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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Cimeira decide prolongar protocolo de Quioto até 2020


A presidência da conferência de Doha sobre o combate às alterações climáticas anunciou ter chegado hoje a acordo para estender o protocolo de Quioto até 2020, uma negociação conseguida depois de um longo impasse.

A conferência sobre o clima das Nações Unidas, que se realizou no Qatar, contou com a presença de quase 200 países que adotaram a extensão até 2020 daquele acordo que tem em vista o controlo da emissão de gases com efeito de estufa. O acordo está em vigor desde 1997 e expira este ano.
As negociações prolongaram-se pela noite de sexta-feira para finalizar os detalhes e conseguir o acordo da maioria dos países em relação aos compromissos para um novo período de quotas de emissão.
Mas esta segunda fase de negociações, que teve lugar hoje, contou com a presença dos países responsáveis por 15 por cento das emissões mundiais, depois de o Canada, o Japão, a Nova Zelândia e a Rússia optarem por ficar de fora do acordo.
Os Estados Unidos nunca chegaram a ratificar o acordo de Quioto para o combate às alterações climáticas, justificando a sua decisão com o facto de a China não estar no acordo.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Câmara fotográfica de astronauta ficou na lua até hoje


Cernan na superfície lunar


O comandante da última missão do projeto Apollo deixou a sua câmara fotográfica na lua há 40 anos atrás, na esperança de que um dia alguém a trouxesse de volta.

Eugene Cernan foi o último homem a caminhar na lua. Depois de 40 anos, a sua câmara fotográfica continua no mesmo sítio onde foi deixada, com a lente apontada para o espaço, diz o site do jornal britânico 'The Telegraph'.
A câmara, uma 'Hasselbblad', usada para captar muitas das imagens da missão, foi deixada para trás na esperança de que um dia futuros astronautas a trouxessem de volta. O facto de ter sido deixada com a lente a apontar para o espaço não foi ao acaso. O objetivo era que a lente absorvesse radiação cósmica de modo a que, futuros astronautas, pudessem medir o nível da mesma. Este seria o último experiência da missão de 1972, diz o site do jornal britânico 'The Daily Mail'.
Veja aqui um vídeo sobre a missão Apollo 17
O anúncio foi hoje feito pelo próprio Cernan, no 40.º aniversário da missão Apollo 17, a última do projeto. Atualmente com 78 anos, o astronauta expressou a sua tristeza pelo facto de as suas pegadas serem as últimas deixadas na superfície lunar, diz o mesmo jornal.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Portugal na Final do Mundial de 2012

Portugal está na final do Campeonato do Mundo de Futsal Feminino!!!!

Portugal venceu a Espanha por 3-1 nos penalties, após no tempo regulamentar ter ficado 0-0.

PORTUGAL!!!!!!!!!!!!!!!


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Regresso à Lua só com financiamento privado



A última missão à Lua do projeto Apollo


Harrison Schmitt, astronauta da última missão do projeto Apollo, diz que o governo norte-americano não tem capacidade para voltar a enviar homens à Lua e que serão empresas privadas a financiar a exploração mineira no satélite.

No 40.º aniversário da missão Apollo 17, a última do projeto, um dos austronautas presentes nessa última viagem à Lua, Harrison Schmitt, defende que as empresas privadas vão apostar na exploração do satélite, não só com uma perspetiva mais turística, mas na expliração mineira.
Em causa está a extração de hélio-3, uma fonte de combustível difícil de se ter na Terra, mas que não falta na Lua. "Se se tiver uma razão para se construir foguetões, naves espaciais e máquinas de exploração mineira, os custos vão diminuir. O governo não tem capacidade para diminuir os custos onde seria económico fazê-lo", salientou Schmitt à BBC.
Para o antigo astronauta serão as empresas privadas a apostar na exploração mineira para a extração de hélio-3. Esta fonte de combustível é vista como o futuro, pois 25 toneladas pode permitir fornecer energia para todo o planeta durante um ano. Se na Terra há apenas a capacidade para produzir várias dezenas de gramas por ano, as estimativas, mais baixas, é que na Lua as reservas atinjam as 500 mil toneladas.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Ocultação estelar revela segredos do planeta anão Makemake



A orbitar o Sol a uma distância de 6.7 bilhões de quilômetros, o gélido planeta anão começa a revelar seus segredos. Observações anteriores mostravam que o objeto era similar ao outros planetas anões, mas uma recente passagem na frente de uma estrela de baixa luminosidade revelou que Makemake pode não ser tão parecido assim.

Planeta Anao makemake

Descoberto em 31 de março de 2005 pela equipe do astrofísico estadunidense Michael Brown, do Observatório Monte Palomar, Makemake é 30% menor que Plutão e é o terceiro maior planeta anão do Sistema Solar. Os estudos atuais mostram que sua superfície é coberta por metano, etano e possivelmente nitrogênio.
Apesar de se parecer muito com seus irmãos Plutão ou Haumea, ambos localizados no distante cinturão de Kuiper, observações recentes mostram que existem diferenças bastante acentuadas entre eles, principalmente no que se refere à atmosfera.

Ocultação Estelar
No dia 23 de abril de 2011, Makemake passou na frente de uma estrela de fraca luminosidade chamada NOMAD 1181-0235723, ocultando-a. O evento estava sendo acompanhado por uma equipe internacional de pesquisadores, que utilizaram três telescópios instalados no Deserto do Atacama, nos Andes Chilenos e dois instrumentos menores, localizados no Brasil.
O objetivo dos pesquisadores era utilizar o evento da ocultação da estrela para estudar as características atmosféricas de Makemake, além de poderem também avaliar melhor a densidade do planeta anão. E os resultados foram diferentes do que o esperado.
Quando Makemake passou em frente da estrela, a radiação luminosa emitida por NOMAD 1181-0235723 foi bloqueada, como esperado. No entanto, a ocultação e o reaparecimento da estrela aconteceram de forma muito abrupta, ao invés de ser um processo lento e gradual.
"Isto significa que o pequeno planeta anão não tem uma atmosfera significativa" disse o astrônomo José Luis Ortiz, ligado ao Instituto de Astrofísica de Andaluzia, na Espanha.

Muito Rápido
O fenômeno da ocultação durou apenas um minuto e para poder registrar todos os detalhes foi utilizada uma câmera especializada de alta velocidade, conhecida como ULTRACAM, além de uma câmera infravermelha de alta-velocidade chamada ISAAC.
A ocultação estelar é um fenômeno raro e permite aos astrônomos descobrir muitas coisas sobre as atmosferas planetárias, muitas vezes tênues e delicadas, fornecendo informações precisas sobre as suas outras propriedades.
No caso de Makemake, as ocultações são particularmente incomuns, já que este é um objeto que se move numa região do céu com relativamente poucas estrelas. Prever de forma precisa e detectar estas passagens é extremamente difícil e a observação bem sucedida conduzida por uma equipe de observação bem coordenada é uma façanha extraordinária.
Além da atmosfera insignificante, os dados registrados durante a observação permitiram medir qual a quantidade de luz solar que é refletida pela superfície do planeta - o albedo. De acordo com os estudos, o albedo de Makemake é cerca de 0.77, comparável ao da neve suja. A refletividade é então maior que o de Plutão, mas menor que de Éris.
"Pensava-se que Makemake tivesse desenvolvido uma atmosfera e o fato de não haver sinais de uma mostra o quanto temos ainda a aprender sobre estes corpos misteriosos", disse Ortiz, cujo trabalho foi publicado na revista especializada Nature.