O blog Fenómenos Científicos e o Nosso Planeta foi criado em Novembro de 2011, tendo como missão dar a conhecer factos de interesse geral no âmbito da Ciência/Tecnologia e o Meio Ambiente.
Boa noite, No artigo de hoje, apresentamos um pequeno vídeo, que mostra como é possível realizar grandes alterações em edifícios já existentes, sem ser necessário removê-los, transformando-o num edifício mais moderno e funcional!
A engenharia tem um papel importantíssimo nas nossas vidas, permitindo construir edifícios e estruturas nas mais diversas condições. Algumas obras, conseguiram ligar locais longínquos ou de difícil acesso, permitindo melhorar a mobilidade e a qualidade de vida da população. Com esse mesmo objetivo, irá nascer no ano de 2029, a maior ponte ferroviária e rodoviária do mundo, ligando a ilha dinamarquesa Lolland, à ilha alemã Fehmarn, num projeto que custará cerca de 18 mil milhões de euros.
Início do túnel, Dinamarca
Foto: Instituto de Engenharia
A construção deste túnel estava prevista começar no início de Julho deste ano, no entanto, derivado a atual situação pandémica que vivemos, esta teve de ser adiada para 1 de janeiro de 2021. Os primeiros trabalhos, serão realizados em solo dinamarquês e incluem a entrada no túnel, a edificação de estruras residenciais e administrativas e ainda de uma fábrica, que permitirá a construção dos diversos troços do túnel, que posteriormente serão submersos. A submersão do primeiro troço, começará em 2024, mas antes disso é necessária a construção de uma trincheira com cerca de 60 metros de largura e 13 de metros de profundidade, que permitirá a entrada de cada um dos troços. A fábrica só irá entrar em funcionamento em 2023, altura em que está prevista a construção do primeiro troço.
Fim do túnel, Alemanha
Foto: Instituto de Engenharia
Durante a obra, serão utilizados barcos rebocadores, de modo a permitir a submersão destes troços, que pesam cerca de 73 toneladas, cada um. Esta construção é de uma grande exigência, sendo gasto 50 vezes mais ferro do que na construção da torre Eifel e retirado mais de 19 milhões de metros cúbico de material do fundo do oceano, que será, mais tarde, utilizado para a ampliação da ilha de Lolland. A abertura do túnel está planeada para acontecer em 2029, e a construção será acompanhada pela melhoria das ligações ferroviárias em ambos os países. Esta infraestrutura, terá um papel fulcral na mobilidade dos passageiros, sendo possível atravessá-la de carro, em apenas 10 minutos, permitindo ao mesmo tempo uma redução substancial na duração das viagens de comboio entre Hamburgo e Copenhaga.
O artigo de hoje fala acerca da construção de infraestruturas de apoio ao combate ao novo coronavírus e é nos trazido pelo Miguel Tavares.
Nos últimos tempos, para fazer face a esta terrível pandemia, várias nações têm vindo a procurar soluções em tempo recorde para travar o avanço do vírus e evitar assim males maiores. Uma das soluções encontradas é a construção de novos hospitais nas áreas mais afetadas pelo novo coronavírus. Muitos são os exemplos deste tipo de edificações feitas um pouco por todo o planeta, que podem ir desde uma simples tenda a um hospital de grandes dimensões.
Em seguida apresentaremos alguns exemplos deste tipo de soluções.
Hospitais improvisados em pavilhões desportivos
Foto: JN
Este talvez seja o exemplo mais simples e mais fácil de como se pode criar um hospital de campanha rapidamente, colocando camas e material médico no interior de um pavilhão desportivo. Este tipo de solução é bastante útil, uma vez que permite o tratamento em simultâneo de um grande número de doentes, para além de ser bastante viável economicamnte, visto que grande parte da estrutura já se encontra construída. No entanto, não permite o tratamento de doentes em estado mais crítico, sendo portanto esta a única desvantagem.
Hospitais em tendas
Foto: INEM
Este é mais um tipo de solução encontrado em tempo de epidemia. Trata-se de uma tenda com um grande número de compartimentos que é ativo em situações de emergência nacional. Esta estrutura permite o tratamento de inúmeros doentes, estando equipado com um bloco operatório, enfermarias, um laboratório, uma unidade cuidados intensivos e ainda zonas de triagem e ambulatório, sendo desta forma bastante funcional, uma vez que é de fácil mobilidade e instalação, no entanto apenas permite o tratamento de um número muito limitado de doentes.
Construção de Grandes Unidades Hospitalares
Este último exemplo é extremamente invulgar, sendo apenas utilizado aquando da ocorrência de uma grande epidemia pois acarreta grandes custos económicos. Estas estruturas são de caráter temporário, sendo por isso frequentemente utilizados, módulos pré-fabricados, uma vez que permitem a sua rápida e fácil construção. Com este método é possível criar grandes hospitais, em muito pouco tempo, o que é bastante vantajoso, já que aumenta a capacidade resposta por parte de uma localidade à medida que o número de infetados aumenta.
O Hospital Huoshenshan em Wuhan, é um bom exemplo deste tipo de solução. Este edifício de 25 mil metros quadrados, demorou apenas dez dias para ser construído, e conta com mais de 1000 camas e cerca de 1400 técnicos das forças armadas, na ajuda ao combate do novo coranavírus.
No vídeo abaixo está uma timelapse da construção deste hospital da autoria do jornal britânico The Guardian.