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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

A Terra tem outras luas?


A nossa Lua por vezes tem um companheiro


Para espanto da maioria, a resposta é sim. Por vezes, o nosso planeta tem mais de um satélite natural. Alguns asteróides na órbita do Sol são capturados pela gravidade da Terra e transformam-se em luas temporárias. E há outros fenómenos conhecidos como "quase-satélites".

Luas são definidas como satélites naturais na órbita dos planetas, como aprendemos na escola. E há asteróides que se transformam provisoriamente em luas da Terra.
Astrónomos da Universidade Cornell, nos EUA, publicaram no ano passado um estudo a dizer que a Terra tem, por vezes, mais de uma lua temporária, a que chamaram "mini-luas". São asteróides que foram durante alguns períodos capturadas pela gravidade da Terra, seguiram órbitas complicadas em torno dela e, eventualmente, libertaram-se do nosso planeta, sendo recapturadas pela órbita do sol.
Estas pequenas luas podem ter apenas alguns metros de diâmetro e orbitam o nosso planeta por menos de um ano antes de voltar a uma órbita solar.
Algumas "mini-luas" já foram detetadas, como lembra o site especializado EarthSky. Em dezembro de 2010, Donald Yeomans, especialista da NASA, descreveu num artigo publicado na revista Astronomy um objeto que observou em 2006 e se encaixa nessa descrição.Trata-se do "2006 RH120" que, segundo o astrónomo, começou a orbitar novamente o Sol 13 meses após a sua descoberta. Mas espera-se que o objeto volte a aproximar-se e de novo seja capturado como uma "mini-lua"pela gravidade da Terra ainda neste século.
Mas há também alguns quase-satélites que não podem ser considerados uma "segunda lua".

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Universo está a ficar cada vez mais frio


Telescópios da CSIRO, na Austrália


Equipa internacional de cientistas, após medições da temperatura de gás em galáxia distante, confirma que o Universo está cada vez mais frio, como previsto pela Teoria do Big Bang.

Astrónomos da Suécia, França, Alemanha e Austrália utilizaram um rádio-telescópio da Organização de Pesquisa Científica e Industrial da Commonwealth (CSIRO, sigla em inglês), na província australiana da Nova Gales do Sul, para medir a temperatura de quando o Universo tinha metade de sua idade atual.
"Esta é a medida mais precisa já feita de como o Universo arrefeceu durante os seus 13,77 mil milhões de anos de história",disse o Dr. Robert Braun, cientista-chefe da CSIRO.
Como a luz leva algum tempo para trazer as imagens das galáxias distantes da Terra, como elas eram no momento em que o seu reflexo partiu de lá, quando olhamos para o espaço vemos como o Universo foi no passado.
Os cientistas estudaram um gás de uma galáxia não-identificada a 7,2 mil milhões de anos luz do nosso planeta. O que continua a manter esse gás aquecido é a radiação cósmica remanescente do brilho do Big Bang. Atrás dessa galáxia, por acaso, há uma outra, um quasar (chamado PKS 1830-211).
As ondas de rádio emitidas por esse quasar passam através do gás da galáxia em primeiro plano.Sendo assim, as moléculas de gás absorvem alguma energia das ondas de rádio. Isso confere uma "impressão digital" única às ondas de rádio.
Fonte: DN

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Estrela gigante prepara-se para colisão


Ambiente misterioso de Betelgeuse

Fotografia © Reprodução/ESA
Novas observações feitas pela Agência Espacial Europeia (ESA) revelaram múltiplos arcos entorno de Betelgeuse, a estrela vermelha gigante mais próxima da Terra. Foi identificado também um misterioso "muro" de poeira cósmica nas proximidades, com o qual a estrela e seus arcos poderão colidir dentro de 5 mil anos.
Betelgeuse está a cerca de 700 anos-luz da Terra, na constelação de Orion, e seu brilho alaranjado pode ser visto a olho nu nas noites de inverno do hemisfério norte.
Com cerca de mil vezes o diâmetro do Sol e cem mil vezes mais brilhante, Betelgeuse caminha para um fim espetacular. A estrela inchou, tornando-se uma uma super-gigante vermelha, e já perdeu grande parte de suas camadas exteriores.
Para os cientistas da ESA, sua explosão em forma de supernova está próxima, podendo ocorrer a qualquer momento num prazo de poucos milhares de anos. Quando isso ocorrer, Betelgeuse tornar-se-á um dos objetos mais brilhantes no céu, podendo ser observada inclusive durante o dia.
A estrela aparece cercada por vários arcos, formados a partir de restos de seu próprio material, numa nova imagem registada pelo observatório espacial Herschel, da ESA. Uma misteriosa estrutura linear também foi identificada nas proximidades da gigante vermelha, para além dos arcos poeirentos.
As novas observações feitas pelo Herschel indicam que a estrela se move a uma velocidade de 30 quilómetros por segundo. Se a barreira descoberta for um objeto espacial independente de Betelgeuse, uma colisão desta com o arco mais externo da estrela poderá ocorrer em apenas 5 mil anos e com a própria gigante vermelha cerca de 12.500 anos depois. Isso se antes Betelgeuse não tornar-se uma supernova a iluminar mais o céu.
Fonte: DN

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Óculos japoneses impedem reconhecimento de câmaras


Óculos japoneses impedem reconhecimento de câmaras                             

Uma nova invenção japonesa parece ter saído de um verdadeiro filme de espiões. Desta vez, os nipónicos inventaram uns óculos que protegem a intimidade da pessoa que os estiver a usar. Assim, quem utilizar o engenho pode ser identificado à vista normal, mas não quando filmado ou fotografado por um aparelho digital.

Parecendo quase uns óculos de proteção de cientistas, a invenção dos investigadores do Instituto Nacional de Informática nipónico tem como intenção proteger a privacidade de cada um. Quem coloca os óculos pode ser identificado sem problemas à vista normal, mas aparece irreconhecível em imagens gravadas por uma câmara.
A nova tecnologia pretende proteger as pessoas que são fotografas ou filmadas sem o saberem e sem terem dado a sua autorização para tal, numa resposta ao complicado assunto da proteção de privacidade. Apesar das boas intenções da invenção, já se especula nas redes sociais o que poderá acontecer se o uso dos óculos cair em mãos menos apropriadas, podendo conduzir a mais problemas do que benefícios.
Os cientistas esclarecem que devido à popularização dos computadores portáteis, muitas vezes com câmaras incorporadas, é fácil revelar informação sobre os movimentos de qualquer pessoa e ter acesso a fotografias e distribui-las pela Internet, onde podem ser vistas por todo o mundo, dando lugar a uma maior necessidade de proteção de privacidade.
A nova invenção pode então desativar o reconhecimento facial das pessoas quando são fotografadas. O "visor de privacidade", como lhe chamam os seus criadores, incorpora uma fonte de luz infravermelha que afeta somente as câmaras fotográficas ou de filmar e não a visão das pessoas.
O prototipo mostra que os óculos para já só funcionam ligados a uma bateria, - através de um cabo USB, que o utilizador poderá levar por exemplo num bolso. As luzes LED infravermelhas estão assim ativas, não sendo visíveis a olho nu, mas apenas quando se liga um câmara digital.