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segunda-feira, 18 de maio de 2020

Facebook planeia construção de uma rede de internet em torno do continente africano

A empresa multinacional começou a reunir-se com diversas empresas de telecomunicações para construir um tubo submarino que atravessará toda a fronteira entre Africa e o oceano. Este projeto intitula-se de 2Africa e tem o intuito de melhorar a qualidade de internet de zonas mais isoladas.

Em 2014 Mark Zuckerberg ponderara, através da compra de milhares de drones movidos a energia solar, fazer chegar a internet às zonas mais “offline”. 
Contudo, passados seis anos, os recursos e a tecnologia disponível desenvolveram-se, tornando possível este projeto.


A empresa multimilionária de redes sociais encontra-se em parceria com diversas companhias de telecomunicações tais como China Mobile, MTN GlobalConnect, Orange, STC, Telecom, Egypt, Vodafone e WIOCC. É fundamental salientar que este cabo irá atravessar a costa marítima de África, interligando-a ao medio oriente e Europa. Prevê-se que este projeto terá um comprimento que se aproxima do perímetro Terrestre e irá tornar a capacidade de internet na zona 3 vezes superior à atual. Para além disso, este tubo será pioneiro na utilização de um condutor de alumínio que possibilitará o 5G. Especialistas acreditam, ainda, que o design deste cabo permitirá que este resista de forma inigualável a possíveis danos exteriores. 
Afere-se, deste modo, que apesar de existir um grande contraste, diversas empresas encontram-se a tomar medidas para equilibrar a balança da sociedade mundial.

Obrigado,
Rodrigo Santos


domingo, 17 de maio de 2020

Será que os cães podem detetar a COVID-19?

Nas últimas semanas surgiu uma notícia que despertou o meu interesse: 
Será que os cães podem detetar a COVID-19?

A ONG britânica Medical Detection Dogs está a levar a cabo um estudo que, até agora, está a conseguir resultados positivos. Esta organização conta com experiência do treino de cães que conseguem detetar cancro, Parkinson e até malária. Foi criada em 2008 com objetivo que potenciar o olfato canino para a deteção de doenças humanas e começou a trabalhar neste projeto no final de março.



Estão baseados em a cidade de Milton Keynes, um pouco acima do norte de Londres. A metodologia da busca da doença baseia-se no facto que cada doença emite um odor, sendo que os cães, quando bem treinados, conseguem identificar essas doenças, como acontece com os cães farejadores de drogas da polícia.
Como método de treino, são apresentadas amostras de vírus e os cães conseguem diferenciar os odores destas, dos componentes do nosso dia a dia.


"Acreditamos que os cachorros podem detetar a COVID-19 e que poderão analisar centenas de pessoas um período de tempo muito curtos, assim, permitem uma rápida ação para que uma determinada pessoa seja isolada e testada."
"Temos provas que os cães podem detetar bactérias e outras doenças, pelo que acreditamos que investindo cada vez mais neste projeto conseguiremos fazer uma grande diferença na capacidade de controlar a propagação da COVID-19"
Declarações da diretora-executiva da Medical Detection Dogs, Claire Guest à AFP

De momento, existe uma parceria entre a associação com a Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres e a Universidade de Durham. Esta é a mesma equipa de investigadores que conseguiram demonstrar que os cães conseguem detetar a malária.

De seguida um vídeo explicativo de como é feito o processo de busca:


Fiquem seguros
Obrigado e até breve,

Daniel Branco

sábado, 16 de maio de 2020

O maior túnel ferroviário e rodoviário do mundo

A engenharia tem  um papel importantíssimo nas nossas vidas, permitindo construir edifícios e estruturas nas mais diversas condições. Algumas obras, conseguiram ligar locais longínquos ou de difícil acesso, permitindo melhorar a mobilidade e a qualidade de vida da população. Com esse mesmo objetivo, irá nascer no ano de 2029, a maior ponte ferroviária e rodoviária do mundo, ligando a ilha dinamarquesa Lolland, à ilha alemã Fehmarn, num projeto que custará cerca de 18 mil milhões de euros. 

Início do túnel, Dinamarca
Foto: Instituto de Engenharia
A construção deste túnel estava prevista começar no início de Julho deste ano, no entanto, derivado a atual situação pandémica que vivemos, esta teve de ser adiada para 1 de janeiro de 2021. 
Os primeiros trabalhos, serão realizados em solo dinamarquês e incluem a entrada no túnel, a edificação de estruras residenciais e administrativas e ainda de uma fábrica, que permitirá a construção dos diversos troços do túnel, que posteriormente serão submersos.
A submersão do primeiro troço, começará em 2024, mas antes disso é necessária a construção de uma trincheira com cerca de 60 metros de largura e 13 de metros de profundidade, que permitirá a entrada de cada um dos troços. A fábrica só irá entrar em funcionamento em 2023, altura em que está prevista a construção do primeiro troço. 


Fim do túnel, Alemanha
Foto: Instituto de Engenharia
Durante a obra, serão utilizados barcos rebocadores, de modo a permitir a submersão destes troços, que pesam cerca de 73 toneladas, cada um. Esta construção é de uma grande exigência, sendo gasto 50 vezes mais ferro do que na construção da torre Eifel e retirado mais de 19 milhões de metros cúbico de material do fundo do oceano, que será, mais tarde, utilizado para a ampliação da ilha de Lolland.
A abertura do túnel está planeada para acontecer em 2029, e a construção será acompanhada pela  melhoria das ligações ferroviárias em ambos os países. Esta infraestrutura, terá um papel fulcral na mobilidade dos passageiros, sendo possível atravessá-la de carro, em apenas 10 minutos, permitindo ao mesmo tempo uma redução substancial na duração das viagens de comboio entre Hamburgo e Copenhaga.

Composição do túnel
Foto: Instituto de Engenharia
Obrigado,
Miguel Tavares

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Será possível produzir eletricidade a partir do ar?

Cientistas na Universidade de Massachussets, Estados Unidos, descobriram uma maneira de criar eletricidade a partir da humidade no ar, uma tecnologia que propõem para o futuro das energias renováveis.
O "Air-gen" é neste momento capaz de produzir energia suficiente para alimentar pequenos aparelhos eletrónicos.
Segundo um estudo publicado na revista científica Nature, o método envolve nanotubos de uma proteína condutora, produzida por um micróbio, que converte em eletricidade o vapor de água que existe naturalmente na atmosfera.


Os nanotubos formam uma película à qual são ligados elétrodos que captam a corrente gerada pela reação da proteína com a humidade do ar.
"Estamos literalmente a tirar eletricidade do ar", afirmou o engenheiro eletrotécnico Jun Yao, em cujo laboratório foi testado o "Air-gen", que é não poluente, renovável e de baixo custo, podendo ser usado mesmo em condições de baixa humidade.
Ao contrário de outras formas de gerar eletricidade, não precisa de vento ou de luz solar e pode mesmo ser utilizado em ambientes interiores, afirmou o microbiólogo Derek Lovley, que há mais de trinta anos descobriu o micróbio Geobacter no rio Potomac, nos Estados Unidos.


Por agora, o Air-gen é capaz de manter a funcionar pequenos aparelhos eletrónicos, mas os criadores pretendem alargar a sua capacidade, criando pequenas películas de nanotubos que poderão ser usadas para alimentar monitores de dados vitais ou relógios, que deixariam de precisar de pilhas.
Também esperam conseguir adaptar o Air-gen aos telemóveis, para que deixe de ser necessário carregar os aparelhos.
Segundo sustenta Yao, o fito primordial passará pela aplicação do Air-Gen em sistemas de grande escala, em conformidade com a eficiência autossustentável e ambiental.

Adaptado de: dn.pt

Obrigado,
Miguel Carvalho

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Urina de astronautas poderá ser útil na construção de bases lunares

Um dos maiores objetivos no trabalho de investigação consiste em procurar locais habitáveis ao Homem e, para além disso encontrar modos de instalar bases que alocariam os viajantes.



Estudos recentes abordam sobre a utilidade da ureia, (um dos constituintes maioritários da urina) na construção de bases lunares. Por muito absurda que a ideia aparente ser, foi divulgado um estudo pela ESA (Agência espacial Europeia), que sugere que este composto tornaria o betão lunar mais maleável antes de tomar a sua estrutura final mais rígida. A investigação realizada pela agência, anteriormente, referida mostra, ainda, que a mistura da urina com o geopolímero lunar forma um composto mais resistente do que aquando a junção deste polímero com plastificantes comuns (compostos que reduzem a necessidade de água para malear certas estruturas). A mistura constituída por ureia foi capaz de suportar até 10 vezes o seu peso, sendo capaz também de resistir ao vácuo e à amplitude térmica que é tomada na superfície lunar devido à ausência de atmosfera lunar.



A maioria dos leitores interrogar-se-ão sobre o porquê de não poder ser utilizado betão comum tal como o terrestre. São vários os obstáculos que se atravessariam no caso de ser utilizado betão comum. Em primeiro lugar seria necessário, muito provavelmente, carregar os foguetões com mais material necessário à produção de betão terrestre. Para além disso, durante o processo de secagem do betão, este adquiriria uma estrutura molecular diferente do que se fosse produzido na Terra. Este fenómeno dever-se-ia à fraquíssima ação gravítica que a Lua tem sobre os corpos à sua superfície. É fulcral referir, ainda que o betão terrestre não seria possivelmente capaz de suportar as condições severas da lua descritas no parágrafo anterior.



Este composto que, ainda está a ser melhor estudado seria então constituído maioritariamente por regolito lunar. É de salientar que ureia seria capaz de limitar a quantidade necessária de água para moldar os compostos. A ureia é uma substância que é produzida industrialmente na Terra, logo seria bastante barata a obtenção da mesma. No entanto, diversos investigadores esperam ser capazes de extrair a ureia proveniente da urina dos astronautas, que tornaria todo este processo mais pragmático.


O que se conclui?


Conclui-se, assim que se pode ter encontrado um método bastante inovador que nos aproximará um pouco mais de habitarmos outros corpos celestes. Ainda assim este estudo deixa várias dúvidas como o facto desta substância não ter sido realmente testada em ambiente lunar. Para além disso não se sabe se este corpo será capaz de resistir às radiações extremamente nocivas, provenientes do espaço que não são absorvidas tal como acontece na Terra.

Obrigado,
Rodrigo Santos