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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Tragédia do vaivém espacial Columbia foi há dez anos


O vaivém espacial Columbia partindo do Centro Espacial Kennedy                         Fotografia © NASA/Handou - Reuters

O trágico acidente com o vaivém espacial Columbia, a 1 de fevereiro de 2003, que causou a morte de sete astronautas, levou a uma profunda reformulação de todo o programa espacial norte-americano.
O diretor da Nasa, Charles Bolden, e outros responsáveis da agência espacial norte-americana, participarão esta sexta-feira numa cerimónia de homenagem às vítimas do acidente no cemitério militar de Arlington, na Virgínia.
Na cerimónia, serão homenageados não só os sete astronautas mortos no acidente do Columbia mas também os três astronautas da Apollo 1 que faleceram num incêndio durante um exercício experimental, em janeiro de 1967, e os sete astronautas da tripulação do Challenger, que explodiu a 28 de janeiro de 1986, 73 segundos após ter decolado do Centro Espacial Kennedy, na Florida.
Explosão do Challenger em 1986
Columbia, o primeiro vaivém a voar para o Espaço (em abril de 1981), desintegrou-se durante o seu regresso à atmosfera a 1 de fevereiro de 2003. Após o acidente, a administração do então presidente norte-americano Jorge Bush decidiu reformular todo o programa espacial norte-americano mas deixar no ativo os três Space Shuttle restantes até 2011, devido aos compromissos assumidos com a construção da Estação Espacial Internacional.
Um trágico acidente
O primeiro sinal de que qualquer coisa estava errada foi a temperatura anormalmente alta, detetada pelos sensores da asa esquerda e do trem de aterragem da nave pouco depois de esta ter reentrado na atmosfera terrestre. Houston confirmou à tripulação as medições anormais e, a bordo do vaivém, o comandante Rick Husband respondeu: «Recebido mm...». E depois o silêncio. Eram 9 da manhã (hora local), 14 horas em Lisboa, do dia 1 de Fevereiro de 2003.
Pouco depois, as televisões transmitiam em directo o que parecia uma chuva de estrelas nos céus do Texas, mas depressa se percebeu que se tratava dos destroços do Columbia , que acabara de se desintegrar.
Na reentrada na atmosfera da Terra, o buraco que tinha sido aberto na cobertura térmica da asa esquerda, pelo embate de um pedaço da cobertura do tanque de combustível que se desprendeu durante o lançamento, permitiu a entrada de ar na nave, a temperaturas muito elevadas - chegam a atingir mil graus Celsius. E foi isso que causou a sua desintegração.
A comissão de inquérito determinou posteriormente que poderia ter sido tentada uma operação de salvamento dos astronautas se os responsáveis pela missão tivessem verificado, antes do sétimo dia em órbita, que os danos na asa do vaivém seriam catastróficos. A operação passaria pelo lançamento da nave Atlantis para um encontro em órbita com o Columbia, para resgatar os astronautas.
Os técnicos de lançamento aperceberam-se do incidente 81 segundos após a descolagem, mas os responsáveis da NASA decidiram não concretizar as suas propostas de uma inspecção visual da nave antes da reentrada na atmosfera. Acreditaram que os danos não teriam consequências. Tragicamente, as suas suposições não se confirmaram.