker português.
Presidência da República e partidos políticos
A CyberTeam foi a responsável pelos ataques informáticos que divulgaram milhares de emails e palavras-passe de entidades públicas como a Presidência da República, a Procuradoria Geral da República, a Segurança Social, Polícia Judiciária bem como de partidos políticos.
Alguns destes dados foram apanhados através de sites de conteúdo para adultos. Os lesados que muitas vezes usavam os emails institucionais para o registo bem como passwords idênticas para aceder a este tipo de serviço.
O ataque coincidiu com o início do julgamento do grupo Anonymous Portugal, onde 21 pessoas, incluido o fundador do TugaLeaks, Rui Cruz, são indiciadas de pirataria informática.
Divulgação de rede de pedofilia
Em fevereiro, a CyberTeam ficou conhecida a nível internacional por terem invadido sites oficiais de dez cidades do estado brasileiro da Paraíba. Conta o La Repubblica que hackers portugueses e brasileiros usaram estes sites para publicar uma longa lista de sites de pornografia infantil, com o nome, morada e outros dados dos pedófilos que constituíam esta rede.
Em declarações ao jornal italiano, o líder da CyberTeam desabafa que o objetivo do ataque era obrigar as autoridades a intervir. Porém, não obtiveram qualquer resposta por parte das autoridades competentes.
Ataque 25 de abril
EDP - Energias de Portugal ataque realizado por CyberTeam Portugal, o próximo ataque será realizado na Altice Portugal, afetando os serviços MEO entre outros... 🤓
Como é observável no tweet do ataque aos servidores da EDP, o grupo deixa um aviso da iminência de um ataque dia 25 de abril. Na passada segunda-feira, 20 de abril, fizeram um ataque a dezenas de sites e bancos de dados. Alegadamente possuem informação do Ministério da Administração Interna, Ministério da Saúde, SNS, Portal das Finanças, SNS, Universidade de Lisboa, Crédito Agrícola, Banco BBVA, entre outros. (uma nota pessoal) De notar, o hack do Plano Nacional de Leitura, Portugal Seguro e Voluntários da Leitura também foram hackeados, estes, que se devem, obviamente, enquadrar nos ideais de anti-sistema... O ataque de dia 20 pode ser uma pequena parte do que poderá acontecer amanhã. Ninguém pode prever que tipo de ataques assistiremos nem a sua dimensão, resta aguardar e ver se tudo não passa de uma ameaça, algo que este grupo garantiu que não acontecerá. Fiquem seguros Obrigado e até breve, Daniel Branco
A Sony anunciou que o quarto modelo da PlayStation estará disponível nos EUA a 15 de novembro e na Europa, América Latina e Austrália a 29 do mesmo mês. A PS4 substitui a PS3, que foi lançada no mercado europeu em março de 2007.
Entretanto, a concorrente Microsoft anunciou que lançará também na mesma altura a Xbox One.
A nova PlayStation virá para o mercado por 399 euros. Desde que foi anunciada, a Sony refere que já tem mais de um milhão de pré-encomendas da nova consola em todo o mundo.
Por cá, a Fnac criou uma página para que seja possível a reserva da nova consola da Sony.
A popularização dos carros elétricos pode estar mais perto graças a um condensador que suporta temperaturas mais elevadas, desenvolvido por uma equipa liderada pela cientista portuguesa Tatiana Correia, no Laboratório Nacional de Física britânico.
A cientista reivindica que este novo equipamento, cuja patente já foi registada e que pode ser usada para fins industriais, vem ultrapassar uma das dificuldades técnicas que até agora estava a travar a indústria automóvel.
"Com este condensador de alta temperaturas, acreditamos ter resolvido um problema importante e que desempenhará um papel vital no progresso para a massificação do mercado dos carros elétricos", afirmou.
Os condensadores são essenciais para o armazenamento de energia e para a conversão da corrente contínua, gerada pela bateria em corrente alternada, necessária para fazer o motor funcionar.
Os existentes não são adequados para os carros elétricos, porque não suportam bem as temperaturas elevadas geradas no processo, como refere o Laboratório Nacional de Física britânico (NPL, na sigla inglesa).
O condensador desenvolvido na instituição, com material cerâmico, aguenta mais de 200 graus centígrados, muito acima dos 125 graus dos concorrentes, como destaca o documento do NPL.
A empresa sul-coreana LG apresentou nesta quarta-feira, em Nova Iorque, o novo smartphone 'G2', com sistema Android, que tem a novidade de ter botões na parte de trás.
O G2 da LG é o primeiro smartphone que não apresenta botões nas laterais. É na parte de trás que se encontram os botões de volume e de desbloqueio. Segundo o site da LG "os telemóveis cresceram mas as mãos não, o que torna ainda difícil a tarefa de aceder aos botões laterais", deste modo, o posicionamento dos botões na parte de trás do dispositivo permite "um maior controlo dos mesmos, uma vez que é aqui onde, naturalmente, se posicionam os dedos indicadores".
O telemóvel G2 tem um sistema operativo Android Jelly Bean 4.2.2, ecrã de resolução Full HD (1080x1920) tem 5,2 polegadas e concentra 424 píxeis por polegada. O processador é Snapdragon S800 quadcore, o modelo mais recente apresentado pela Qualcomm.
A câmara de 13 megapixels está equipada com um sistema de estabilização óptica de imagem (Optical Image Stabilizer). Sistema que evita que a imagem fique desfocada e permite que fique mais nítida, mesmo quando é capturada em movimento ou em ambientes com pouca luz.
O novo smartphone pretende competir com telemóveis topo de gama, como o Samsung Galaxy S4, o HTC One, o iPhone 5 da Apple ou o Nokia Lumia 925.
O G2 estará disponível em mais de 130 redes em todo o mundo. Não foi divulgado o preço nem precisão de lançamento em Portugal.
O professor holandês Mark Post, da Universidade de Maastricht, na Holanda, apresentou o primeiro hambúrguer criado a partir de células estaminais de vaca. Demorou três meses a crescer numa placa de petri e custou 250 mil euros.
O hambúrguer de 142 gramas foi cozinhado diante dos jornalistas num restaurante na capital britânica, pelo chef Richard McGeown, antes de ser provado por dois voluntários. O projeto foi financiado pelo co-fundador do Google, Sergey Brin.
O objetivo da carne artificial, que Post acredita possa ser uma realidade nas prateleiras dos supermercados dentro de dez a 20 anos, é cortar nos milhões de toneladas de gases de efeito de estufa que são libertados anualmente pelo gado. E assim ajudar a combater o aquecimento global. Esta carne artificial pode ainda ser aceite pelos vegetarianos, já que diminuiria dramaticamente a necessidade de matar os animais, escreve a Sky News.
"Para poder ter sucesso, tem que ser igual, ter a mesma textura, e, esperamos, o mesmo sabor, que um verdadeiro hambúrguer", escreve Post num comunicado, divulgado na sexta-feira. Este hambúrguer inclui cerca de 20 mil fios de proteína criados em laboratório, assim como ingredientes mais tradicionais, como sal, pão ralado e ovo. Contem ainda sumo de beterraba e açafrão, mas dar cor.
A experiência foi seguida no site assim como no Twitter.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, a produção anual de carne deverá crescer para 376 milhões de tonelada métricas até 2030, das 218 milhões de toneladas métrias em 1997-1999.
O Japão lançou hoje com êxito um foguete de carga com mantimentos para a equipa da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla inglesa) e o primeiro robot que vai ao espaço para fazer companhia a um astronauta japonês.
O foguete tipo H-2B foi lançado às 04:48 de sábado (20:48 de sábado em Lisboa) da estação espacial da ilha de Tanegashima, na província japonesa de Kagoshima.
Cerca de 15 minutos depois de ter sido lançado, e uma vez em órbita, a unidade de carga (Konotori IV) separou-se do foguete em direção à estação espacial, onde se espera que chegue na sexta-feira, segundo a agência japonesa (JAXA).
O Konotori IV transporta uma carga de 5,4 toneladas, que abrange dois satélites Ardusat com sensores de medição de radiação produzidos pela empresa espanhola Libelium, comida, água e roupa para os seis astronautas que formam a equipa permanente da ISS.
Na carga do Konotori IC segue também o robot Kirobo para fazer companhia ao astronauta Koichi Wakata, o primeiro japonês a comandar a ISS. Esta será a primeira experiência do género no espaço.
O robot, equipado com uma câmara de reconhecimento facial e outra para gravar imagens, está programado para comunicar com alguma autonomia com humanos em japonês e para gravar e transmitir mensagens, podendo melhorar o entendimento entre astronautas e a equipa de controlo de controlo na Terra.
Um hectar plantado com plantas Jatropha pode capturar até 25 toneladas de dióxido de carbono por ano, durante 20 anos, segundo um estudo científico hoje revelado.
Um grupo de cientistas alemães desenvolveu um projecto para capturar dióxido de carbono de forma natural, através da plantação de árvores "Jatropha curcas" em zonas áridas. Um projeto que recebeu o nome de "agricultura de carbono" (em inglês 'carbon framing').
O método para a captura de dióxido de carbono de forma sustentável foi liderado por Klaus Becker da Universidade de Hohenheim em Stuttgart. Segundo o próprio, "'Carbon farming' atua sobre a origem do problema: a emissão de dióxido de carbono pela actividade humana." O estudo foi publicado no jornal científico Earth System Dynamics da União Europeia de Geociências.
A planta mais adequada para a captura de CO2 é "Jatropha curcas" uma oleaginosa originária do México e da América Central, mas que cresce na maioria dos países tropicais. Devido a à sua resistência é ideal para a plantação nas zonas secas e quentes.
Segundo o estudo uma plantação que ocupe 3% do deserto árabe pode, por exemplo, absorver em um par de décadas todo o dióxido de carbono produzido durante o mesmo período de tempo pelos veículos na Alemanha.
O vídeo jogo "Snowden 3D Run" foi desenvolvido por Michele Rocco e pretende ajudar Snowden a fugir dos espiões da CIA.
O ex-consultor dos serviços secretos norte-americanos tem despertado a simpatia de muitos. Os protestos de solidariedade surgem das mais variadas formas, a mais recente foi a criação de um jogo que pretende ajudar o ex-informático a fugir dos espiões da CIA.
O jogo foi desenvolvido, em apenas 30 horas, pelo belga Michele Rocco, tem uma mecânica simples e recria o conhecido vídeo-jogo "Temple Run.
O jogo é gratuito e está disponível quer para telemóveis com o sistema operativo Android OS, quer para computadores, e em breve chegará aos dispositivos fabricados pela Apple.
Apesar de o jogo conter erros, devido ao seu precipitado desenvolvimento, "Snowden Run 3D" segundo o jornal espanhol online ABC garante diversão enquanto une os jogadores numa onda de solidariedade para com Snowden.