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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Português identifica nova espécie de dinossauro


A nova espécie de dinossauro


Octávio Mateus estudou fósseis descobertos em 1991 no Wyoming, Estados Unidos
O paleontólogo português Octávio Mateus, da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e do Museu da Lourinhã, identificou mais uma espécie de dinossauro, juntando o novo Kaatedocus siberi, como lhe chamou, ao seu rol de descobertas de novas espécies e géneros de dinossauros, que se elevam já a quase duas dezenas.
Kaatedocus siberi foi identificado a partir de fósseis do crânio e do pescoço que uma equipa de paleontólogos suíços descobriu em 1991 numa jazida do Wyoming, nos Estados Unidos. Octávio Mateus e o suíço Emanuel Tschopp, a fazer doutoramento sob sua orientação na Universidade Nova de Lisboa são há muito colaboradores do Sauriermuseum Aathal, na Suíça, onde os fósseis se encontram, e acabaram por ser eles a fazer o estudo que conduziu à identificação da nova espécie.
Kaatedocus siberi, que viveu há 150 milhões de anos, talvez um pouco mais, conta uma parte da história da evolução dos saurópodes, a que pertence a espécie. Ele é anterior às outras espécies já conhecidas do seu género - os dinossauros de pescoço comprido - e vem confirmar pela primeira vez, para estes dinossauros, que a dimensão dos animais aumentou ao longo da evolução.
"Esta espécie tinha 12 metros de comprimento, da cabeça à ponta da cauda, o que é relativamente pequeno", afirmou ao DN Octávio Mateus, sublinhando que outras espécies posteriores deste género, como o Dinheirossaurus lourinhanensis, descoberto na Lourinhã, no anos 80 dos século passado, eram maiores. "A espécie portuguesa, por exemplo, atingia os 25 metros", afirmou o paleontólogo.

Análise do hálito pode detetar cancro


A análise do hálito pode detetar cancro. A investigação foi realizada na Itália através de um nariz electrónico norte-americano que consegue "farejar" tumores no pulmão.
O teste experimental foi desenvolvido pela equipa de Donato Altomare na Universidade de Bari, no sul da Itália, que concluiu com uma precisão de 76% se um paciente tem ou não cancro colo-rectal, a segunda causa de morte por cancro na Europa, depois do cancro do pulmão.
"Os resultados do estudo apontam para novos dados a favor do teste ao hálito como ferramenta de triagem", explicou Altomare em comunicado, que publicou o seu estudo no British Journal of Surgery (BJS).
O estudo realizou o teste em 25 pacientes (15 pacientes com cancro e 10 saudáveis), e apurou um diagnóstico correcto em 19 deles.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Uma crise que mata uma criança a cada 19 segundos




Num relatório do National Intelligence Council que diz que a escassez da água será uma das principais fontes de conflito nos próximos 15 a 20 anos. Hoje deparei-me com este vídeo infográfico produzido para a Charity: Water, uma organização sem fins lucrativos que se dedica a levar água potável às populações dos países em desenvolvimento. São 3m23s que explicam de uma forma clara como a água pode causar guerras. Neste momento é considerada uma “crise”. Uma “crise” em que mil milhões de pessoas vivem sem acesso a água potável. Uma “crise” onde, a cada 19 segundos, morre uma criança devido a uma doença relacionada com a água. Acho que “crise” é pouco.

Será que a chave para a imortalidade está nas medusas?


Será que a chave para a imortalidade está nas medusas?




Conhecidas como "turritopsis nutricula", as medusas poderão conseguir com que as suas células regridam até um estado mais jovem, nunca chegando a morrer. Já há quem acredite que a vida eterna poderá estar a caminho.
De acordo com a National Geographic, o ciclo da vida de uma medusa não chega ao fim, já que em vez de morrerem conseguem reverter as suas células vezes sem conta. A "habilidade" faz com que as medusas possam ultrapassar a morte, tornando-as biologicamente imortais.

A investigação foi levada a cabo por um cientista da Universidade de Brooklyn, em Nova Iorque. O estudo foi publicado na revista norte-americana Nature and Science e o feito único conseguido pelas medusas tem o nome de "transdiferenciação". A explicação é até bastante simples: a criatura absorve as suas próprias células, transformando-as em novas células de qualquer tipo. Justifica-se assim a grande proliferação de medusas ao longo dos anos, fenómeno que o jornal britânicoTelegraph já apelidou de "invasão silenciosa".
Interessa então saber se os humanos poderão aprender ou até retirar algum proveito deste fenómeno. De acordo com Shin Kubota, um dos poucos cientistas que conseguiu criar espécies em laboratório, "a medusa é uma das mais milagrosas espécies em todo o reino animal", disse ao New York Times. "Acredito que será fácil resolver o mistério da imortalidade e conceder vida eterna aos seres humanos". Outros investigadores não se dizem tão certos no que toca ao futuro das células que poderão ser aproveitadas das medulas.

Descobertos destroços de naufrágio do século XIX


Arqueólogos subaquáticos fizeram primeira campanha de observação dos restos do navio na semana passada


Descobertos acidentalmente por dois pescadores de Setúbal, em 2011, os destroços, que estão a baixa profundidade e à vista de terra, são os únicos até hoje declarados na região de Tróia, apesar de ao longo dos séculos ter havido inúmeros naufrágios na região.
Pelo que os arqueólogos já observaram, aquele era um lugre, uma embarcação com 30 a 35 metros de comprimento, construída em madeira e propulsionada à vela. "Não encontrámos quaisquer vestígios de caldeira ou pás que, pela sua dimensão, teriam de estar à vista", afirmou ao DN Adolfo Martins, que está a estudar o achado, juntamente com Alexandra Figueiredo e Cláudio Monteiro do Instituto Politécnico de Tomar (IPT).
Os primeiros dados da campanha mostram que o navio deveria estar a tentar entrar na barra do Sado, para aportar a Setúbal, quando naufragou. Não se sabe ainda qual seria a origem do lugre, nem se fazia transporte de mercadorias a granel, ou se era um navio de pesca de alto mar, por exemplo, um bacalhoeiro.
A análise de amostras de madeira recolhidas no local, que vai ser feita no Laboratório de Arqueologia e Conservação do Património Subaquático do IPT, poderá ajudar a esclarecer as muitas dúvidas que persistem sobre o achado. Nomeadamente sobre a construção e a possível origem do navio. Das próximas campanhas, já agendadas para Janeiro, Fevereiro e Março, os investigadores esperam também mais novidades.