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quarta-feira, 13 de maio de 2020

DreamLab App - ajudar sem esforço

Vivemos num mundo da informação e da globalização. 
A tecnologia que temos ao nosso alcance permite-nos fazer mil e uma coisas, temos o mundo ao nosso alcance. Muitos de nós já vimos dezenas de anúncios acerca de uma aplicação chamada Dream Lab. 



Foi apadrinhada pela Vodafone e ganhou uma notoriedade nas últimas semanas.
Desenvolvida em 2015 com vista a apoiar projetos de investigação sobre o cancro, já apoiou quatro descobertas mundiais nesta área, entre elas a identificação de propriedades anticancerígenas em alimentos e medicamentos existentes. Atualmente a capacidade de armazenamento do DreamLab está a ser utilizada para ajudar no combate à COVID-19.

É relativamente simples para se usar.
Após o download da app DreamLab, é só escolher um projeto para apoiar e, cada vez que o seu telemóvel estiver ligado, com bateria superior a 80% e conectado à rede Wi-Fi (também pode ajudar por dados móveis, no entanto tem de ser precaver quanto a quantidade de dados gastos (utilizadores com pacote Vodafone não têm este gasto)) estará a contribuir para uma pesquisa na área da saúde.
Uma opção é ativar a app durante o período noturno para que cada vez que formos dormir estaremos a contribuir sem qualquer esforço.

Como funciona?


O nosso smartphone é um computador pequeno, porém poderoso. 
Quando não estamos a utilizar esse poder não está a ser utilizado. O DreamLab permite que seja utilizado para acelerar a investigação contra o cancro e, agora, contra a COVID-19. Após a ativação, o seu telemóvel descarrega pequenos problemas de investigação para calcular e envia os resultados de volta para a equipa de investigação do determinado projeto.


Projeto Corona-AI


O projeto Corona-IA, liderado pelo Dr. Kirill Veselkov do Departamento de Cirurgia e Cancro do London Imperial College, em colaboração com a Fundação Vodafone, está a utilizar Inteligência Artificial, supercomputação móvel e Big Data com efeitos a restringir a pesquisa de combinações de medicamentos existentes e moléculas semelhantes a medicamentos de base alimentar para ajudar na guerra contra o novo coronavírus.

O DreamLab é basicamente uma plataforma de Crowd Computing que permite que qualquer pessoa do mundo com um smartphone contribua para uma causa de pesquisa.

"Estes são tempos sem precedentes que exigem soluções científicas. A equipa do projeto Corona-IA tem tirado partido do seu conhecimento na utilização da tecnologia de AI para descobrir propriedades anticancerígenas em medicamentos e alimentos existentes, pondo depois estes resultados em prática contra esta nova ameaça global.", disse o chefe do Departamento de Cirurgia e Cancro, do London Imperial College.

Neste projeto é adotado uma forma diferente de pesquisa. Envés dos demorosos processos tradicionais envolvidos no desenvolvimento de uma única vacina ou medicamento, este projeto foca-se em encontrar novas indicações ou utilizações alternativas aos medicamentos existentes.
Com o apoio de todos os interessados, é combinada a inteligência artificial e o poder de processamento dos smartphones para acelerar a descoberta de novos componentes antivirais nos alimentos.

"Nestes tempos difíceis, a inteligência artificial pode fazer um contributo gigantesco na corrida contra a COVID-19. A equipa do DreamLab está a conseguir através dela para analisar medicamentos aprovados que possam ter potencial para combater a COVID-19.", Professor Vasilis Vasiliou da Escola de Saúde Pública de Yale.


Mais ao detalhe...

Os coronavírus, assim como todo o tipo de vírus, não podem sobreviver e efetuar o seu processo de reprodução sem a "ajuda" de um hospedeiro.
Tradicionalmente, os medicamentos antivíricos tem um inconveniente, o facto da rápida mutação do vírus que pode tornar o fármacos ineficaz.
Aproveitando o trabalho anterior da pesquisa do cancro, o projeto pretende "construir uma imagem mais clara de quais os indivíduos ou combinações de moléculas mais adequadas para de alguma forma perturbar as redes moleculares essenciais de interação do coronavírus, e não apenas as suas proteínas específicas"
Estas moléculas podem ser de medicamentos existentes ou moléculas semelhantes a medicamentos que constituem alimentos.

Michael Bronstein, Chair em Machine Learning, Pattern Recognition no Departamento de Computação no London Imperial College e Head of Graph Learning no Twitter descreveu o algoritmo do projeto:
"Estamos a utilizar novos métodos de IA baseados em rede para identificar compostos antivirais num conjunto de dados com milhares de moléculas, triliões de linhas de códigos, de forma a modelar os efeitos em rede das interações dessas moléculas e as do nosso corpo."

Porquê o DreamLab? 


O início desta investigação foi inicialmente atrasado pela falta de acesso à supercomputação.
Dando o exemplo que existem 10.000 moléculas com diferentes combinações. São triliões de possibilidades que precisam de ser testadas com um supercomputador, isto é algo que um computador normal não consegue fazer, levaria décadas.
O DreamLab utiliza uma rede móvel de supercomputação para analisar milhares de milhões de combinações de medicamentos, moléculas alimentares e interações genéticas existentes, reduzindo consideravelmente o tempo necessário para fazer descobertas neste domínio.


Durante esta fase inicial apontam que querem testar combinações de até duas moléculas de medicamentos já existentes ou moléculas semelhantes em alimentos contra as interações vírus-hospedeiro de estirpes de vírus corona.

O que se conclui? 


Cabe-nos a nós, dentro do nosso dever cívico, de tentar ajudar ao máximo, algo que podemos fazer sem esforço nenhum.

Descarregar -> Dormir -> Ajudar 

Um processo simples. Cabe a todos ajudar!

Download IOS aqui
Download Android aqui


Fiquem seguros
Obrigado e até breve,

Daniel Branco

terça-feira, 12 de maio de 2020

Como os anticorpos podem vir ajudar no combate à COVID-19

Nos últimos tempos, face à situação atual, muitos esforços se têm feito no sentido de encontrar uma substância, que permita combater esta pandemia. Para tal, muitos laboratórios têm trabalhado arduamente na descoberta de uma vacina que permita pôr um ponto final nesta terrível situação. No entanto, a criação desta mesma substância pode demorar muitos anos, sendo necessário encontrar rapidamente uma solução que permita atuar o mais cedo possível contra este vírus.

Após meses na descoberta de uma solução capaz de terminar com esta pandemia, descobriu-se que os anticorpos de lhamas, poderão ser a chave para o controlo desta doença, uma vez que conseguem neutralizar o SARS-Cov-2 antes da sua chegada às células dos pulmões.

Para tal, investigadores das Universidades do Texas e de Gent, criaram um novo anticorpo, através de duas cópias de anticorpos VHH, produzido pelas llamas, este que permite a ligação deste às proteínas spike do coronavírus. 

A infeção pelo novo coronavírus, ocorre quando estas mesmas proteínas se ligam a outras proteínas presentes no trato respiratório, as ACE2. Os anticorpos, ao conseguirem ligar-se às proteínas spike antes de estas atingirem as células humanas, levam a que o vírus não consiga infetar o hospedeiro, nem mesmo reproduzir-se. 
Foto: Harald Topfer/ShutterStock
Os anticorpos produzidos pelas lhamas, não são uma novidade no mundo cientifico, tendo já sido estudados a influência dos mesmos na neutralização da SARS-Cov-1 e do MERS-Cov. No entanto, como estas pandemias acabaram por ficar controladas, os mesmos não tiveram qualquer aplicação prática, contudo, foram importantes para se encontrar rapidamente uma resposta contra o novo coronavírus.

A eficácia dos mesmos contra a Covid-19, ainda não foi totalmente comprovada, sendo necessário ainda realizar testes primeiro em animais, e seguidamente em humanos. 

Numa altura em que todo o mundo, mune esforços na procura de uma vacina, esta pode ser a solução mais rápida, mas ao mesmo tempo a mais eficaz, uma vez que contrariamente à vacina, que estimula o corpo a produzir anticorpos, este tratamento permite um fornecimento automático dos mesmos, garantindo imunidade imediata. Isto permitirá a proteção de todos aqueles que ainda não estão infetados, ou que se encontram numa fase inicial da doença. Para além disso, a introdução destes no organismo humano é bastante mais simples do que numa vacina, já que podem ser colocados com recurso a inaladores, entrando pelas cavidades nasais.


O que se conclui?


Para terminar o artigo de hoje, conclui-se que esta descoberta poderá vir a ser a chave para o controlo desta e outras doenças. Esta solução, é um bom método alternativo ao uso de vacinas, já que permite proteger todos aqueles que ainda não estão infetados ou que se encontram numa fase inicial da doença, sendo também esta de fácil aplicação.
Aconselho agora um vídeo explicativo que vos elucidará melhor sobre a composição deste novo coronavírus bem como o teste de anticorpos.




b.                                

Obrigado,
Miguel Tavares

segunda-feira, 11 de maio de 2020

COVID-19 e potenciais efeitos danosos na nossa privacidade

Numa era marcada pela eclosão de várias aplicações móveis para o rastreamento de dados pessoais com via a conter a evolução da pandemia, cumpre, não obstante, questionar a eticidade dessas mesmas ferramentas. Quais são, afinal, os riscos que corremos?



Cientistas, governos e especialistas encontram-se numa luta contra o tempo. Várias linhas de atuação estão em cima da mesa. Uma das alternativas que tem vindo a ganhar destaque no panorama internacional concerna o aproveitamento da tecnologia disponível e subsequente desenvolvimento de apps de rastreio da COVID-19.
Isto levanta, naturalmente, uma questão: Estaremos a usar a tecnologia com prudência e sensatez ou a criar uma cortina de fumo sem precedentes, alicerçada numa pandemia global, com efeitos potencialmente devastadores na nossa privacidade?

 Todas as autoridades de saúde têm seguido uma premissa nuclear: os indivíduos que tenham contacto direto com alguém infetado, exponenciam o risco de adoecer. Como tal, a ideia por trás do “contact tracing” (técnica que envolve encontrar cada pessoa infetada e aferir com quem interagiu durante esse período de tempo) é simples, mas a sua execução deixa algo a desejar. 

O processo é moroso e lento: alguém fica doente; é entrevistado pelas autoridades de saúde pública e o seu percurso e contactos são mapeados; é feita uma lista de pessoas com quem esteve em contacto e pede-se-lhes que permaneçam em casa atentem no percurso evolutivo dos sintomas; se uma das pessoas exposta estiver infetada, os seus contactos também serão rastreados e assim sucessivamente até que todos os possíveis infetados com o vírus estejam fora de circulação. 
Não obstante, com o número de infetados ao nível mundial a ultrapassar os 4 milhões, é desafiante, e potencialmente inexequível, dispor dos recursos e do tempo necessário para continuar a seguir a estratégia de “contact tracing”.

Enquanto governos e cientistas continuam numa correria contra o tempo para encontrar uma resposta urgente para este surto, alguns especialistas começaram a tirar partido dos avanços tecnológicos para agilizar o processo, com recurso quer a ferramentas e apps de telemóveis para identificar e monitorizar as pessoas que possam ter sido expostas ao vírus quer à construção de apps que facilitem o rastreamento das pessoas infetadas. Estes desenvolvimentos têm eclodido um pouco por todo o mundo tecnologicamente desenvolvido, desde a China passando pela Singapura até ao Reino Unido, entre muitas outras nações associadas.



Em concomitância, a Apple e a Google anunciaram que vão congregar esforços no desenvolvimento e distribuição de uma tecnologia de monitorização de telemóveis. Permitirá rastrear a cadeia de possíveis infetados pela COVID-19. Ao invés de recorrer a sistemas de geolocalização (GPS), preconiza-se o recurso à tecnologia Bluetooth, wireless.

Um progresso significativo está subjacente a estes eventuais desenvolvimentos: a criação de apps para travar a propagação do Covid-19, sem que a localização dos utilizadores fosse guardada. Segundo advogam as gigantes tecnológicas, a tecnologia Bluetooth permitirá a salvaguarda da privacidade dos utilizadores por inerência de recorrer a uma ligação por radiofrequência , conectável  a aparelhos que estejam a curta distância (alguns metros).
A Apple e a Google vaticinam que esta tecnologia esteja disponível para uso em aplicações ainda a partir do mês corrente de maio.

Obrigado,
Miguel Carvalho

domingo, 10 de maio de 2020

A tecnologia espacial contra a COVID-19

Boa noite,
Vivemos tempos diferentes e toda a ajuda para ajudar a ultrapassar esta pandemia da melhor forma é bem vinda.
A tecnologia assume um papel fundamental na batalha contra o novo coronavírus. Enquanto os cientistas trabalham para uma vacina, os governos estão a olhar para o Espaço.
Com mais de 30 satélites, o Programa Espacial da UE é líder mundial nesta tecnologia - através da componente de observação da Terra (Copernicus) e do sistema de navegação por satélite (Galileo). Este foi destacado para reforçar a resposta da Europa durante este período.



"Mobilizámos todos os trunfos da União Europeia para ajudar a aliviar a situação provocada pelo coronavírus" disse Timo Pesonen, Diretor-Geral da Comissão Europeia para a Indústria da Defesa e do Espaço.
Acrescenta que quando começou a crise em Itália, o seu departamento trabalhou em conjunto com as autoridades italianas através da disponibilização de imagens das regiões mais afetadas para que pudessem ser tomadas as melhores decisões. Também nas fronteiras, onde o tráfego foi imenso com filas de espera longas.

A aplicação:




Amanhã o Miguel Carvalho falará sobre esta ajuda através de tecnologia espacial com um maior detalhe.
É tudo por hoje, fiquem seguros.

Obrigado e até breve,
Daniel Branco

sábado, 9 de maio de 2020

Encontrado buraco negro promissor para o avanço da ciência

Em tempos pandémicos, tendemos a crer que a investigação científica encontra-se toda direcionada na descoberta de um tratamento contra o novo coronavírus. Contudo, todos os ramos da ciência continuam a focar-se nos seus campos primários. É possível aferir tal a partir de uma recente descoberta no campo da astronomia por uma equipa de cientistas.


Astrónomos encontraram um novo buraco-negro que é possivelmente o que se encontra mais próximo da Terra. Este encontra-se a cerca de 1000 anos-luz (9,5 milhares de milhões de milhões de km) do nosso planeta. A uma escala comum, esta aparenta ser uma distância enorme. Apesar disso, em termos Universais esta é uma distância mínima.

Normalmente os buracos negros são encontrados através de radiações de fundo, que resultam da forma como estes interagem com os gases em seu redor. No entanto, este foi descoberto através de um método inovador. Através da interação que HR6819 tem com 2 corpos celestes, esta equipa aferiu a existência desta singularidade no espaço-tempo.

Os cientistas iniciaram o estudo deste buraco negro há vários anos, quando procuravam no mesmo local uma estrela do tipo B[e]. Estas estrelas são singulares no sentido que as mesmas possuem um spin tão alto que quase se quebram. Ainda assim, por um conjunto de circunstâncias o estudo desta foi suspenso. Há pouco tempo, um observatório no chile registou 2 estrelas do espectro visível a orbitar um corpo que não era possível detetar a cada 40 dias.


Prevê-se que este buraco negro possui cerca de 4 vezes mais massa que o sol. Diversos cientistas afirmam, ainda, que, apesar de só terem sido detetados algumas dezenas de buracos negros presentes na Via Láctea, existem previsões teóricas que afirmam existir cerca de 100 milhões de buracos negros na nossa Galáxia. Estas previsões deixam diversas questões tais como quantos tipos e formas de buracos negros existiram?

Obrigado,

Rodrigo Santos