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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Portuguesa desenvolve condensador "vital" para carros elétricos


Portuguesa desenvolve condensador "vital" para carros elétricos

A popularização dos carros elétricos pode estar mais perto graças a um condensador que suporta temperaturas mais elevadas, desenvolvido por uma equipa liderada pela cientista portuguesa Tatiana Correia, no Laboratório Nacional de Física britânico.
A cientista reivindica que este novo equipamento, cuja patente já foi registada e que pode ser usada para fins industriais, vem ultrapassar uma das dificuldades técnicas que até agora estava a travar a indústria automóvel.
"Com este condensador de alta temperaturas, acreditamos ter resolvido um problema importante e que desempenhará um papel vital no progresso para a massificação do mercado dos carros elétricos", afirmou.
Os condensadores são essenciais para o armazenamento de energia e para a conversão da corrente contínua, gerada pela bateria em corrente alternada, necessária para fazer o motor funcionar.
Os existentes não são adequados para os carros elétricos, porque não suportam bem as temperaturas elevadas geradas no processo, como refere o Laboratório Nacional de Física britânico (NPL, na sigla inglesa).
O condensador desenvolvido na instituição, com material cerâmico, aguenta mais de 200 graus centígrados, muito acima dos 125 graus dos concorrentes, como destaca o documento do NPL.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Campo magnético do Sol vai sofrer inversão de polaridade


Campo magnético do Sol vai sofrer inversão de polaridade

Fotografia © Rodrigo Cabrita/Global Imagens
O campo magnético do Sol vai completar uma inversão de polaridade nos próximos três a quatro meses , um processo que ocorre todos os onze anos, informou na quarta-feira a agência espacial norte-americana NASA.
"Esta mudança terá consequências em todo o sistema solar", adiantou o físico solar Todd Hoeksema, da Universidade de Stanford, na Califórnia, em declarações divulgadas pela NASA.
A inversão de polaridade -- o polo norte passa para o sul e vice-versa -- ocorre no fim de cada ciclo solar, quando o magnetismo interno do Sol se reorganiza.
Durante esta fase, que os físicos denominam Máximo Solar, as erupções de energia podem aumentar os raios cósmicos e ultravioletas que chegam à Terra, algo que pode interferir com as comunicações por rádio e afetar a temperatura do planeta.
A influência magnética solar, mais conhecida como heliosfera, estende-se por milhares de milhões de quilómetros para lá de Plutão e é captada pelas sondas Voyager, lançadas em 1977 e que agora giram em torno do limite do espaço interestelar.

LG coloca botões na parte de trás do novo smartphone


O presidente da secção de comunicações móveis da LG, Jong-seok Park, com o novo aparelho

O presidente da secção de comunicações móveis da LG, Jong-seok Park, com o novo aparelhoFotografia © REUTERS/Brendan McDermid
A empresa sul-coreana LG apresentou nesta quarta-feira, em Nova Iorque, o novo smartphone 'G2', com sistema Android, que tem a novidade de ter botões na parte de trás.
O G2 da LG é o primeiro smartphone que não apresenta botões nas laterais. É na parte de trás que se encontram os botões de volume e de desbloqueio. Segundo o site da LG "os telemóveis cresceram mas as mãos não, o que torna ainda difícil a tarefa de aceder aos botões laterais", deste modo, o posicionamento dos botões na parte de trás do dispositivo permite "um maior controlo dos mesmos, uma vez que é aqui onde, naturalmente, se posicionam os dedos indicadores".
O telemóvel G2 tem um sistema operativo Android Jelly Bean 4.2.2, ecrã de resolução Full HD (1080x1920) tem 5,2 polegadas e concentra 424 píxeis por polegada. O processador é Snapdragon S800 quadcore, o modelo mais recente apresentado pela Qualcomm.
A câmara de 13 megapixels está equipada com um sistema de estabilização óptica de imagem (Optical Image Stabilizer). Sistema que evita que a imagem fique desfocada e permite que fique mais nítida, mesmo quando é capturada em movimento ou em ambientes com pouca luz.
O novo smartphone pretende competir com telemóveis topo de gama, como o Samsung Galaxy S4, o HTC One, o iPhone 5 da Apple ou o Nokia Lumia 925.
O G2 estará disponível em mais de 130 redes em todo o mundo. Não foi divulgado o preço nem precisão de lançamento em Portugal.

Há 9 mil anos havia homens a viver junto ao Tamisa


Trabalhos arqueológicos no cemitério de Bedlam

Trabalhos arqueológicos no cemitério de BedlamFotografia © Direitos reservados - Crossrail

Arqueólogos descobriram provas de que os humanos viveram perto do rio Tamisa, em Inglaterra, há cerca de 9 mil anos.

A descoberta foi feita durante a escavação do túnel para o novo comboio de Londres, o Crossrail. Estas escavações estão a ser acompanhadas por uma equipa de arqueólogos que aproveita para investigar o subsolo da cidade e está a trabalhar em mais de 40 sítios arqueológicos da capital inglesa.
Os arqueólogos acreditam que os habitantes pré-históricos de Londres usavam aquele local para extrair e preparar as pedras do rio de modos a produzir instrumentos. Foram encontrados ali cerca de 150 peças em sílex.
Segundo o arqueólogo Jay Carver, citado pela BBC, "esta é uma descoberta única e fascinante pois demonstra que o homem voltou a Inglaterra, em particular ao vale do Tamisa, após uma longa ausência durante a Idade do Gelo". "A concentração de peças em sílex mostra que este era um local privilegiado para arranjar matéria prima para os instrumentos."
Também foram encontrados em Liverpool Street uma estrada romana, em muito bom estado, e uma peça em ouro, datada do século XVI, o que muito surpreendeu os cientistas. Os arqueólogos acreditam que esta peça, semelhante a uma moeda, era usada como um pendente.
No próximo ano, os arqueólogos planeiam escavar 3 mil esqueletos de Bedlam, de um cemitério do século XVII perto de Liverpool Street.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Desgelo do Ártico bateu recordes em 2012


Desgelo do Ártico bateu recordes em 2012

Fotografia © REUTERS/Michael Studinger/NASA
Em 2012, o aumento do nível do mar e de emissão de gases de efeito de estufa superaram limites históricos, segundo um relatório da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA).
"Os níveis de carbono estão a aumentar, os níveis do mar estão a subir, o gelo do Árctico está a derreter e o nosso planeta está a tornar-se um lugar mais quente", referiu a diretora da NOAA, Kathryn Sullivan no comunicado divulgado online dia 6 de Agosto.
O ano que passou, encontra-se entre os 10 anos mais quentes desde que há registo, o oitavo ou nono dependendo dos dados utilizados. Os Estados Unidos da América e Argentina tiveram o ano mais quente da sua história e o Alasca e partes da Ásia, tiveram um ano mais frio que o normal, revela o documento de 260 páginas publicado na revista da Sociedade Americana de Meteorologia.
O estudo elaborado por 384 cientistas de 52 países revelou que o gelo do Árctico alcançou o seu nível mínimo em setembro (2,12 milhões de quilómetros quadrados) e que a neve no hemisfério norte também alcançou mínimos históricos.
As temperaturas das superfícies dos oceanos também aumentaram, admite a NOAA. Houve um aumento de temperaturas inclusive nas profundidades dos oceanos.