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domingo, 10 de fevereiro de 2013

"Curiosity" perfura pela primeira vez solo de Marte


"Curiosity" perfura pela primeira vez solo de Marte                      

Fotografia © Reuters/ Nasa

Está aberto um buraco no solo do Planeta Vermelho para recolha de amostras para análise. Missão cumprida.

A NASA (Agência Espacial norte-americana) classificou de êxito a missão programada para o "Curiosity" em Marte: perfurar solo marciano pela primeira vez e recolher amostras para análise. Do pequeno buraco, de 6,4 centímetros de profundidade e 1,6 centímetros de diâmetro, serão extraídas amostras para análise. As imagens do buraco feito chegaram hoje à Terra. "Este feito é o marco mais importante para a equipa do "Curiosity" desde a aterragem em Agosto último, outro dia de orgulho para a América", disse o administrador associado da NASA para as Missões Científicas, John Grunsfeld.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Nordeste dos EUA parado devido a tempestade de neve


Um morador de Boston tenta lutar contra a neve e o vento forte

Fotografia © REUTERS/Brian Snyder
Milhares de voos foram cancelados ontem no nordeste dos Estados Unidos, que está paralisado devido a uma tempestade de neve e ventos fortes. Cinco estados já declararam o estado de emergência.
A queda de neve, que segundo a meteorologia deverá chegar a uma altura entre os 30 e os 60 centímetros, acompanhada por ventos fortes, começou na sexta-feira à tarde e deverá terminar hoje na zona nordeste dos Estados Unidos, onde vivem cerca de 40 milhões de pessoas.
Na sexta-feira foram cancelados 4.900 voos - 3.500 de ontem e 1.400 marcados para hoje - mais de metade em Nova Iorque, segundo o site FlightAware.com.
Todos os voos com partida ou tendo como destino os aeroportos JFK, La Guardia e Newark foram cancelados ao final da tarde de ontem.
Cerca de 700 voos de e para Boston foram também cancelados, onde a neve atingiu hoje cerca de 60 centímetros.
Numa decisão quase inédita, o governador do Massachusetts, Deval Patrick, proibiu a circulação automóvel por tempo indeterminado para facilitar as operações de socorro e remoção de neve.
DN

Etiópia quer lançar primeiro satélite espacial


A Etiópia pretende lançar o seu primeiro satélite espacial dentro de dois anos, anunciou hoje o governo de Adis Abeba, noticia o jornal etíope "The Reporter", citado pela agência espanhola Efe.

De acordo com o vice primeiro-ministro, Debretsion Gebremicha, o satélite vai servir para fins de comunicação e o governo já está a preparar o seu desenho, construção e lançamento.
"Não é uma coisa que vá acontecer da noite para o dia, já que requer um financiamento adequado e recursos humanos", afirmou o governante, esclarecendo que o lançamento deverá ocorrer em território etíope daqui a dois anos.
Segundo informações reveladas na página online da Sociedade Etíope do Espaço e da Ciência, o satélite vai chamar-se ET-SAT, terá pequenas dimensões e vai ser o primeiro aparelho que uma instituição da Etiópia vai construir e pôr em órbita.
O projeto de construção vai ter apoios do Instituto de Von Karman, de Bruxelas, por ter sido o único projeto africano selecionado entre as 71 propostas recebidas de 38 países.
O Instituto de Tecnologia de Adis Abeba, por seu turno, vai ser responsável pelo desenho e pela construção do satélite.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

'Nova Terra' estará mais próxima do que se pensava


Hipotético planeta habitável a orbitar uma anã vermelha

Fotografia © Reprodução/CfA Harvard

Cientistas do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, nos EUA, a partir de dados do telescópio espacial Kepler disponibilizados pela NASA, descobriram que 6% das estrelas anãs vermelhas têm planetas habitáveis do tamanho da Terra na sua órbita. Como essas estrelas são as mais comuns na nossa galáxia, um planeta parecido com a Terra poderá estar a apenas 13 anos luz de distância.

"Nós pensávamos que teríamos de procurar em grandes distâncias para encontrar um planeta como a Terra. Agora percebemos que outra Terra está, provavelmente, no nosso próprio quintal, à espera de ser descoberta", disse a astrónoma de Harvard e principal autora do estudo, Courtney Dressing, numa conferência de imprensa em Cambridge, no estado americano de Massachusetts, onde apresentou as suas descobertas esta semana.
A estudar as estatísticas do telescópio Kepler, o maior "caçador de planetas" da NASA, os pesquisadores descobriram que até 6% das estrelas chamadas "anãs vermelhas" têm planetas do tamanho da Terra que as orbitam. Esses planetas estão nas suas "zonas habitáveis", ou seja, numa zona orbital que permite a existência de água em estado líquido.
Tendo em conta que as anãs vermelhas são o tipo de estrelas mais abundante na nossa galáxia, cerca de 75%, e a mais próxima da Terra está a apenas 13 anos-luz de distância, as hipóteses de encontrar uma "outra Terra" perto da nossa aumentaram consideravelmente.
Uma estrela anã vermelha comum é menor, mais fria e menos brilhante que o nosso Sol. Tem cerca de um terço do tamanho e um milésimo do brilho solar. Devido ao seu pequeno tamanho, a "zona habitável" das anãs vermelhas é muito próxima da estrela. Nenhuma anã vermelha pode ser vista a olho nu da Terra. E localizar planetas semelhantes próximos à Terra exige telescópios espaciais ou uma potente rede de telescópios terrestres.
Para chegar a essas conclusões, Dressing e sua equipa vasculharam as cerca de 158 mil estrelas catalogadas pelo Kepler para identificar quantas delas são anãs vermelhas. Depois analisaram com maior precisão seus tamanhos e temperaturas, e descobriram que afinal são menores e mais frias do que se pensava.
DN

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PARABÉNS!!!!!!!!