Pesquisar neste blogue

Número total de visualizações de página

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Mona Lisa mais pequena que a espessura de um cabelo



Mona Lisa mais pequena que a espessura de um cabelo
O Instituto de Tecnologia da Georgia, nos Estados Unidos, levou a cabo uma pesquisa liderada por Jennifer Curtir que conseguiu desenhar 'La Gioconda' com 30 micras de largura através de um microscópio de força atómica.
Cientistas do Instituto de Tecnologia da Georgia, nos Estados Unidos, conseguiram 'pintar' o famoso quadro de Leonardo Da Vinci "Mona Lisa", numa área com 30 micras de largura, ou seja, num espaço equivalente a um terço da espessura de um cabelo. A micra é uma unidade de comprimento correspondente a milésima parte do milímetro.
A equipa que criou assim o chamado "Mini Lisa" usou uma técnica que pode ser usada no fabrico de dispositivos. A imagem foi projetada com um microscópio de força atómica num processo de nanolitografía termoquímica.
Pixel a pixel, a equipa apenas com a variação de calor cria em moléculas tons mais claros e mais escuros de cinzento. Cada pixel é separado por 125 nanómetros, (unidade de medida de comprimento do Sistema Internacional equivalente a 10 elevado a -9 de um metro).

Curiosity ontem fez um ano em Marte



Curiosity faz um ano em Marte
Fotografia © NASA/Handout via Reuters

A sonda norte-americana Curiosity completou ontem um ano em solo marciano, durante o qual recolheu mais de 190 gigabits de informação e captou mais de 70 mil imagens, passos essenciais para uma futura missão tripulada ao planeta vermelho.

"Quanto mais soubermos sobre Marte, mais informados estaremos para enviarmos astronautas", disse o responsável científico dos programas marcianos na NASA, Michael Meyer, citado num comunicado da agência espacial norte-americana.

Para o cientista, que se manifestou "extremamente satisfeito" com o primeiro ano da sonda em Marte, "a missão Curiosity foi espetacular". Com o tamanho de um pequeno jipe e uma tonelada de peso, a sonda aterrou a 6 de agosto do ano passado em Marte, num momento seguido por curiosos e entusiastas um pouco por todo o mundo.

Desde então, a sonda "recolheu mais de 190 gigabits de informação, enviou mais de 36.700 imagens de tamanho real e 35 mil imagens em miniatura, fez mais de 75 mil disparos de laser para investigar a composição de objetos, recolheu e analisou amostras de duas rochas e conduziu mais de 1,6 quilómetros", conclui a NASA.

Estes dados, recolhidos com recurso aos seus dez instrumentos, permitiram concluir, pela primeira vez, pela possibilidade de Marte ter tido vida microbiana no seu passado longínquo, alcançando em menos de metade da duração prevista da missão (pelo menos dois anos) aquele que era o seu principal objetivo científico.

"Sabemos agora que Marte teve condições favoráveis à existência de vida microbiana há milhares de milhões de anos" lembrou o diretor científico da missão, John Grotzinger. "Foi muito gratificante este sucesso, mas também abriu o nosso apetite por mais conhecimento", acrescentou.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Hambúrguer de laboratório enfrenta teste de sabor

Hambúrguer de laboratório enfrenta teste de sabor

Fotografia © DR
O professor holandês Mark Post, da Universidade de Maastricht, na Holanda, apresentou o primeiro hambúrguer criado a partir de células estaminais de vaca. Demorou três meses a crescer numa placa de petri e custou 250 mil euros.
O hambúrguer de 142 gramas foi cozinhado diante dos jornalistas num restaurante na capital britânica, pelo chef Richard McGeown, antes de ser provado por dois voluntários. O projeto foi financiado pelo co-fundador do Google, Sergey Brin.
O objetivo da carne artificial, que Post acredita possa ser uma realidade nas prateleiras dos supermercados dentro de dez a 20 anos, é cortar nos milhões de toneladas de gases de efeito de estufa que são libertados anualmente pelo gado. E assim ajudar a combater o aquecimento global. Esta carne artificial pode ainda ser aceite pelos vegetarianos, já que diminuiria dramaticamente a necessidade de matar os animais, escreve a Sky News.
"Para poder ter sucesso, tem que ser igual, ter a mesma textura, e, esperamos, o mesmo sabor, que um verdadeiro hambúrguer", escreve Post num comunicado, divulgado na sexta-feira. Este hambúrguer inclui cerca de 20 mil fios de proteína criados em laboratório, assim como ingredientes mais tradicionais, como sal, pão ralado e ovo. Contem ainda sumo de beterraba e açafrão, mas dar cor.
A experiência foi seguida no site assim como no Twitter.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, a produção anual de carne deverá crescer para 376 milhões de tonelada métricas até 2030, das 218 milhões de toneladas métrias em 1997-1999.

domingo, 4 de agosto de 2013

Foguete japonês levou o primeiro robot ao espaço


O robot é inspirado na personagem de manga Astro Boy

O robot é inspirado na personagem de manga Astro BoyFotografia © REUTERS/Toru Hanai/Files
O Japão lançou hoje com êxito um foguete de carga com mantimentos para a equipa da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla inglesa) e o primeiro robot que vai ao espaço para fazer companhia a um astronauta japonês.
O foguete tipo H-2B foi lançado às 04:48 de sábado (20:48 de sábado em Lisboa) da estação espacial da ilha de Tanegashima, na província japonesa de Kagoshima.
Cerca de 15 minutos depois de ter sido lançado, e uma vez em órbita, a unidade de carga (Konotori IV) separou-se do foguete em direção à estação espacial, onde se espera que chegue na sexta-feira, segundo a agência japonesa (JAXA).
O Konotori IV transporta uma carga de 5,4 toneladas, que abrange dois satélites Ardusat com sensores de medição de radiação produzidos pela empresa espanhola Libelium, comida, água e roupa para os seis astronautas que formam a equipa permanente da ISS.
Na carga do Konotori IC segue também o robot Kirobo para fazer companhia ao astronauta Koichi Wakata, o primeiro japonês a comandar a ISS. Esta será a primeira experiência do género no espaço.
O robot, equipado com uma câmara de reconhecimento facial e outra para gravar imagens, está programado para comunicar com alguma autonomia com humanos em japonês e para gravar e transmitir mensagens, podendo melhorar o entendimento entre astronautas e a equipa de controlo de controlo na Terra.

Meteoritos podem estar a caminho da Terra




Cerca de 20 asteróides poderão entrar na atmosfera terrestre, tal como aconteceu com o meteorito que caiu este ano, na Rússia.
A bola de fogo que a 15 de fevereiro cobriu os céus de Tchelyabinsk, na Rússia, poderá repetir-se em breve.
Uma dupla de astrónomos espanhóis da Universidade Complutense de Madrid (UCM) acredita que a Terra está ameaçada por um grupo de cerca de 20 asteróides que poderão ter um impacto tão grande ou maior que aquele que se fez sentir este ano na Rússia, o maior desde Tunguska, em 1908, que se crê ter sido o sítio onde terá caído um pequeno meteorito.
No entanto, apesar da ameaçadora previsão, os espanhóis afirmam que terão de continuar a observar os corpos celestes e a fazer simulações quanto às suas órbitas para encontrar os meteoritos que maior perigo possam causar num cenário de colisão com a Terra. O que pode nem acontecer, dada a dificuldade em prever a reação quando em contacto com o campo gravitacional dos planetas.
No caso do asteróide que caiu na Rússia, não foi possível antever a queda do astro devido à posição do sol. A onda de choque da rocha espacial, cujo tamanho rondava os 18 metros e pesava cerca de 11 mil toneladas, provocou estragos em inúmeros edifícios e feriu cerca de mil pessoas.
Cenário do impacto do meteorito em Tchelyabinsk
As conclusões destes cientistas foram publicadas na revista mensal da ‘Royal Astonomical Society’. O tamanho dos corpos celestes identificados varia entre os 5 e os 200 metros.
Os astrónomos da UCM apontam que estes sejam pequenos fragmentos de um meteoro gigante que se tenha separado algures no tempo nos últimos 40 mil anos.
Apesar de identificar o maior asteróide do grupo, o 2011 EO40, como sendo aquele que maior probabilidade terá de colidir com a Terra, o estudo afirma que seriam precisos dois anos contínuos de observação da sua órbita para fazer uma previsão acertada.
Reveja o vídeo do impacto do meteorito que em fevereiro caiu na região de Tchelyabinsk.



Fonte: Correio da Manhã