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sexta-feira, 12 de julho de 2013

Afinal há outro planeta azul


Afinal há outro planeta azul


Os cientistas descobriram um outro planeta azul, para além da Terra. Graças ao telescópio Hubble, os astrónomos perceberam que o planeta HD 189733b tem um tom azul cobalto.

Ao contrário da Terra, que é azul por causa da água dos oceanos, este planeta tem esta cor por causa das gotas de vidro líquido que caem horizontalmente sobre o planeta devido aos vento de 7 mil quilómetros por hora. Os detalhes sobre esta descoberta são publicados no Astrophysical Journal Letters.
Esta é a primeira vez que os cientistas conseguem determinar com exatidão a cor de um planeta fora do sistema solar - ou pelo menos a cor com que o veríamos com os nossos olhos, se tal fosse possível, explicou ao The Independent um dos responsáveis por este estudo, Frederic Ponto, da Universidade de Exeter.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

NASA quer trazer amostras de Marte para Terra em 2020



NASA quer trazer amostras de Marte para Terra em 2020
Fotografia © NASA
O novo robot que a NASA tem previsto enviar para Marte em 2020 utilizará um sistema de recolha de amostras que permitirá traze-las para Terra, numa missão posterior, bem conservada. Além disso, o veículo continuará à procurar de vestígios de vida no planeta vermelho e experimentará novas tecnologias e uma futura exploração humana.
A equipa, composta por 19 cientistas e engenheiros de universidades e centros de investigação,propôs um conceito de investigação que poderia converter-se num passo importante para cumprir o desafio do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de enviar seres humanos a Marte na década de 2030.
A missão de 2020 foi proposta pela equipa de cientistas com base nas recolhas do robot Curiosity e outras missões a Marte (Opportunity e Spirit).
Com estas investigações confirmou-se a presença histórica de água no planeta vermelho, e que as condições ambientais no passado poderiam propiciar a vida de micróbios.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Universo observa-se agora com imagens mais nítida


Universo observa-se agora com imagens mais nítidas

Fotografia © Observatório Gemini
Um novo instrumento de observação desenvolvido pelo Observatório Gemini, no Chile, consegue obter imagens espetaculares do Cosmos com um detalhe sem precedentes de estrelas a milhões de anos luz.
O GeMS, um instrumento revolucionário de observação desenvolvido pelo Observatório Gemini, trabalha com um sistema de cinco lesares e espelhos deformáveis que eliminam as perturbações estrelares durante a observação. Graças a este novo sistema obtém-se agora as imagens mais nítidas de sempre do Universo.
Robert Blum, subdirector do National Optical Astronomy Observatory está a utilizar o GeMS para estudar o meio ambiente dentro e nos arredores dos agrupamentos de estrelas, e os resultados preliminares, particularmente do espetacular grupo conhecido como RMC136, num conjunto de sete fotografias já foram revelados publicamente.
O GeMS utiliza uma técnica designada 'multi óticas adaptativas conjugadas' (multi conjugate adaptive optics) dá mais detalhes do céu em cada fotografia - cerca de 20 vezes mais área fotografada.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Milhares de espécies vivem no mais extremo dos ambiente


Milhares de espécies vivem no mais extremo dos ambientes

Uma variedade incrível de bactérias e outros organismos sobrevivem e reproduzem-se no lago de Vostok, na Antártida, o mais extremo dos ambientes, numa completa escuridão e frio intenso.
Devido às extremas condições meteorológicas, cientistas e investigadores acreditavam que nada poderia ter vida no lago de Vostok. No entanto, descobriu-se neste lago profundo, frio e escuro uma surpreende variedade de formas de vida. A investigação, publicada na revista científica PLOS ONE, revela mais de 3500 espécies identificas através da análise genética.
"Os limites do que é habitável e não é, estão a mudar", afirma o responsável pelo estudo Scott Rogers da Bowling Green State University.
O lago de Vostok é o quarto lago mais profundo da Terra e o maior do mais 400 lagos subglaciais conhecidos na Antártida. O gelo que cobriu o lago durante os últimos 15 milhões de anos apresenta mais de três quilómetros de profundidade, o que cria uma enorme pressão. Há poucos nutrientes disponíveis e o tempo é tão duro e imprevisível que os cientistas para o visitar tem que ter equipamento especial e fazer treinos de sobrevivência antes.
Com estas condições, a maioria dos cientistas acreditava que Vostok fosse estéril. Contudo, a equipa responsável pelo estudo, ao trabalhar em secções retiradas do gelo profundo, identificou milhares de bactérias, algumas encontram-se no sistema digestivo de peixes, crustáceos e vermes anelídeos. Identificou-se também fungos e duas espécies de archaeas, organismos unicelulares que tendem a viver em ambientes extremos. As outras espécies identificadas estão relacionadas com os habitats dos sedimentos do lago ou oceano.
Encontraram-se psicrófilos, organismos que vivem no frio extremo, juntos com termófilos, organismos que podem suportar condições extremas de temperatura, o que sugere a presença de fontes hidrotermais no fundo do lago. De acordo com Rogers, a presença das espécies marinhas de água doce aponta para a hipótese de que o lado teve outrora conectado com o oceano, e que a água doce foi depositada no lago por um glaciar principal.

domingo, 7 de julho de 2013

Foguete russo com três satélites explodiu no lançamento


Foguete russo com três satélites explodiu no lançamento

O foguete russo Proton-M carregando três satélites para o sistema de navegação Glonass explodiu no lançamento no centro espacial russo de Baikonur
O foguetão russo Proton-M, que transportava três satélites para o sistema de navegação russo Glonass, explodiu hoje logo após o seu lançamento do cosmódromo russo de Baikonur, no Cazaquistão, libertando para a atmosfera uma nuvem de combustível extremamente tóxica.
VEJA O VÍDEO:
O foguetão Proton, cujo lançamento foi transmitido em direto pela Agência Espacial da Rússia (Roskosmos) e pela cadeia de televisão pública Rússia 24, mudou de trajetória 16 segundos após a descolagem às 02:38 horas TMG (03:38 em Lisboa), porque "os seus motores deixaram de funcionar", segundo um comunicado da Roskosmos.
O foguetão quase explodiu a seguir, caindo a cerca de 2,5 quilómetros do local de lançamento, segundo a mesma fonte.
Segundo uma fonte em Baikonur, citada pela agência Interfax, formou-se uma cratera de 150 a 200 metros em volta do local da queda do foguetão.
"Parece que este lançamento se vai saldar por uma catástrofe", comentou o apresentador da Rússia 24, pouco antes do foguetão explodir.
"Segundo as primeiras informações, o acidente não provocou vítimas, nem estragos", sublinha a Roskosmos.
Mas o acidente provocou uma "fuga de combustível" do foguetão, indicou a Agência Espacial Cazaque (Kazkosmos).
O lançador transportava cerca de 600 toneladas de heptilo, de amilo e de querosene, segundo o dirigente da Kazkosmos, Talgat Mussabaiev.
Responsáveis cazaques indicaram que os fumos podiam representar um perigo para a população local.
Habitantes de numerosas cidades nos arredores do cosmódromo receberam instruções para ficarem em casa e não abrirem janelas.
O diretor do Centro Khrunitchev, que concebe os foguetões Proton, minimizou os riscos de poluição tóxica provocados por este acidente.
"Chovia no momento da explosão. Isso reduziu consideravelmente a zona de poluição. Atualmente, a nuvem está praticamente dispersa", declarou Alexandre Seliverstov, que assistiu ao lançamento em Baikanor, citado pela Ria-Novosti.
Uma comissão espacial, com o dirigente da Roskosmos, Alexandre Lopatine, à cabeça, foi criada para investigar a catástrofe.
O porta-voz do Kremlin indicou que o Presidente, Vladimir Putin, foi informado do acidente, mas que ainda era cedo para tirar conclusões.
Nos últimos anos, a Rússia conheceu uma série de fracassos nos lançamentos dos seus satélites ou de veículos de carga para a Estação Espacial Internacional.
Em dezembro de 2010, três satélites Glonass, lançados a partir de um foguetão Proton, caíram no Oceano Pacífico depois de falhar a entrada em órbita devido a uma sobrecarga de carburante no lançador.
O sistema Glonass foi concebido pela Rússia para competir com o sistema de navegação americano GPS e o futuro sistema europeu Galileu.