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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Satélite registra pluma de vulcão ativo há mais de três anos



Localizado na ilha de Pagan, no arquipélago das Marianas, o monte Pagan consiste de dois grandes estratovulcões conectados por uma pequena faixa de terra. Juntos, formam o maior e um dos mais ativos vulcões das ilhas Marianas e desde a grande erupção de 1981 o vulcão é monitorado constantemente pelos pesquisadores.

Imagem_de_satelite_do_Vulcao_Pagan
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Situada a 320 quilômetros ao norte da capital Saipan, Pagan é uma pequena ilha vulcânica encravada no Pacífico ocidental. Com população flutuante muito pequena, quase sempre a ilha se manteve desabitada ao longo do tempo, mas a terra fértil sempre atraiu pequenas famílias que vez ou outra para lá se mudavam em busca de sustento.
Em 4 de maio de maio de 1981, o Monte Pagan iniciou um grande período atividade, produzindo um verdadeiro enxame sísmico com cerca de duzentos tremores por hora, muito acima do que os moradores estavam acostumados a sentir diariamente. Por rádio, o administrador da ilha solicitou auxílio às autoridades de Saipan pedindo para que a ilha fosse evacuada, mas o pedido não foi aceito. Na ocasião, os dados históricos mostravam que o vulcão não era susceptível à erupções violentas.


Ilha_Pagan,_Ilhas_Marianas
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Com o aumento da pressão magmática e atividade sísmica constantemente elevada, em 15 de maio de 1981 a montanha explodiu violentamente, arremessando na atmosfera milhões de toneladas de cinza e fumaça. Imediatamente, um fluxo de lava e material piroclástico começou a descer pelo flanco da montanha em direção à aldeia, forçando os moradores a fugirem para o lado sul da ilha, de onde foram resgatados pelas autoridades de Saipan.
Desde então a ilha não recebe mais moradores. As visitas são restritas às pessoas autorizadas, normalmente cientistas, que vão à Pagan com o objetivo de estudar a atividade vulcânica da região.
O enxame sísmico de 1981 marcou o início de um período de grande atividade vulcânica, que durou cerca de quatro anos. Depois disso, a montanha entrou erupção nove vezes até 2012 e desde o final de 2009 apresenta constante atividade sísmica e vulcânica, com tremores diários e emissões corriqueiras de cinza e fumaça.