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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Calculada velocidade impressionante de buraco negro



Ilustração
Fotografia © Reprodução/CfA
Pela primeira vez, astrónomos conseguiram calcular a rotação de um buraco negro super-maciço. A esfera com mais de dois milhões de quilómetros de diâmetro, oito vezes a distância da Terra à Lua, está no centro da galáxia 'NGC 1365' e gira tão rápido que a sua superfície está a viajar no espaço quase à velocidade da luz.
A medição de rotação dá pistas preciosas sobre como o buraco negro cresceu e alcançou o estatuto de super-maciço, o maior tipo de buraco negro. Esse crescimento influencia a evolução das galáxias, pelo que esse simples número pode ensinar muito aos cientistas.
Investigadores do Centro de Astrofísica (CfA, sigla em inglês) da Universidade de Harvard, nos EUA, utilizaram novos dados recolhidos por dois satélites espaciais, NUSTAR e XMM-Newton, para calcular a impressionante taxa de rotação. O estudo foi publicado hoje na revista científica Nature.
"Esta é a primeira vez que alguém mediu com precisão a rotação de um buraco negro super-maciço", disse o autor principal do estudo, Guido Risaliti, num comunicado do CfA. Os buracos negros são extremamente difíceis de estudar, pois muito do que a astronomia observa depende da deteção da luz.
A gravidade de um buraco negro é tão forte que, enquanto ele gira, ele arrasta o espaço circundante junto. A borda do buraco giratório é chamada 'horizonte de eventos'. Qualquer matéria que cruze o horizonte de eventos é sugado para o interior do buraco.
A rotação do objeto espacial interessa aos astrónomos por várias razões. A primeira é física, pois apenas duas medidas conseguem definir um buraco negro: a sua massa e a sua rotação. Os estudiosos explicam que ao chegar a esses dois números, fica-se a saber tudo o que há para saber sobre o buraco negro.
Fonte: Diário de Notícias Virtual
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Pulseira permite controlar quase tudo com gestos


Pulseira permite controlar quase tudo com gestos

Fotografia © Reprodução/Youtube
(COM VÍDEO) Uma 'pulseira Jedi', que permite ao utilizador interagir com o mundo digital apenas com o movimentos das mãos, será lançada até o final do ano e já pode ser encomendada por cerca de 115 euros.
A empresa que desenvolveu o produto, a Thalmic Labs, divulgou um vídeo ontem em que demonstra as capacidades do dispositivo, que já pode ser encomendado no site da companhia por 149 dólares e deverá ser entregue até o fim do ano.
A pulseira, batizada de MYO, deteta a atividade elétrica produzida pelos músculos do seu utilizador e, com funções pré-definidas para cada gesto, consegue controlar equipamentos eletrónicos e interagir os meios digitais como videojogos, telemóveis e computadores.
Os idealizadores do produto esperam melhorar as habilidades dos utilizadores. "Nós estamos interessados em como podemos usar a tecnologia para melhorar as nossas habilidades como seres humanos - em suma, dar-nos super-poderes", disse Stephen Lake, co-fundador e presidente da companhia, ao jornal britânico Daily Mail.
Fonte:Diário de Notícias Virtual

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Vida poderá encontrar-se perto de estrelas moribundas


Vida poderá encontrar-se perto de estrelas moribundas

Fotografia © Reprodução/CfA
Estrelas a morrer podem ter planetas com vida na sua órbita, aponta um estudo do Centro de Astrofísica (CfA, sigla em inglês) da Universidade de Harvard. Os cientistas acreditam que, se tal vida existir mesmo, poderão ser detetá-la na próxima década.
Segundo os investigadores, as buscas deverão concentrar-se em estrelas que estão a morrer, as anãs brancas. Eles acreditam que será muito mais fácil detetar oxigénio na atmosfera de um planeta a orbitar uma anã branca do que num planeta a orbitar uma estrela semelhante ao Sol.
"Na busca por evidências biológicas extraterrestres, as primeiras estrelas a ser estudadas devem ser as anãs brancas", disse Avi Loeb, teórico do CfA.
Quando uma estrela como o Sol morre, ela ejeta as suas camadas externas, deixando um núcleo quente, que é chamado de anã branca. O seu tamanho típico é semelhante ao da Terra, mas praticamente com a mesma massa da estrela que lhe dá origem. Ela arrefece aos poucos e desaparece com o tempo, mas pode reter o calor suficiente para aquecer um planta ao seu redor por milhares de milhões de anos.
Como uma anã branca é muito menor e mais fraca do que o Sol, um planeta teria de estar muito mais próximo dela para ser habitável, ter água líquida na sua superfície. Tal planeta daria uma volta a cada 10 horas da estrela que orbita.
Mas, antes de uma estrela se tornar uma anã branca, ela incha, dando origem a uma gigante vermelha, e 'engole' os planetas próximos. Assim, o planeta onde se espera encontrar vida deveria ter entrado na zona habitável da estrela só depois de ela se tornar uma anã branca. O planeta poderia ser formado a partir dos restos de poeira e gás (conhecido como de segunda geração), ou migrar para perto da estrela vindo de uma distância maior.
Fonte: Diário de Notícias Virtual

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Cometa deve poder ser visto a olho nu


Cometa deve poder ser visto a olho nu                         Fotografia © Reprodução/NASA

(COM VÍDEO) O cometa 'Pan-STARRS' foi descoberto por astrónomos norte-americanos em junho de 2011. No início de março, o corpo celeste vai passar a cerca de 160 milhões de quilómetros da Terra, após entrar brevemente na órbita de Mercúrio. Grande parte dos cientistas acredita que será visível a olho nu, tão brilhante quanto as estrelas da constelação Ursa Maior.

Muito além das órbitas de Neptuno e Plutão, onde o Sol é apenas um pontinho de luz não muito mais brilhante que as outras estrelas, uma enorme quantidade de corpos gelados circula pelo sistema solar. Essa zona é chamada pelos astrónomos de 'Nuvem de Oort', e seria a fonte dos melhores cometas da história.
É de lá que vêm o Pan-STARSS, descoberto pelo Telescópio de Investigação Panorâmica e Sistema de Resposta Rápida no topo do vulcão Haleakala, no Havaí. Os astrónomos utilizam o telescópio de 1,8 metro para vasculhar os céus em busca de objetos que se aproximam da Terra, tanto asteroides como cometas, que podem representar algum perigo para o nosso planeta.
O cometa que apareceu em junho de 2011 foi chamado de "Pan-STARRS", sigla para o nome do telescópio (Panoramic Survey Telescope and Rapid Response System, em inglês).
Veja o vídeo da NASA a explicar as previsões (em inglês):

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Há um micro continente pré-histórico junto às Maurícias


No Oceano Índico, bem próximo das ilhas Maurícias, encontra-se um micro continente pré-histórico sob uma espessa camada de lava e a vários milhares de metros de profundidade. Disto dá conta um estudo divulgado hoje (domingo).

Este fragmento de um continente chamado Mauritia, surgiu aqui há cerca de 60 milhões de anos, onde agora se situa Madagáscar. Este pedaço de solo foi coberto por uma enorme quantidade de lava surgida do coração da Terra. De acordo com a AFP, a informação consta de um estudo publicado na revista científica britânica Nature Geoscience.
A formação dos continentes é frequentemente associada a 'plumas' de rochas extremamente quentes resultantes do manto terrestre. O calor vai atenuando, suavizando as placas tectónicas após uma intensa atividade vulcânica.
Assim, a parte oriental do Gondwana, um "supercontinente" que apareceu há cerca de 600 milhões de anos começou a fraturar na época Jurássica. A fragmentação deu origem a Madagáscar, Índia, Austrália e Antártida que migrou para ocupar a sua atual posição.
Em certos casos, alguns fragmentos de massa foram ficando pelo caminho, dando origem a agrupamentos de terra como é o arquipélago das Seychelles, em tempo considerado uma curiosidade geológica pela comunidade científica.
Este micro continente agora descoberto resulta de uma formação muito semelhante à das Seychelles. E os estudo diz ainda que "o Oceano Índico pode estar repleto de fragmentos de continente".
fONTE: Diário de Notícias Virtual