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sábado, 8 de dezembro de 2012

Portugal na Final do Mundial de 2012

Portugal está na final do Campeonato do Mundo de Futsal Feminino!!!!

Portugal venceu a Espanha por 3-1 nos penalties, após no tempo regulamentar ter ficado 0-0.

PORTUGAL!!!!!!!!!!!!!!!


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Regresso à Lua só com financiamento privado



A última missão à Lua do projeto Apollo


Harrison Schmitt, astronauta da última missão do projeto Apollo, diz que o governo norte-americano não tem capacidade para voltar a enviar homens à Lua e que serão empresas privadas a financiar a exploração mineira no satélite.

No 40.º aniversário da missão Apollo 17, a última do projeto, um dos austronautas presentes nessa última viagem à Lua, Harrison Schmitt, defende que as empresas privadas vão apostar na exploração do satélite, não só com uma perspetiva mais turística, mas na expliração mineira.
Em causa está a extração de hélio-3, uma fonte de combustível difícil de se ter na Terra, mas que não falta na Lua. "Se se tiver uma razão para se construir foguetões, naves espaciais e máquinas de exploração mineira, os custos vão diminuir. O governo não tem capacidade para diminuir os custos onde seria económico fazê-lo", salientou Schmitt à BBC.
Para o antigo astronauta serão as empresas privadas a apostar na exploração mineira para a extração de hélio-3. Esta fonte de combustível é vista como o futuro, pois 25 toneladas pode permitir fornecer energia para todo o planeta durante um ano. Se na Terra há apenas a capacidade para produzir várias dezenas de gramas por ano, as estimativas, mais baixas, é que na Lua as reservas atinjam as 500 mil toneladas.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Ocultação estelar revela segredos do planeta anão Makemake



A orbitar o Sol a uma distância de 6.7 bilhões de quilômetros, o gélido planeta anão começa a revelar seus segredos. Observações anteriores mostravam que o objeto era similar ao outros planetas anões, mas uma recente passagem na frente de uma estrela de baixa luminosidade revelou que Makemake pode não ser tão parecido assim.

Planeta Anao makemake

Descoberto em 31 de março de 2005 pela equipe do astrofísico estadunidense Michael Brown, do Observatório Monte Palomar, Makemake é 30% menor que Plutão e é o terceiro maior planeta anão do Sistema Solar. Os estudos atuais mostram que sua superfície é coberta por metano, etano e possivelmente nitrogênio.
Apesar de se parecer muito com seus irmãos Plutão ou Haumea, ambos localizados no distante cinturão de Kuiper, observações recentes mostram que existem diferenças bastante acentuadas entre eles, principalmente no que se refere à atmosfera.

Ocultação Estelar
No dia 23 de abril de 2011, Makemake passou na frente de uma estrela de fraca luminosidade chamada NOMAD 1181-0235723, ocultando-a. O evento estava sendo acompanhado por uma equipe internacional de pesquisadores, que utilizaram três telescópios instalados no Deserto do Atacama, nos Andes Chilenos e dois instrumentos menores, localizados no Brasil.
O objetivo dos pesquisadores era utilizar o evento da ocultação da estrela para estudar as características atmosféricas de Makemake, além de poderem também avaliar melhor a densidade do planeta anão. E os resultados foram diferentes do que o esperado.
Quando Makemake passou em frente da estrela, a radiação luminosa emitida por NOMAD 1181-0235723 foi bloqueada, como esperado. No entanto, a ocultação e o reaparecimento da estrela aconteceram de forma muito abrupta, ao invés de ser um processo lento e gradual.
"Isto significa que o pequeno planeta anão não tem uma atmosfera significativa" disse o astrônomo José Luis Ortiz, ligado ao Instituto de Astrofísica de Andaluzia, na Espanha.

Muito Rápido
O fenômeno da ocultação durou apenas um minuto e para poder registrar todos os detalhes foi utilizada uma câmera especializada de alta velocidade, conhecida como ULTRACAM, além de uma câmera infravermelha de alta-velocidade chamada ISAAC.
A ocultação estelar é um fenômeno raro e permite aos astrônomos descobrir muitas coisas sobre as atmosferas planetárias, muitas vezes tênues e delicadas, fornecendo informações precisas sobre as suas outras propriedades.
No caso de Makemake, as ocultações são particularmente incomuns, já que este é um objeto que se move numa região do céu com relativamente poucas estrelas. Prever de forma precisa e detectar estas passagens é extremamente difícil e a observação bem sucedida conduzida por uma equipe de observação bem coordenada é uma façanha extraordinária.
Além da atmosfera insignificante, os dados registrados durante a observação permitiram medir qual a quantidade de luz solar que é refletida pela superfície do planeta - o albedo. De acordo com os estudos, o albedo de Makemake é cerca de 0.77, comparável ao da neve suja. A refletividade é então maior que o de Plutão, mas menor que de Éris.
"Pensava-se que Makemake tivesse desenvolvido uma atmosfera e o fato de não haver sinais de uma mostra o quanto temos ainda a aprender sobre estes corpos misteriosos", disse Ortiz, cujo trabalho foi publicado na revista especializada Nature.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Primeiro SMS enviado há 20 anos


Primeiro SMS enviado há 20 anos

O crescimento do número de mensagens enviadas entre telefones em Portugal anualmente está a abrandar, 20 anos depois do envio do primeiro SMS no mundo, com os desejos de "Feliz Natal".
Em 2011, trocaram-se 26,9 milhões de mensagens entre telemóveis e os números dos três primeiros trimestres de 2012 (20,8 milhões) parecem confirmar a tendência para a estabilização do crescimento das mensagens trocadas: 25,4 milhões em 2009 e 26,2 milhões em 2010.
Portugal está longe da explosão de crescimento de 2005 para 2006, com um pulo de mais oito milhões de SMS, ou para o ano seguinte, com mais seis milhões, que as operadoras contactadas pela Lusa explicam com o facto de o serviço passar a estar incluído em pacotes que não limitam o número de mensagens.
Os portugueses enviam em média cerca de 300 mensagens por mês, ou seja, mais ou menos dez por dia.
"Feliz Natal" foi a primeira mensagem enviada por SMS ('Short Message Service', em inglês), através da rede da Vodafone, em 3 de Dezembro de 1992, no Reino Unido entre um engenheiro de telecomunicações e um colaborador da companhia telefónica. O serviço começou a ser explorado comercialmente um ano depois na Suécia.
Em Portugal, o serviço de mensagens foi lançado em Outubro de 1995, mas só em Fevereiro de 2000 é que os três operadores se entenderam para permitir aos utentes a comunicação entre as diferentes redes. Com o alargamento deste serviço aos produtos pré-pagos, a utilização das pequenas mensagens de texto tornou-se omnipresente. 
Para João Canavilhas, professor da Universidade da Beira Interior, "os tarifários que foram surgindo com o serviço de mensagens gratuitas" ajudam a explicar o crescimento que os SMS foram tendo, enquanto a relativa estabilização dos últimos anos poderá ser explicada com a saturação do mercado, mas também com a utilização de redes sociais e o aparecimento de novas ferramentas nos 'smartphones'.
"Com a aplicação WhatsApp, por exemplo, é possível mandar mensagens gratuitas a partir de qualquer zona de redes em fios e as pessoas começam também a utilizar esse tipo de serviços", explicou João Canavilhas.
Para este investigador na área dos 'media', o SMS ganha importância e "autonomiza-se como canal porque pode ser utilizado praticamente em todos os contextos sociais".
Segundo os três operadores, o Natal e o Ano Novo são os períodos recorde de envio de mensagens, sendo que os acontecimentos com maior número de SMS trocados adaptam a tradicional trilogia "fado, futebol e Fátima": o festival Rock in Rio, jogos de futebol e o dia 13 de maio em Fátima. 
Para as camadas mais jovens, que desenvolveram inclusive escritas abreviadas para comunicar através deste meio, os SMS tornaram-se uma forma preferencial de estarem ligados entre si.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Luzes no céu: Pode ser o Fitsat-1 a querer entrar em contacto!


Se nos próximos dias você vir pontos luminosos piscando no céu noturno, não comemore nem se assuste. Não são discos voadores ou seres alienígenas que chegaram à Terra, mas um interessante experimento japonês que deverá enfeitar um pouco mais nossas noites terrestres.

Fitsat-1 Niwaka
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Batizado de Niwaka Fitsat-1, o experimento é um microsatélite desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia de Fukuoka, no Japão e tem como objetivo testar as possibilidades da comunicação óptica com satélites em órbita.
Para isso o Fitsat-1 está cruzando o céu emitindo intensos flashes luminosos, cuja cadência "aceso/apagado" formará palavras em código Morse que transmitirão as informações telemétricas do satélite.
O Fitsat-1 foi idealizado para operar como se fosse uma verdadeira estrela artificial. Uma de suas laterais está repleta de LEDs de alta luminosidade e os flashes produzidos poderão ser vistos durante a noite com auxílio de um pequeno binóculo ou até mesmo a olho nu.

Primeiros Testes
O primeiro experimento foi realizado com sucesso na segunda-feira, 26 de novembro e pode ser observado nas cidades de Kurashiki, no Japão e Daejeon, na Coréia do Sul. De acordo com um dos idealizadores do projeto, o radioamador Takushi Tanaka, no momento do experimento os leds estavam sendo alimentados com baixa potência, em um modo chamado "detecção de luz tênue".


Os microsatélites, também chamados de CubeSats, são satélites de pequenas dimensões desenvolvidos por radioamadores ou universidades com o propósito de realizar experimentos científicos. Normalmente, CubeSats têm cerca de 10 cm de lado e não pesam mais que 1500 gramas.

Orientação Magnética
Os flashes emitidos pelo Fitsat-1 deverão ser vistos de qualquer parte do mundo entre as latitudes +/- 51 graus, mas o destino principal dos fótons será a Universidade de Fukuoka, FIT, que usará um telescópio e um fotomultiplicador montados em um sistema de rastreio que seguirá o satélite. Durante as passagens sobre o campus o experimento será comandado a transmitir flashes com velocidades cada vez maiores, o que permitirá aos cientistas avaliarem a capacidade de comunicação do sistema.

Segundo Tanaka, tanto à estação de terra como os LEDS estarão perfeitamente alinhados quando o satélite passar sobre a estação, o que permitirá pelo menos 3 minutos de experimento por passagem. Para conseguir esse alinhamento, a equipe de Tanaka dotou o Fitsat de potentes ímãs de neodímio de modo a manter o CubeSat sempre apontado para o norte, com a face luminosa para baixo,