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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Inventor do "rato" morre aos 88 anos


O engenheiro e pioneiro da informática Douglas Engelbart, inventor do "rato", morreu ontem à tarde, aos 88 anos, segundo fonte do Instituto batizado com o seu nome.

O cientista morreu na sua casa de Atherton, no coração de Silicon Valley, no estado norte-americano da Califónia, acrescentou a mesma fonte.
Nascido no Oregon, Doug Engelbart instalou-se na Califórnia para se tornar investigador no Stanford Research Institute, após se ter formado em engenharia eletrónica e informática nos anos 50, quando um único computador ainda ocupava uma divisão.
O trabalho do engenheiro e da sua equipa ajudou a lançar as bases sobre os quais se ergueu a informática moderna.
As suas pesquisas incidiram sobre a videoconferência, a teleconferência, o correio eletrónico, as "janelas" e as ligações de hipertexto, mas ficou sobretudo conhecido por ter inventado o "rato".
A patente do "rato, que se apresentava inicialmente como uma caixa em madeira com duas rodas de metal, foi pedida em 1967 e concedida em 1970.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Primeira década do século XXI foi a mais quente de sempre


Primeira década do século foi a mais quente de sempre

A primeira década do século XXI foi marcada pela aceleração do aquecimento climático e a multiplicação de condições climatéricas extremas que causaram mais de 370 mil mortos, de acordo com um relatório da Organização Meteorológica Mundial. Neste se sublinha que o período em causa foi o mais quente de sempre, desde que se procede a registo de temperaturas.


A primeira década deste século foi a mais quente desde que há registos, com condições meteorológicas extremas que provocaram a morte a mais de 370 mil pessoas, afirmou hoje a agência das Nações Unidas para o clima.
Entre 2001 e 2010, ambos os hemisférios registaram as temperaturas mais quentes desde que começaram a ser registadas, em 1850, e esta década foi também a segunda mais húmida desde 1901, segundo um relatório da Organização Meteorológica Mundial.
"O aquecimento global acelerou entre 1971 e 2010 e o ritmo de aumento entre 1991-2000 e 2001-2010 foi sem precedentes", afirmou em comunicado o diretor da organização, Michel Jarraud.
O responsável atribuiu estes valores às concentrações de gases que provocam o efeito de estufa e afirmou que estão a mudar o clima mundial, com consequências para o ambiente e os oceanos, "que estão a absorver quer dióxido de carbono quer calor".
As inundações foram o fenómeno meteorológico extremo mais comum durante a década, tal como as registadas no Paquistão em 2010, que mataram duas mil pessoas e afetaram 20 milhões.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

NASA lança IRIS para conhecer melhor o Sol


NASA lança IRIS para conhecer melhor o Sol

Fotografia © Reuters

A NASA lançou, esta quinta-feira, com sucesso, um satélite científico que vai permitir a observação mais detalhada de sempre do Sol, para se perceber como reúne energia e aquece.
O satélite IRIS vai explorar a região interface solar, localizada entre a superfície visível do Sol e a atmosfera mais elevada, onde é gerada a maior parte das emissões de raios ultravioleta, com efeitos no clima e na saúde humana.
O IRIS foi concebido para usar um telescópio ultravioleta, de forma a obter imagens de espetro e de alta resolução em poucos segundos.
Segundo explicaram, no início do mês, cientistas da agência espacial norte-americana, os dados obtidos pelo satélite permitirão compreender como a energia "é distribuída até ao milhão de graus na coroa solar" (parte exterior da cromosfera solar, que é uma das camadas solares) e como é conduzido o vento solar (emissão contínua de partículas carregadas provenientes da coroa solar).
A missão de observações quase contínuas do Sol, orçada em 182 milhões de dólares, vai durar pelo menos dois anos.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Descobertos planetas "bons candidatos à presença de vida"



foto AFP
Descobertos planetas "bons candidatos à presença de vida"

Astrónomos identificaram um sistema estelar, muito próximo da Terra, com pelo menos sete planetas, três dos quais a orbitar uma estrela numa região onde a água pode existir em estado líquido, informou, esta terça-feira, o Observatório Europeu do Sul.

Segundo uma nota do OES, organização da qual Portugal é um dos países-membros, trata-se do "primeiro sistema que se descobre onde a zona habitável se encontra repleta de planetas", o que os torna "bons candidatos à presença de vida". 
Uma equipa de astrónomos combinou novas observações da estrela Gliese 667C com dados recolhidos anteriormente pelo instrumento HARPS, montado no telescópio de 3,6 metros do OES, no Chile. 

A estrela tem cerca de um terço da massa do Sol e faz parte do sistema estelar triplo Gliese 667, localizado a 22 anos-luz de distância na constelação de Escorpião, encontrando-se, por isso, muito próximo da Terra, na "vizinhança solar", adianta o Observatório Europeu do Sul. 

Três dos sete planetas revelados são super-Terras, planetas com mais massa do que a Terra, mas com menos massa do que Urano ou Neptuno. Estão na zona habitável da Gliese 667C, "uma fina concha em torno da estrela onde a água líquida pode estar presente", se estiverem reunidas as condições adequadas. 
"O número de planetas potencialmente habitáveis na nossa Galáxia é muito maior se esperarmos encontrar vários em torno de cada estrela de pequena massa. Em vez de observarmos dez estrelas à procura de um único planeta potencialmente habitável, podemos agora olhar para uma só estrela e encontrar vários planetas", salienta o astrónomo Rory Barnes, coautor da investigação e professor na Universidade de Washington, nos Estados Unidos. 

O Observatório realça que sistemas compactos em redor de estrelas como o Sol "são bastante abundantes na Via Láctea", sendo que os planetas que "orbitam muito próximo da estrela hospedeira são muito quentes e dificilmente serão habitáveis".  

Contudo, isso já não sucede com planetas a orbitar estrelas muito mais finas e ténues como a Gliese 667C.  
"Neste caso, a zona habitável situa-se inteiramente dentro duma órbita do tamanho da de Mercúrio, ou seja, muito mais próxima da estrela que do nosso Sol", sublinha o OES. 
De acordo com o Observatório, os três planetas situados na zona habitável e dois outros que se encontram mais próximo da estrela "apresentam sempre a mesma face virada à estrela", o que quer dizer que "o seu dia e o seu ano têm a mesma duração, e num lado do planeta é sempre de dia, enquanto no outro é sempre de noite". 

terça-feira, 25 de junho de 2013

A "Super Lua" vista pelos portugueses



Foto que o leitor Francisco Marques chama Uma luz no meio da escuridão

A lua cheia de ontem esteve maior e mais brilhante do que o habitual, a "pedir" para ser fotografada.
Este fenómeno acontece uma vez por ano, quando a fase de Lua Cheia ocorre perto do perigeu, ponto da órbita da Lua mais próximo da Terra. Nestas condições, a lua cheia é maior e mais brilhante. Mas esta noite, o tamanho e o brilho da lua cheia será ainda maior, uma vez que a lua cheia estará mais perto do perigeu orbital, a 21 minutos de distância, explicou hoje à Lusa o diretor do OAL, Rui Agostinho, acrescentando que a "Super Lua" de 2013 só voltará a suceder dentro de 18 anos.
Segundo o OAL, a lua cheia terá um tamanho 14 por cento maior e será 30 por cento mais brilhante do que a lua cheia no apogeu, ponto da órbita da lua mais distante da Terra.