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domingo, 26 de agosto de 2012

Curiosity conclui o primeiro passeio marciano


Os rastos do robô em Bradbury


NASA decidiu baptizar como Bradbury o local onde pousou a máquina, para homenagear o escritor de ficção científica Ray Bradbury
Foram só mais cinco metros, após 500 milhões de quilómetros através do espaço, mas o pequeno passeio do robô Curiosity, ontem, em solo marciano, contituíu um verdadeiro triunfo para a ciência. A máquina avançou, rodou e depois recuou um pouco. Os especialistas da NASA falaram em "grande momento" e as agências ironizaram com o "test drive" da máquina.
O robô tem os sistemas importantes operacionais e pode deslocar-se na superfície do planeta vermelho. O objetivo da missão de dois anos é avaliar se alguma vez Marte teve condições para albergar vida. As imagens do passeio marciano começaram entretanto a chegar e mostram uma paisagem repleta de rochas, com as marcas das rodas do robô já impressas no solo e, ao fundo, o objetivo da máquina, o Monte Sharp.
Até agora, só foi descoberto um sistema provavelmente avariado após um impacto com uma pedra: trata-se do sensor de vento. Pelo contrário, o braço robótico do Curiosity funciona, bem como o sofisticado aparelho que permite vaporizar a superfície das rochas e determinar o seu conteúdo químico.
Entretanto, o controlo de missão anunciou um pequeno toque sentimental. Aproveitando o aniversário do nascimento do escritor Ray Bradbury (falecido em julho, com 91 anos), a NASA decidiu baptizar a zona onde pousou a Curiosity com o nome do escritor. Ray Bradbury foi autor de mais de 50 livros e um dos seus livros mais famosos é o clássico de ficção científica "Crónicas Marcianas", onde imaginou um mundo habitado por humanos e marcianos, inóspito, violento e melancólico.