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terça-feira, 25 de junho de 2013

A "Super Lua" vista pelos portugueses



Foto que o leitor Francisco Marques chama Uma luz no meio da escuridão

A lua cheia de ontem esteve maior e mais brilhante do que o habitual, a "pedir" para ser fotografada.
Este fenómeno acontece uma vez por ano, quando a fase de Lua Cheia ocorre perto do perigeu, ponto da órbita da Lua mais próximo da Terra. Nestas condições, a lua cheia é maior e mais brilhante. Mas esta noite, o tamanho e o brilho da lua cheia será ainda maior, uma vez que a lua cheia estará mais perto do perigeu orbital, a 21 minutos de distância, explicou hoje à Lusa o diretor do OAL, Rui Agostinho, acrescentando que a "Super Lua" de 2013 só voltará a suceder dentro de 18 anos.
Segundo o OAL, a lua cheia terá um tamanho 14 por cento maior e será 30 por cento mais brilhante do que a lua cheia no apogeu, ponto da órbita da lua mais distante da Terra.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Descoberta fratura tectónica ao largo da costa

Descoberta fratura tectónica ao largo da costa
Fratura descoberta no fundo oceânico mostra que a zona de fronteira entre o oceano e o continente está a ficar activa.
Até agora era uma suspeita de geólogos portugueses, mas um grupo internacional de investigadores, cujo principal autor foi justamente um português, João Duarte, nesta altura a trabalhar na universidade australiana de Monash, acaba de observar os primeiros sinais de que uma zona de subducção está a formar-se ao largo da costa ocidental de Portugal. No final de contas, essa poderá ser a explicação para a particular violência do sismo que em 1755 arrasou Lisboa.
De forma simples, o que parece estar a acontecer é que, no fundo do Atlântico, ao largo da costa portuguesa, o ponto de contacto (que os geólogos designam como margem), entre o oceano e o continente está a tornar-se activo. E isso significa que está ali a iniciar-se uma nova zona de subdução, em que que a litosfera oceânica mergulha sob a litosfera continental - a litosfera é constituída pela crosta terrestre e a parte superficial do manto terrestre.
Para chegar a esta conclusão, a equipa, que incluiu os portugueses Filipe Rosas, Pedro Terrinha e António Ribeiro, da Universidade de Lisboa, além de investigadores franceses e australianos, fez mapeamento do fundo oceânico naquela zona. E o que verificou foi que uma fractura está ali em formação. O estudo foi publicado este mês na revista Geology.
"O que detetámos foi o início de uma margem ativa que parece ser uma zona de subducção embrionária", afirmou João Duarte, citado num comunicado da Universidade de Monash.
A ideia de que uma zona de subdução poderia estar a nascer ao largo da costa ocidental da Península Ibérica foi publicada pela primeira vez em 1986 pelos geólogos portugueses António Ribeiro e João Cabral. Para ambos essa era a explicação lógica para a ocorrência de um sismo tão violento como o de 1755 nesta região.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

A Google tem plano secreto de enviar balões para o espaço


Google tem plano secreto de enviar balões para o espaço


A Google revelou hoje que quer enviar balões para o espaço, com o objetivo ambicioso de levar Internet aos dois terços da população mundial que não têm acesso à web.


Cientistas do gigante tecnológico lançaram 30 balões cheios de hélio, voando 20 quilómetros acima de Christchurch, na Nova Zelândia, e levando antenas ligadas a estações em terra, afirma a empresa em comunicado.

Ainda na sua fase inicial, o "Projeto Loon" espera poder vir a lançar milhares de balões, para fornecer Internet a partes remotas do mundo, permitindo que mais de quatro mil milhões de pessoas sem acesso fiquem on-line.
"Balões, transportados pelo vento até altitudes duas vezes superiores às atingidas por aviões comerciais, podem levar a Internet até ao solo, a velocidades semelhantes ou superiores às das atuais redes 3G ou mais rápida", disse a Google em comunicado.

Embora reconhecendo que ainda "é muito cedo", a Google considera possível que "um anel de balões, voando ao redor do mundo em ventos estratosféricos, possa ser uma maneira de fornecer acesso à Internet em zonas rurais, remotas e carentes, ou ajudar após desastres, quando as infraestruturas de comunicação existentes são afetadas".
O sistema funciona por estações terrestres ligadas a infraestruturas da internet local e emitindo sinais para os balões, que são autoalimentados por painéis solares.

domingo, 16 de junho de 2013

Descoberto o planeta que não deveria existir


Descoberto o planeta que não deveria existir

Fotografia © Nasa, ESA
Um grupo de cientistas descobriu provas de que um planeta se está a formar a uma distância nunca antes vista da sua estrela, o que desafia uma das atuais teorias acerca da formação de planetas.
Esta massa descoberta através do telescópio Hubble, da Nasa, está a 12 mil milhões de quilómetros da sua estrela, ou seja, o dobro da distância existente entre Plutão e o Sol.
Dos cerca de 900 planetas fora do sistema solar que foram confirmados até agora, este é o que está mais distante da sua estrela. Está em órbita em redor da TW Hydrae, uma estrela anã laranja que se encontra a aproximadamente 176 anos luz de distância da Terra.
A teoria mais aceite para a formação planetária diz que um planeta a 12 mil milhões de quilómetros do seu sol deveria levar 2 mil milhões de anos a formar-se. mas a TW Hydrae tem apenas 8 mil milhões de anos, pelo que dificilmente teria planetas.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Gelo seco pode ter provocado sulcos nas dunas de Marte


Gelo seco pode ter provocado sulcos nas dunas de Marte

Fotografia © NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona

A Agência Espacial norte-americana acredita que os sulcos detetados nas dunas de Marte podem ter tido origem em blocos de CO2 congelado e não em água.

A suspeita, publicada esta terça-feira no site da NASA, parte da observação das imagens captadas pela sonda espacial Mars Roconnaissence Orbiter e de experiências realizadas nas dunas de areia em Utah e Califórnia.
"Sempre sonhei ir a Marte", afirmou Serina Diniega, na Nasa. "Agora sonho em fazer 'snowboard' sobre um bloco de gelo seco numa duna de Marte", acrescentou a cientista.
Os sulcos nas dunas de Marte apresentam largura relativamente constante e, ao contrário do que acontece na Terra, com a erosão provocada pelos fluxos de água, em Marte não há acumulação de detritos.