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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Aplicação desenvolvida por jovem investigador português premiada nos “óscares” das mobile apps



Aplicação desenvolvida por jovem investigador português premiada nos “óscares” das mobile apps

Ricardo Moutinho, investigador do Fraunhofer Portugal, é um dos cinco finalistas dos World Summit Awards Mobile (WSA), considerados os Óscares das mobile apps, na categoria m-Inclusion and Empowerment, com o projeto AlzNav - uma aplicação para Android que se traduz num sistema de localização e navegação criado a pensar na população sénior e também pessoas em estado inicial de demência.


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Planeta errante ainda intriga pesquisadores!


Por volta de 1995, houve um artigo na Revista americana Astronomy com o tema "Rogue Planets", traduzindo "Planetas errantes". A matéria enfocava a descoberta de possíveis planetas que não estão atrelados gravitacionalmente a nenhuma estrela, o que para nós seria atípico pois é tida ainda como regra a formação do disco protoplanetário a partir de uma protoestrela oriunda do colapso de uma nuvem molecular gigante.

Agora, o assunto volta a todo vapor com a descoberta de astrônomos do Observatório Europeu do Sul - ESO - no Chile, (país que concentra vários aparatos de observação astronômica devido ao clima árido e portanto muito seco, o que proporciona atmosfera límpida para otimização da pesquisa na área da Astronomia), de um planeta que vagueia livremente pela Via-Láctea, não estando na órbita de nenhuma estrela.
Este corpo é o melhor candidato descoberto até agora para poder ser classificado como planeta errante ou órfão e encontra-se a uma distância média de 100 anos-luz de nós, ou seja, o mais próximo detectado nesta categoria.
Já haviam sido descobertos, como relatei acima, possíveis exemplos deste tipo de objeto, mas, não conhecendo a sua idade os astrômomos não podiam saber se se tratava de planetas ou de anãs marrons, que são estrelas que não possuem massa suficiente para iniciarem as reações de fusão nuclear que desencadeiam todo o fulgor de uma estrela típica, como o nosso Sol, a qual irradia tanto em luz visível, quanto ultravioleta, por exemplo.
Aliás, a diferença fundamental entre planetas e estrelas reside na quantidade de massa. Júpiter, por exemplo, apesar de classificado como planeta, (pois a classificação básica que aprendemos quando crianças em Geografia é de que estrelas são astros com luz própria e planetas aqueles que não irradiam, apenas refletem a luz solar), e portanto, não mantém em seu núcleo um tipo de reator nuclear até consegue irradiar cerca de 1.6 vezes mais energia do que recebe do Sol, embora, seja esta energia concentrada em ondas longas, como as de rádio, detectáveis como uma espécie de ruído branco (semelhante ao som de uma cachoeira, inclusive tive a oportunidade sintonizar este ruído de Júpiter) por aparelhos e antenas de radioamadorismo bem sensíveis e direcionados. De forma exagerada, Júpiter foi tido como uma “estrela que não deu certo”, mas isso foi pouco antes de se considerar o caso das anãs marrons.
Existe então, um tipo de transição entre planetas e estrelas, que seriam então as anãs-marrons, que podem ainda confundir os astrônomos com os planetas errantes ou órfãos.
Inclusive, muitos planetas descobertos orbitando outras estrelas (exoplanetas) são na verdade planetas até com massas superiores as de Júpiter, o que por vezes são classificados como Super Júpiteres, o que chegou a deixar controvérsias sobre o fato de serem planetas muito gigantes ou anãs marrons.
Estas anãs marrons tem gerado mais polêmica do que simples confusão com planetas gigantes. Ao ler e estudar outros artigos em meados de 1998 publicados nas Revistas Astronomy e Sky & Telescope, com a temática da controvertida matéria escura, na época, foi até aventada a hipótese das anões marrons comporem essa massa “perdida” ou não-detectável diretamente pelos métodos clássicos observacionais, juntamente com a outra hipótese – a da matéria exótica, formada por partículas que teriam propriedades exóticas, que a princípio violariam as leis físicas.
Mas agora, a pesquisa de planetas errantes toma novo fôlego com essa descoberta recentíssima do ESO e com observações acuradas do telescópio CFHT (Consórcio Canadá – França - Hawaii Telescope), o que permitirá aos astrônomos calcular a idade do objeto recém-descoberto, uma vez que a análise estatística do movimento próprio do objeto, ou seja, a variação da sua posição angular no céu a cada ano, aponta uma probabilidade de 87% do objeto (planeta errante) denominado CFBDSIR2149 fazer parte de uma associação estelar designada AB Doradus, um grupo próximo de estrelas jovens. E também há mais de 95% de probabilidade de ser suficientemente jovem para ter uma massa planetária, tornando-o assim muito mais provável de ser um planeta errante do que uma pequena estrela, esta sim (e não Júpiter) que “não deu certo”.
A ligação ao grupo estelar AB Doradus poderá apontar para uma massa do planeta de aproximadamente 4 a 7 vezes a massa de Júpiter, com uma temperatura efetiva de cerca de 430 graus Celsius. A idade do planeta seria a mesma que a do próprio grupo, entre 50 a 120 milhões de anos. . .
Ressalto ainda que no caso das anãs marrons, apesar da não iniciação e manutenção de reações nucleares como as estrelas ordinárias, elas brilham no infravermelho por conta do calor da sua formação e depois esmorecem. Mesmo assim, as anãs menos quentes já conhecidas poderiam causar séruios danos a hipotéticos astronautas imprudentes que delas se aproximassem. Contudo, pesquisadores da Universidade da Pensilvânia detectaram, por meio de um telescópio da NASA, o brilho do que parece ser uma anã marrom com temperatura de 30°C. O objeto gira em torno de uma estrela localizada a 63 anos-luz da Terra e tem massa sete vezes maior que a de Júpiter. Com esta massa, ele seria considerado um planeta. Mas os planetas são discos de gás e poeira que permanecem em torno de estrelas recentemente formadas e os cientistas dizem que este corpo, denominado WD 0806-661 B, está muito afastado de uma estrela (quase 2500 vezes a distância da Terra para o Sol), então, chamá-lo de planeta acabou sendo descartado. Isso foi no passado recente e pergunto, e, agora, diante dessa descoberta quase indubitável de um planeta errante, será que essa anã marrom não seria mais um planeta errante? Lembro também que a anã marrom questionada é consideravelmente mais fria do que as convencionais!
Voltando ao objeto CFBDSIR2149 (planeta errante), esta é a primeira vez que um objeto errante de massa planetária é identificado como fazendo parte de um grupo estelar em movimento, e a sua ligação ao grupo torna-o o candidato a planeta errante mais interessante a ser identificado até agora.
Como o planeta errante não orbita em torno de uma estrela e por isso não reflete luz estelar, seu fraco brilho só pode ser detectado na região do infravermelho do espectro. O objeto da imagem anexa parece azulado nesta imagem infravermelha porque grande parte da radiação nos maiores comprimentos de onda infravermelhos é absorvida por metano e outras moléculas existentes na atmosfera do planeta. Na faixa do visível, o objeto é tão frio que apenas brilharia muito pouco numas cor avermelhada escura, quando visto de perto.
Por fim, conjectura-se que objetos errantes como o CFBDSIR2149 formam-se ou como planetas normais que foram ejetados dos seus sistemas planetários, talvez pela passagem próxima de outra estrela, por exemplo, ou são como objetos mesmo solitários, tais como as anãs marrons. Portanto, ainda há muita pesquisa para se realizar.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Primeiras "viúvas negras" encontradas no Reino Unido


Primeiras "viúvas negras" encontradas no Reino Unido


Britânicos descobrem a primeira praga de "viúvas negras" no país numa fábrica de máquinas em Norfolk. As aranhas são das mais perigosas do mundo.

A mortal aranha foi descoberta esta quinta-feira por engenheiros de uma fábrica de máquinas, em Norfolk, junto a um tubo de ventilação de um dos armazéns, que após terem ido ao Google identificar que tipo de aranha tinham encontrado, confirmaram tratar-se de uma das espécies de aracnídeos mais mortais do mundo.
Segundo o jornal britânico "Daily Mail", os trabalhadores da fábrica foram prontamente evacuados e a zona onde a aranha foi descoberta selado. Mais tarde, foi encontrado na mesma zona um ninho de ovos, de onde saíram mais de 100 bebés "viúva negra".
"Podemos dizer que se tratam de "viúvas negras" devido á característica marca no tórax e ao carácter agressivo que a aranha assumiu quando a isolámos", afirmou Ian Parkinson, reponsável pela equipa de desinfestação que se deslocou ao local para resolver o problema. "Foi uma sorte termos encontrado o ninho antes que se tivessem espalhado mais pela fábrica, o que seria um grande problema", diz Parkinson.
Os responsáveis da fábrica de Norfolk acreditam que as mortais aranhas terão vindo para o Reino Unido a bordo de um contentor com maquinaria importada do Texas, nos Estados Unidos da América. Ian Parkinson afirmou que as "viúvas negras" conseguem sobreviver várias semanas sem comer, após terem tido uma grande refeição, por isso não estranha que tenham sobrevivido a uma viagem tão grande.
"Segundo sabemos, estas são as primeiras "viúvas negras" encontradas no Reino Unido", afirma Parkinson, adiantando que a aranha em causa é tão perigosa que "o seu veneno é 15 vezes mais forte que o de uma cobra cascavel".

NASA faz o retrato mais exato de sempre da atmosfera


NASA faz o retrato mais exato de sempre da atmosfera
Imagens geradas por um supercomputador mostram como as correntes atmosféricas fazem circular sal, pó e fumo no planeta.
O 'supercomputador' Discovery possui uma ferramenta única para estudar o papel do tempo no sistema climático da Terra, lê-se no site oficial da NASA. Trata-se do 'Goddard Earth Observing System Model', versão 5 (GEOS-5), que é capaz de simular o tempo em todo o mundo, em resoluções de 10 a 3,5 quilómetros.
As imagens divulgadas, que mostram o comportamento dos aerossóis globais, foram produzidas por uma simulação GEOS-5 com uma resolução de 10 km.
Nas imagens pode-se ver o pó (vermelho) a ser levantado da superfície, o sal marinho (azul) a criar pequenos remoinhos, o fumo (verde) fruto de incêndios, e as partículas de sulfato (branco) dos vulcões e das emissões de combustíveis fósseis.

domingo, 18 de novembro de 2012

Número de estudantes americanos em Portugal aumenta em 2011

Relatório Open Doors 2012


O número de estudantes americanos em Portugal no ano letivo de 2010-2011 aumentou 47 por cento em relação ao ano anterior, subindo de 198 para 291, um valor apresentado no Open Doors 2012, um relatório anual sobre mobilidade académica internacional publicado pelo Institute of International Education (IIE) com o apoio do Bureau of Educational and Cultural Affairs do Departamento de Estado americano.


Número de estudantes americanos em Portugal aumenta em 2011

O aumento de estudantes americanos em Portugal acompanha a tendência de crescimento no número total de americanos que estuda no estrangeiro, que passou de 270.604 para 273.996. O Reino Unido continua a ser o destino de eleição dos estudantes americanos, seguido de Itália, Espanha, França e China. Quase 55 por cento dos estudantes americanos teve a Europa como destino. Houve, no entanto, um crescimento no número de estudantes em destinos considerados como “não tradicionais”, tanto fora da Europa (Brasil, China, Costa Rica, India e Coreia do Sul) como dentro da Europa, com destaque para Portugal, Bulgária, Finlândia, Polónia e Eslovénia.

Estes valores continuam a marcar uma década de crescimento sem precedentes no que respeita ao número de estudantes americanos que recebem créditos académicos pela sua experiência além-fronteiras, sendo que a participação de estudantes americanos em programas de estudo no estrangeiro mais do que triplicou nas últimas duas décadas.

Maria de Lurdes Rodrigues, presidente da Fundação Luso-Americana (FLAD), destaca a importância destes resultados e do trabalho desenvolvido no âmbito da parceria “Study in Portugal”, que visa aumentar o número de estudantes americanos nas universidades portuguesas. “Importa prosseguir firmemente neste caminho. Acreditamos na aposta na internacionalização e na captação de estudantes estrangeiros como uma das soluções para a sustentabilidade futura das universidades portuguesas”, afirma a responsável.