Pesquisar neste blogue

Número total de visualizações de página

quinta-feira, 11 de julho de 2013

NASA quer trazer amostras de Marte para Terra em 2020



NASA quer trazer amostras de Marte para Terra em 2020
Fotografia © NASA
O novo robot que a NASA tem previsto enviar para Marte em 2020 utilizará um sistema de recolha de amostras que permitirá traze-las para Terra, numa missão posterior, bem conservada. Além disso, o veículo continuará à procurar de vestígios de vida no planeta vermelho e experimentará novas tecnologias e uma futura exploração humana.
A equipa, composta por 19 cientistas e engenheiros de universidades e centros de investigação,propôs um conceito de investigação que poderia converter-se num passo importante para cumprir o desafio do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de enviar seres humanos a Marte na década de 2030.
A missão de 2020 foi proposta pela equipa de cientistas com base nas recolhas do robot Curiosity e outras missões a Marte (Opportunity e Spirit).
Com estas investigações confirmou-se a presença histórica de água no planeta vermelho, e que as condições ambientais no passado poderiam propiciar a vida de micróbios.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Universo observa-se agora com imagens mais nítida


Universo observa-se agora com imagens mais nítidas

Fotografia © Observatório Gemini
Um novo instrumento de observação desenvolvido pelo Observatório Gemini, no Chile, consegue obter imagens espetaculares do Cosmos com um detalhe sem precedentes de estrelas a milhões de anos luz.
O GeMS, um instrumento revolucionário de observação desenvolvido pelo Observatório Gemini, trabalha com um sistema de cinco lesares e espelhos deformáveis que eliminam as perturbações estrelares durante a observação. Graças a este novo sistema obtém-se agora as imagens mais nítidas de sempre do Universo.
Robert Blum, subdirector do National Optical Astronomy Observatory está a utilizar o GeMS para estudar o meio ambiente dentro e nos arredores dos agrupamentos de estrelas, e os resultados preliminares, particularmente do espetacular grupo conhecido como RMC136, num conjunto de sete fotografias já foram revelados publicamente.
O GeMS utiliza uma técnica designada 'multi óticas adaptativas conjugadas' (multi conjugate adaptive optics) dá mais detalhes do céu em cada fotografia - cerca de 20 vezes mais área fotografada.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Milhares de espécies vivem no mais extremo dos ambiente


Milhares de espécies vivem no mais extremo dos ambientes

Uma variedade incrível de bactérias e outros organismos sobrevivem e reproduzem-se no lago de Vostok, na Antártida, o mais extremo dos ambientes, numa completa escuridão e frio intenso.
Devido às extremas condições meteorológicas, cientistas e investigadores acreditavam que nada poderia ter vida no lago de Vostok. No entanto, descobriu-se neste lago profundo, frio e escuro uma surpreende variedade de formas de vida. A investigação, publicada na revista científica PLOS ONE, revela mais de 3500 espécies identificas através da análise genética.
"Os limites do que é habitável e não é, estão a mudar", afirma o responsável pelo estudo Scott Rogers da Bowling Green State University.
O lago de Vostok é o quarto lago mais profundo da Terra e o maior do mais 400 lagos subglaciais conhecidos na Antártida. O gelo que cobriu o lago durante os últimos 15 milhões de anos apresenta mais de três quilómetros de profundidade, o que cria uma enorme pressão. Há poucos nutrientes disponíveis e o tempo é tão duro e imprevisível que os cientistas para o visitar tem que ter equipamento especial e fazer treinos de sobrevivência antes.
Com estas condições, a maioria dos cientistas acreditava que Vostok fosse estéril. Contudo, a equipa responsável pelo estudo, ao trabalhar em secções retiradas do gelo profundo, identificou milhares de bactérias, algumas encontram-se no sistema digestivo de peixes, crustáceos e vermes anelídeos. Identificou-se também fungos e duas espécies de archaeas, organismos unicelulares que tendem a viver em ambientes extremos. As outras espécies identificadas estão relacionadas com os habitats dos sedimentos do lago ou oceano.
Encontraram-se psicrófilos, organismos que vivem no frio extremo, juntos com termófilos, organismos que podem suportar condições extremas de temperatura, o que sugere a presença de fontes hidrotermais no fundo do lago. De acordo com Rogers, a presença das espécies marinhas de água doce aponta para a hipótese de que o lado teve outrora conectado com o oceano, e que a água doce foi depositada no lago por um glaciar principal.

domingo, 7 de julho de 2013

Foguete russo com três satélites explodiu no lançamento


Foguete russo com três satélites explodiu no lançamento

O foguete russo Proton-M carregando três satélites para o sistema de navegação Glonass explodiu no lançamento no centro espacial russo de Baikonur
O foguetão russo Proton-M, que transportava três satélites para o sistema de navegação russo Glonass, explodiu hoje logo após o seu lançamento do cosmódromo russo de Baikonur, no Cazaquistão, libertando para a atmosfera uma nuvem de combustível extremamente tóxica.
VEJA O VÍDEO:
O foguetão Proton, cujo lançamento foi transmitido em direto pela Agência Espacial da Rússia (Roskosmos) e pela cadeia de televisão pública Rússia 24, mudou de trajetória 16 segundos após a descolagem às 02:38 horas TMG (03:38 em Lisboa), porque "os seus motores deixaram de funcionar", segundo um comunicado da Roskosmos.
O foguetão quase explodiu a seguir, caindo a cerca de 2,5 quilómetros do local de lançamento, segundo a mesma fonte.
Segundo uma fonte em Baikonur, citada pela agência Interfax, formou-se uma cratera de 150 a 200 metros em volta do local da queda do foguetão.
"Parece que este lançamento se vai saldar por uma catástrofe", comentou o apresentador da Rússia 24, pouco antes do foguetão explodir.
"Segundo as primeiras informações, o acidente não provocou vítimas, nem estragos", sublinha a Roskosmos.
Mas o acidente provocou uma "fuga de combustível" do foguetão, indicou a Agência Espacial Cazaque (Kazkosmos).
O lançador transportava cerca de 600 toneladas de heptilo, de amilo e de querosene, segundo o dirigente da Kazkosmos, Talgat Mussabaiev.
Responsáveis cazaques indicaram que os fumos podiam representar um perigo para a população local.
Habitantes de numerosas cidades nos arredores do cosmódromo receberam instruções para ficarem em casa e não abrirem janelas.
O diretor do Centro Khrunitchev, que concebe os foguetões Proton, minimizou os riscos de poluição tóxica provocados por este acidente.
"Chovia no momento da explosão. Isso reduziu consideravelmente a zona de poluição. Atualmente, a nuvem está praticamente dispersa", declarou Alexandre Seliverstov, que assistiu ao lançamento em Baikanor, citado pela Ria-Novosti.
Uma comissão espacial, com o dirigente da Roskosmos, Alexandre Lopatine, à cabeça, foi criada para investigar a catástrofe.
O porta-voz do Kremlin indicou que o Presidente, Vladimir Putin, foi informado do acidente, mas que ainda era cedo para tirar conclusões.
Nos últimos anos, a Rússia conheceu uma série de fracassos nos lançamentos dos seus satélites ou de veículos de carga para a Estação Espacial Internacional.
Em dezembro de 2010, três satélites Glonass, lançados a partir de um foguetão Proton, caíram no Oceano Pacífico depois de falhar a entrada em órbita devido a uma sobrecarga de carburante no lançador.
O sistema Glonass foi concebido pela Rússia para competir com o sistema de navegação americano GPS e o futuro sistema europeu Galileu.

Galáxias devoram gás para formar estrelas


Galáxias devoram gás para formar estrelas

Astrónomos descobriram uma galáxia distante a comer sofregamente gás nas suas imediações, provando a teoria de que galáxias atraem e devoram material muito próximo delas para crescer e formar estrelas, informou ontem o Observatório Europeu do Sul (OES).
As observações efetuadas com o telescópio VLT do OES "mostram o gás a cair em direção à galáxia, o que cria um fluxo que alimenta a formação estelar, ao mesmo tempo que impulsiona a rotação da galáxia", refere em comunicado o Observatório, organização da qual Portugal é um dos países-membros.
Segundo a nota do OES, "esta é a melhor evidência observacional direta, até agora, que apoia a teoria de que as galáxias atraem e devoram material próximo, de modo a crescerem e formarem estrelas".
Os resultados da descoberta serão publicados na edição de sexta-feira da revista Science.
O telescópio VLT foi usado para estudar "um alinhamento muito raro" entre uma galáxia longínqua e um quasar ainda mais distante. O quasar define-se como "o centro extremamente brilhante de uma galáxia alimentado por um buraco negro de elevada massa".
A radiação emitida pelo quasar passa através da matéria que circunda a galáxia, antes de chegar à Terra, o que, de acordo com o OES, "permite explorar em detalhe as propriedades deste material".