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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Satélite estudará 1 bilhão de estrelas para formar mapa da Via Láctea


Um mapa tridimensional da Via Láctea começa a ser produzido por um dos objetos mais caros e avançados já lançados pelo ser humano ao espaço.
Embora superlativos, os números não dão conta de dimensionar o verdadeiro tamanho da empreitada: 1 bilião de estrelas investigadas, centenas de pesquisadores de diversos países envolvidos e 1 bilião de euros investidos. Esses esforços financeiros e científicos foram necessários para a concretização da Gaia, missão da Agência Espacial Europeia que atingiu sua órbita em janeiro para revelar a, partir de agora, a composição, a formação e a evolução da nossa galáxia. 
Além da quantidade de estrelas monitoradas, cerca de 1 bilião, a missão se diferencia pela qualidade dessa observação. “Isto é, a precisão com que realizará medidas astrométricas, fotométricas e espectroscópicas. Os dados irão solucionar um problema fundamental de toda a astronomia, que é o conhecimento das distâncias dos astros de maneira confiável. Sem o conhecimento das distâncias, não podemos converter aquilo que observamos, aparente, em absoluto. Em resumo, o Gaia nos revelará o Universo em três dimensões”, descreve Ramachrisna Teixeira, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP). 

Mesmo assim, talvez o tamanho do desafio ainda não esteja claro. Por isso, o professor explica: “Para se ter uma boa ideia, basta lembrar que atualmente conhecemos ‘bem’ a distância de aproximadamente 30 mil estrelas e passaremos a 150 milhões. Ou ainda, atualmente conhecemos ‘muito bem’ a posição de aproximadamente 700 estrelas e passaremos a 18 milhões”. 

Assim, a maneira restrita como o ser humano vê o universo tem data para acabar. Os primeiros resultados do Gaia deverão aparecer por volta de 2017, e os resultados definitivos, em 2020. Equipado com dois telescópios, fotômetros azuis e vermelhos e espectrômetro de velocidade radial, o satélite não enviará imagens à Terra, e sim números que representam a intensidade de luz e as posições relativas das fontes, elucida Teixeira. “Com o nível de precisão do Gaia, muitas novidades em termos da origem, estrutura e evolução da Galáxia e das estrelas são esperadas”. Espera-se também a detecção de planetas extrassolares e asteroides ainda não contabilizados no Sistema Solar.​ 

Órbita 

Em janeiro, sem muito alarde, o satélite europeu chegou a sua órbita planejada, a 1,5 milhão de quilómetros da Terra (no sentido contrário ao do Sol). Mas o que o satélite orbita de fato? Na verdade, nada. É um dos chamados pontos de Lagrange (L2), ideias para a missão. Markus Landgraf, analista no centro de operações da ESA em Darmstadt, na Alemanha, explica: “São pontos onde as forças gravitacionais entre duas massas, como o Sol e a Terra, se somam para compensar pela força centrífuga do movimento da Terra ao redor do Sol, e proveem oportunidades vantajosas de observação para estudar o Sol e a nossa Galáxia". 

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Empresa privada pretende lançar espaçonave em 2016

A Sierra Nevada Corporation (SNC) anunciou que sua nave espacial será lançada em 1º de novembro de 2016, mas sem tripulantes. O primeiro lançamento tripulado está planejado para 2017. As informações são do site Mashable. 
Foto: Nasa / Divulgação
A empresa fez um acordo com a United Launch Alliance, uma companhia que presta serviços de lançamentos espaciais para o governo americano. A nave da SNC será lançada por um foguete Atlas V de Cabo Canaveral.  

A SNC está entre as três empresas que receberam US$ 1,1 bilhão há dois anos da Nasa para desenvolver espaçonaves para levar astronautas ao espaço. Atualmente, os Estados Unidos têm que recorrer à Rússia para levar ao espaço os seus homens (pagando mais de US$ 70 milhões por assento), já que o programa dos vaivéns espaciais chegou ao fim. As outras companhias que receberam a verba são a Boeing e SpaceX (sendo que esta já leva cargas para a Estação Espacial Internacional). 

O programa da Nasa está a entrar na sua fase final, que resultará em um contrato com a companhia vencedora para levar os astronautas à Estação Espacial.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

11 anos depois... Acidente do Columbia


sts107_crew
O trágico acidente com o vaivém espacial Columbia, a 1 de fevereiro de 2003, que causou a morte de sete astronautas, levou a uma profunda reformulação de todo o programa espacial norte-americano.
Vídeo de Homenagem
Vídeo do Acidente:


Radiação destrói revestimento da ISS, advertem cientistas russos


A radiação cósmica está a destruir o revestimento da Estação Espacial Internacional (ISS, na silga em inglês), segundo um estudo de um grupo de cientistas russos cujos resultados foram divulgados nesta sexta-feira em Moscovo.


A Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) é refletida no capacete de astronauta. Foto: Nasa / Divulgação
"No final do ano passado fizemos um trabalho para o Centro Espacial Krunichev e obtivemos resultados surpreendentes: o revestimento e  a proteção do casco da ISS, está a ser destruída pela radiação", disse Yelena Deshevaya, do Instituto de Problemas Médico Biológicos (IPMB) da Academia de Ciências russa. 

A cientista, que informou dos resultados da pesquisa numa conferência na Universidade Técnica Bauman de Moscovo, explicou que este fenómeno acontece porque na composição do revestimento da plataforma espacial são usados poliamidas pouco resistentes à radiação. 

"Toda a proteção do casco (da ISS) está a ser destruída", advertiu Deshevaya, citada pela agência Interfax. 

Explicou que na IPMB os materiais com os quais é fabricado o revestimento da plataforma espacial foram testados e se estabeleceu que em um primeiro momento a radiação os fortalece, mas que depois os debilita e os torna mais frágeis. 

Este problema, acrescentou a cientista, pode ser solucionado usando polímeros resistentes à radiação. A ISS é um projeto internacional no qual participam 20 de países e que conta com financiamento até o ano 2024, embora poderia permanecer em funcionamento até 2028. 

Atualmente a bordo da plataforma espacial se encontra uma expedição integrada por seis tripulantes: os russos Oleg Kotov, Sergei Riazanski e Mikhail Tyurin, os americanos Rick Mastracchio e Mike Hopkins, e o japonês Koichi Wakata. 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Objeto encontrado na Lua, pensa-se ser um OVNI ;)


ATripToTheMoon

Já estamos habituados a notícias do género de imagens de programas de imageamento do espaço, Terra, Lua ou planetas que apresentam, como é normal em programas informáticos, erros que só perante grande imaginação se transformam em ETs.  Este post centra-se num vídeo colocado no Youtube no dia 15 de Janeiro e que, em pouco mais de 10 dias, chegou a mais de 1,6 milhões de visualizações. O utilizador descobriu um objeto estranho dentro de uma cratera da Lua, com “um formato triangular (com um ângulo de 90° perfeito) e sete pontos simetricamente dispostos que parecem ser luzes”. O objeto teria 128 x 152 metros e estaria localizado numa região conhecida como Mare Moscoviense. As coordenadas que identificam o objeto na superfície da Lua são 22°42’38.46″N e 142°34’44.52″E. (Huffington Post)
A imagem:
n-LUNARANOMALYCOMPOSITE-large570
O mesmo jornal resolveu conferir o Google Moon. E o que eles encontraram? Estruturas semelhantes ao objeto identificado por wowforreeel, mas não tão simétricas como este tinha indicado.
A equipa contactou Marc Dantonio, diretor de análise de vídeos e fotos da Mutual UFO Network. Infelizmente a escolha foi péssima já que um analista de OVNIs vê OVNIs em todo o lado, tal como fanáticos de Maria vêem Maria em tostas, lenços de papel e beatas de cigarros. Contudo, a escolha revelou que mesmo um analista de OVNIs consegue ver o que pessoas normais vêem:
Olhando para isso [a imagem original], eu suspeito que seja uma sobreposição do Google Moon. A sobreposição é uma falha fotográfica que ocorre devido ao processo pelo qual muitas fotos são alinhadas e colocadas em camadas para formar um grande mosaico de imagens. O Google Moon, o Google Earth, o Google Mars, assim como o Google Sky, por exemplo, são compostos de dezenas de milhares de imagens que estão alinhadas da melhor maneira possível, cobrindo a superfície esférica do ‘planeta’, seja a Terra ou a Lua”.
Por vezes a fotografia é captada por equipamentos diferentes, o que exige que sejam redimensionadas para que se encaixem em imagens provenientes de outros equipamentos.
Em baixo podem ver o vídeo:
O autor não é uma pessoa qualquer que achou intrigante a imagem, é um indivíduo que só apresenta vídeos de OVNIs, coisas irreais na Terra, e Nibirus (que embora nunca tenha existido, permanecem os vídeos). Perante tanto vídeo falso ou mal identificado parece-me que este autor vê coisas com um olho e charro com o outro.
Fontes: TSF e AstroPT