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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Asteroide que hoje passa perto da Terra tem uma lua



O asteroide 1998 QE2, que esta noite vai passar a 5,8 milhões de quilómetros da Terra, uma distância curta do ponto de vista astronómico, tem o seu próprio satélite, ou lua, revelam imagens de telescópio captadas pela NASA.
Captadas pelo radiotelescópio de 70 metros Deep Space Network em Goldstone, California, as imagens foram juntas sequencialmente no vídeo reproduzido nesta página. Mostram que o 1998 QE2 é na realidade um asteroide binário - ou seja, é constituído por dois objetos que se orbitam mutuamente.
Tal como acontece com a Terra e a Lua, dada a diferença de massa entre os dois corpos, parece que o satélite orbita o asteroide 'estacionário'.
As imagens ontem divulgadas foram captadas quando o 1998 QE2 estava a cerca de 6 milhões de quilómetros do nosso planeta - o equivalente a 15,6 vezes a distância à Lua. O vídeo comprime em alguns segundos o equivalente a pouco mais de duas horas de atividade.
Com estas observações, os investigadores liderados pela cientista Marina Brozovic, do Jet Propulsion Laboratory da NASA, confirmaram que o corpo maior do 1998 QE2 - o "primário" - tem cerca de 2,7 quilómetros de diâmetro e um período de rotação de apenas quatro horas. A sua 'lua', ou corpo secundário, tem uma largura de apenas 600 metros.
Se nada alterar a sua trajetória atual, o 1998 QE2 atingirá às 21:59 (hora de Lisboa) de hoje o ponto de passagem mais próximo da Terra e só voltará a aproximar-se dentro de cerca de duzentos anos.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Pais da 'partícula de Deus' ganham Príncipe Astúrias


Os físicos Peter Higgs e François Englert

Fotografia © Denis Balibouse/ Arquivo Reuters
Os físicos Peter Higgs e François Englert, que formularam a existência da "partícula de deus", e o CERN, que confirmou a sua existência, foram galardoados com o Prémio Príncipe de Astúrias de Investigação Científica e Técnica.
O galardão reconhece assim o trabalho na descoberta da partícula subatómica na origem da massa de outras partículas.
Por um lado, Englert, com o físico belga Robert Brout (já falecido), e Higgs, pelo seu lado, propuseram em 1964, ao mesmo tempo e de forma independente, a existência do que ficou conhecido como o bosão de Higgs ou a dita "partícula de Deus".
Quase cinquenta anos depois, o Centro Europeu de Física de Partículas (CERN) anunciou em julho passado a confirmação experimental de que o bosão existe.
A 4 de julho do ano passado o CERN anunciou a descoberta da nova partícula que afirmava poder ser o bosão de Higgs, conhecido como a "partícula de Deus", porque confere ordem e massa ao universo.
O bosão de Higgs combina duas forças da natureza e mostra que são, de facto, aspetos diferentes de uma mesma força maior, sendo que esta partícula é a responsável pela existência de massa nas partículas elementares.

Nave russa Soyuz acoplou com sucesso à EEI

Nave russa Soyuz acoplou com sucesso à EEI


A nave russa Soyuz TMA-09M, com três astronautas a bordo, acoplou hoje com êxito à Estação Espacial Internacional (EEI), informou o Centro do Controlo de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia. A nave descolou às 21:31 (hora de Portugal) com ajuda de um foguete portador Soyuz-FG, e o lançamento correu bem.

A manobra de acoplagem, realizada em regime automático, ocorreu às 02:16 GMT (03:16 em Lisboa), conforme estava previsto.
"Todos os sistemas funcionam normalmente", foi anunciado pelos altifalantes da sala do CCVE, depois da acoplagem, segundo a agência Interfax.
A bordo da Soyuz TMA-09M seguiram o cosmonauta russo Fiódor Yurchijin, o italiano Luca Parmitano, astronauta da Agência Espacial Europeia (ESA), e a norte-americana Karen Nyberg, da NASA, que formaram parte da expedição 36/37 na plataforma orbital.
O voo da nave russa até à EEI durou pouco menos de seis horas, já que foi utilizada a chamada trajetória rápida, permitindo à Soyuz chegar à estação depois de dar apenas quatro voltas à Terra.
A primeira Soyuz tripulada a acoplar-se pelo "modo rápido" ao engenho espacial foi a TMA-08M, em março passado.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Verão de 2013 será o mais frio desde 1816


Verão de 2013 será o mais frio desde 1816

A má notícia chegou na semana passada através do canal francês de meteorologia Meteo: este ano poderá ser um ano sem verão. Relatório vaticina que estamos prestes a sentir um dos verões mais frios e húmidos dos últimos 200 anos.
Segundo o relatório apresentado pelo canal francês de meteorologia esta probabilidade acontecerá devido a um inverno longo que levou a um arrefecimento do mar e também à elevada presença de partículas vulcânicas na atmosfera, libertadas pelas fortes erupções ocorridas nos últimos anos em vários pontos do planeta, que servem de 'filtro' aos raios solares, reduzindo o aquecimento provocado pelo Sol. Esta combinação poderá ter um efeito direto sobre o clima durante os meses do verão, explica o jornal espanhol 'Liberdade Digital'.
Algumas estimativas consideram que em 2013, no verão, as temperaturas poderão cair, em média, um a três graus na Península Ibérica. Também haverá precipitação.
Significa isto, de acordo com as previsões do canal Meteo que há 70% de probabilidades de que haja uma ausência completa de verão na Europa Ocidental.
Revelou ainda o Meteo que haverá períodos de calor mas serão de curta duração, com alterações do clima até final de agosto.
Assim os meses mais quentes não serão, como habitualmente, julho e agosto e haverá que esperar até setembro e outubro para desfrutar do calor.

domingo, 26 de maio de 2013

Descobertos minerais raros na Lua


Descobertos minerais raros na Lua                          Fotografia © NASA


O que se pensava ser elementos do subsolo da lua que teriam ficado a descoberto na Lua devido a crateras provocadas por impactos de meteoritos ou restos de asteroides, são, afinal, minerais raros como a olivina e a espinela.

Um novo estudo sobre aqueles minerais, que foi hoje publicado na Nature Geoscience aponta que aqueles minerais seriam os restos desses meteoritos ou asteroides, após a colisão com a superfície lunar.
Segundo Jay Melosh, um dos autores do estudo - que baseou as suas conclusões em simulações computacionais - esta nova visão da origem daqueles minerais raros resolveria o enigma de estudos anteriores que haviam mostrado que crateras lunares como a de Copérnico, onde se encontraram resíduos daqueles elementos, não têm a dimensão suficeinte para terem exposto o interior do solo lunar. Mas o debate ainda não está fechado.