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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Conhecimento: Conheça os tipos de arco-íris de fogo!


O arco-iris tradicional, como nós o conhecemos, é formado basicamente pela refração da luz solar nas gotículas de água presentes na atmosfera após alguma precipitação, que as torna miríades de micro-prismas, decompondo a luz branca do Sol (aliás, o Sol não é amarelo, é branco, nós o vemos assim devido aos efeitos atmosféricos), em sete cores.
Arco Iris de Fogo

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Já o arco-íris de fogo, fotografado em 16 de Outubro deste ano, pela colega Meire Ruiz em Itanhaém, região metropolitana da Costa da Mata Atlântica, a tradicional Baixada Santista, parece-me à primeira impressão, de um fenômeno de nuvem iridescente - um tipo de difração, causada por nuvens formadas por gotículas e gotículas de água de dimensões quase iguais, iluminadas em direção, oblíqua, compondo assim as cores do arco-íris comum (cada cor é difratada em ângulos distintos).Difração é um fenômeno comum da luz, considerando que a mesma é composta por ondas. Em 1803, o físico Young realizou uma experiência demonstrando que a luz possuía natureza ondulatória. Ele a fez passar por uma abertura estreita e constatou que, num anteparo instalado do outro lado, não surgia simplesmente uma linha nítida, mas sim um conjunto de faixas luminosas de diferentes intensidades. Isso explica a nuvem iridescente.
A irisdescência ocorre cotidianamente em poças de óleo ou até em vitrais que reproduzem halos, como aquele que levou muitos féis a crerem que se tratava de uma imgagem da Virgem Maria na cidade de Ferraz de Vasconcelos, região Metropolitana de São Paulo em 2002, fato que foi desmentido por pesquisadores, com publicação na Revista FAPESP.
Bem, fato miraculoso ou científico, é algo que chega a chamar muito o interesse de todos.
Finalmente, há ainda um outro tipo de arco-íris de fogo, o arco-íris circum-horizontal, que em vez de ser formado por gotículas de água é formado por pequeníssimos prismas de gelo, alinhados horizontalmente. Ambos, a nuvem iridescente e o arco-íris circum-horizontal, são fenômenos raros, portanto dou meus parabéns à argúcia e persistência da Meire Ruíz!
A Teoria da Conspiração prevê ainda que esses fenômenos são causados pelo projeto HAARP, que utiliza tecnologia de ondas de rádio muito potentes concentradas num raio que aquecem zonas da ionosfera. Ao serem refletidas de volta à superfície terrestre penetrariam em tudo (seres vivos ou não). De acordo com os adeptos da teoria, seria uma forma de poder se controlar o clima, promovendo até mesmo a formação ou intensificação de frentes frias ou furacões com a finalidade principal de controle militar de outros países.
Na verdade, o fato é que o fenômeno do arco-íris de fogo é perfeitamente natural e se são ou não intensificados pelo HAARP é outra história.
O que interessa mesmo é ter o conhecimento que as nuvens iridescentes ocorreram em 2009 em São Borja, Rio Grande do Sul e nas cidades paulistas de Nova Odessa e de novo, em Itanhaém!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Satélite registra pluma de vulcão ativo há mais de três anos



Localizado na ilha de Pagan, no arquipélago das Marianas, o monte Pagan consiste de dois grandes estratovulcões conectados por uma pequena faixa de terra. Juntos, formam o maior e um dos mais ativos vulcões das ilhas Marianas e desde a grande erupção de 1981 o vulcão é monitorado constantemente pelos pesquisadores.

Imagem_de_satelite_do_Vulcao_Pagan
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Situada a 320 quilômetros ao norte da capital Saipan, Pagan é uma pequena ilha vulcânica encravada no Pacífico ocidental. Com população flutuante muito pequena, quase sempre a ilha se manteve desabitada ao longo do tempo, mas a terra fértil sempre atraiu pequenas famílias que vez ou outra para lá se mudavam em busca de sustento.
Em 4 de maio de maio de 1981, o Monte Pagan iniciou um grande período atividade, produzindo um verdadeiro enxame sísmico com cerca de duzentos tremores por hora, muito acima do que os moradores estavam acostumados a sentir diariamente. Por rádio, o administrador da ilha solicitou auxílio às autoridades de Saipan pedindo para que a ilha fosse evacuada, mas o pedido não foi aceito. Na ocasião, os dados históricos mostravam que o vulcão não era susceptível à erupções violentas.


Ilha_Pagan,_Ilhas_Marianas
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Com o aumento da pressão magmática e atividade sísmica constantemente elevada, em 15 de maio de 1981 a montanha explodiu violentamente, arremessando na atmosfera milhões de toneladas de cinza e fumaça. Imediatamente, um fluxo de lava e material piroclástico começou a descer pelo flanco da montanha em direção à aldeia, forçando os moradores a fugirem para o lado sul da ilha, de onde foram resgatados pelas autoridades de Saipan.
Desde então a ilha não recebe mais moradores. As visitas são restritas às pessoas autorizadas, normalmente cientistas, que vão à Pagan com o objetivo de estudar a atividade vulcânica da região.
O enxame sísmico de 1981 marcou o início de um período de grande atividade vulcânica, que durou cerca de quatro anos. Depois disso, a montanha entrou erupção nove vezes até 2012 e desde o final de 2009 apresenta constante atividade sísmica e vulcânica, com tremores diários e emissões corriqueiras de cinza e fumaça.


sábado, 20 de outubro de 2012

Terra: Estudo mostra que Amásia será o próximo super-continente



Utilizando um novo modelo que usa a história geológica da Terra, cientistas estadunidenses concluíram que um novo supercontinente deverá se formar ao redor do círculo polar ártico, a partir da fusão entre os continentes americano e asiático. O estudo é uma alternativa às teorias tradicionais que explicam os ciclos supercontinentais.

De acordo com Ross Mitchell, ligado à Universidade de Yale e principal autor do trabalho, o novo supercontinente - batizado de Amásia - deverá se formar em cerca de 120 milhões de anos, após a o bloco asiático deslizar por baixo da América em um processo conhecido como subducção. Segundo o estudo, publicado recentemente pela revista científica Nature, a América ficaria praticamente na mesma localidade, enquanto o Mar do caribe e o oceano ártico desapareceriam.
Os modelos tradicionais mostram que áreas supercontinentes sucessivas se formam ou no mesmo local, por meio de um processo conhecido como "introversão" ou então em lados opostos do globo, através do processo de "extroversão". No entanto, a nova pesquisa mostra que a nova formação geológica não cabe em nenhum desses modelos.
No estudo, a equipe de Mitchell apresenta uma posição alternativa para formação Amásia. Nela, o próximo supercontinente ficaria a 90 graus de longitude oeste de distância da Pangeia, último grande supercontinente do passado. Pangéia se localizava onde hoje está a África e se rompeu há 200 milhões de anos.

Posições supercontinentais
A teoria de Mitchell é alicerçada principalmente na análise do alinhamento dos elementos magnéticos em rochas antigas (paleomagnetismo), que revelou onde se localizavam os polos magnéticos do planeta durante períodos específicos da história da Terra. Isso permitiu que os pesquisadores de Yale reunissem informações importantes para calcular as posições de Pangéia e os dois supercontinentes anteriores, Rodínia e Nuna.


Os cálculos mostram que tanto a Rodínia como Pangéia se formaram a cerca de 90 graus com relação aos respectivos supercontinentes antecessores. Com os resultados não se adequavam nem ao modelo da introversão nem ao modelo da extroversão, Mitchell e seus colegas propuseram um novo modelo, que batizaram de "ortoversão".
"É importante destacar que essa versão não é apenas uma solução de meio termo. Ela apresenta um estilo específico de transição intermediária", disse Mitchell.
"Agora que temos uma teoria dominante como supercontinentes tomaram forma, podemos especular como os ciclos supercontinentais vão acontecer no futuro e esse modelo mostra que o Oceano Ártico e o mar do Caribe vão fechar, fundindo as Américas e a Ásia praticamente no Polo Norte".

Modelo Elegante
Brendan Murphy, ligado ao Departamento de Ciências da Terra, da Universidade São Francisco Xavier, no Canadá disse que o novo estudo será de grande valor para a comunidade geológica.
"É certamente um modelo bastante elegante e qualquer metodologia que forneça uma explicação unificada e plausível para uma série de acontecimentos enigmáticos nos impulsiona para frente. Acredito que isso deverá estimular a comunidade geomagnética e tectônica a sair a campo e testar o novo modelo. Mesmo que esteja errado, ao longo dos anos devemos aprender muito, mas para isso precisamos testar".

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Asteroides próximos: haveria tempo de defesa em caso de impacto?



Recentemente, dois asteroides recém-descobertos se aproximaram da Terra de modo bastante sorrateiro e por pura sorte não atingiram nosso planeta. Desde o dia da descoberta até a aproximação máxima não se passaram nem cinco dias, um tempo considerado extremamente curto para qualquer tentativa de defesa ou fuga.

Asteroide_1950_DA
No dia 9 e 12 de outubro, duas rochas de aproximadamente 25 metros de comprimento cruzaram a orbita da Terra a quase 36 mil km/h. Apesar do tamanho e velocidade, se alguma dessas rochas tivesse atingido nosso planeta o máximo que aconteceria seria a formação de uma grande bola de fogo a cerca de 60 km de altitude, seguida de um forte estrondo provocado pela onda de choque supersônica.
Os cálculos mostram que o brilho produzido durante a queima seria tão intenso que poderia ser visto facilmente dentro de um raio de mais de 200 quilômetros, no entanto, pouco ou nada da flamejante rocha chegaria ao chão. Praticamente todo o asteroide seria consumido em chamas ainda na atmosfera, já que nenhum dos dois objetos tinha tamanho e energia suficiente para produzir algo mais catastrófico.


Apesar dos asteroides 2012 TM79 e 2012 TC4 não terem atingido a Terra, o que chama a atenção das pessoas é o curto espaço de tempo entre a detecção do objeto e a data prevista para aproximação, normalmente inferior a cinco dias. Em alguns casos, o aviso é dado somente quando a rocha já está praticamente no perigeu, o ponto de maior proximidade com a Terra.
Além dessa questão, outro ponto que parece confundir a maioria das pessoas está na própria incapacidade de detecção. Afinal, se os astrônomos observam galáxias a bilhões de anos-luz de distância, porque não conseguem ver os asteroides que estão tão próximos, em rota de colisão?
Apesar de serem dúvidas aparentemente desconexas, a chave para a resposta de ambos os questionamentos está no tamanho e no brilho dos objetos estudados ou vigiados e são essas características que tornam os asteroides tão difíceis de serem detectados.

Detectando Asteroides
Apesar de estarem muito mais distantes que os asteroides, as estrelas, galáxias ou supernovas emitem luz e mesmo que essa emissão chegue extremamente fraca até os telescópios espaciais ou terrestres, são perfeitamente visíveis nas fotografias digitais de longa exposição. Outro fator que contribui para facilitar a observação desses objetos é sua posição praticamente fixa em relação à Terra, o que permite que os estudos e imagens sejam feitos rotineiramente.
No caso dos asteroides, tudo muda. Eles não são astros com luz própria, mas refletores da luz solar. Como a maioria deles é formada por rochas pequenas e escuras sua observação se torna extremamente difícil, principalmente quando se encontram visualmente próximos ao Sol, quando a intensa luz da estrela ofusca completamente as observações.
Além disso, por se moverem muito rápido pelo céu são necessárias técnicas especiais para sua detecção, que comparam centenas de imagens CCD registradas diariamente na tentativa de identificar um possível ponto móvel em cenas sequenciais.

Asteroide Apophis
Quando um candidato a novo asteroide é detectado por algum telescópio, uma mensagem é imediatamente enviada a outros observatórios informando as coordenadas celestiais da localização do objeto. Em seguida, após uma série de observações a órbita do asteroide é calculada e só então a descoberta é publicada.
Mesmo com toda a tecnologia disponível, o pequeno tamanho e o baixo brilho impedem uma detecção a longa distância das rochas pequenas. Quando as imagens revelam um novo objeto, este normalmente já está bem perto da Terra.

Rota de Colisão
Uma vez compreendido que a detecção dos asteroides não é uma simples tarefa de observar e avisar, a pergunta que fica é: o que fazer se algum asteroide relativamente grande nos surpreender e tiver chances reais de atingir a Terra?
Para os cientistas especializados em riscos planetários, se um asteroide de grandes proporções rumasse hoje em direção à Terra, não haveria tempo suficiente para uma contra medida. Apesar de parecer catastrófica, essa é a pura realidade nos dias atuais.
Segundo os especialistas, todas as peripécias vistas em filmes, como bombas nucleares fragmentando os asteroides ou naves rebocando as rochas não passam de ficção, já que a tecnologia necessária para isso não existe. As melhores estimativas mostram que são necessários pelo menos vinte anos após a detecção de um asteroide em rota de colisão para que uma tecnologia para desviá-lo ou destruí-lo seja desenvolvida.
Como vemos, vinte anos é um tempo bastante longo se comparado aos atuais cinco dias dos avisos de aproximação, mas suficiente para impedir que o asteroide 1950 DA atinja a Terra em 2880, com chance de colisão estimada em 1 em 300.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Operação IceBrige


Os cientistas e membros da tripulação de voo com a Operação IceBridge, a missão aérea da NASA para estudar o gelo polar da Terra mudando, estão começando outra campanha sobre a Antártida. Agora em seu quarto ano, o retorno IceBridge para a Antártida vem quase um ano após a descoberta de uma fenda grande no continente Pine Island Glacier.

O vôo da ciência primeira da campanha começou sexta-feira, às 8 horas EDT quando DC-8 da NASA aeronaves de pesquisa deixou Punta Arenas, no Chile, para um vôo de 11 horas, que vai levá-la ao longo da geleira Thwaites, no oeste da Antártida. Este ano, IceBridge vai pesquisar áreas anteriormente não medidos de gelo da terra e do mar e recolher mais dados sobre áreas como a rápida mudança Pine Island Glacier. O IceBridge campanha Antártica vai operar de Punta Arenas até meados de novembro.

Vários vôos planejados IceBridge nos concentrar em correntes de gelo anteriormente não medidos de alimentação no Mar de Weddell. Estes voos vão coletar dados sobre o que está por baixo dessas correntes de gelo, algo vital para a compreensão de como mudanças nas condições pode afetar o fluxo de gelo no oceano e do nível do mar.

"Nós adicionamos pesquisas de correntes de gelo fluem para o Ronne e plataformas de gelo Filchner", disse IceBridge projeto cientista Michael Studinger na NASA Goddard Spaceflight Center em Greenbelt, Md. "Isso é algo que não tenha feito antes."

O grande rachadura na prateleira Pine Island Glacier de gelo flutuante tem sido o foco da atenção mundial como ele cresceu. A plataforma de gelo agora ameaça para parir, ou quebrar, um grande iceberg em Pine Island Bay no Mar de Amundsen. Pesquisadores vêm usando imagens de Aqua da NASA e Terra nave espacial e os dados de radar de abertura sintética do Centro Aeroespacial Alemão do TerraSAR-X de satélite para monitorar a fenda desde a sua descoberta no ano passado.

IceBridge também irá recolher dados sobre o gelo do mar nos mares de Bellingshausen e de Weddell. Por causa das diferenças geográficas, o gelo do mar da Antártida se comporta diferentemente do gelo no Ártico e apresenta desafios únicos.

"O gelo do mar na Antártida é um sistema muito diferente física", Goddard mar de gelo pesquisador Nathan Kurtz disse.

Correntes oceânicas, padrões de precipitação e da forma das massas de terra são apenas algumas das diferenças. Em vez de compactação de gelo contra a terra como na bacia do Ártico, correntes no Oceano Antártico empurrar muito do que mais para o mar. Além disso, as médias mais Antárctico queda de neve, que pesa gelo para baixo e permite que a água do oceano na camada inferior da neve na parte superior do gelo. A Antártida tem mais freqüentes eventos de vento forte e oscilações de temperatura grandes do que o Ártico, o que faz com que as camadas de gelo a forma da cobertura de neve. Ambos os fatores tornam recebendo leituras precisas de neve em cima do gelo do mar desafiador.

Ártico extensão do gelo do mar e volume atingiu níveis recordes este ano, mas o volume do gelo antártico mar foi segurando firme e na medida tem vindo a aumentar. Modelos preditivos têm dificuldade em identificar o que o gelo da Antártida mar pode fazer sob um clima de aquecimento global. Ter mais dados para trabalhar com esses modelos poderiam fazer mais útil. Outras observações vai dar aos pesquisadores mais dados sobre como as mudanças da Antártida gelo do mar ao longo do tempo.

"É por isso que ter observações é muito importante", disse Kurtz. "Queremos garantir que esses modelos estão recebendo a física direito.

IceBridge vai reunir informações sobre diversos aspectos de gelo da terra e do mar, usando uma variedade de sensores científicos a bordo do DC-8. Estes instrumentos incluem um altímetro a laser para medir as mudanças de elevação de superfície, instrumentos de radar diferentes para determinar a profundidade da neve e espessura do gelo, um gravímetro que reunirá dados sobre o tamanho ea forma de cavidades de água sob as plataformas de gelo, e um instrumento de câmera digital que tira de alta resolução de imagens úteis para a construção de mapas e modelos digitais de elevação do gelo.

Ao voar previamente faixas pesquisadas em rápida mudança áreas como a geleira Pine Island, IceBridge está construindo um legado de medições iniciados por satélite ICESat da NASA que vai continuar com o lançamento de ICESat-2 em 2016.

"Esta área está mudando tão rapidamente que precisamos examinar cada ano", disse Studinger.

Além disso, IceBridge vai voar ao longo das trilhas de satélite da Agência Espacial Europeia gelo-monitoramento, CryoSat-2.

A campanha deste ano também vai ver visitas a IceBridge por professores da escola. Dois Inglês de língua professores de ciências chilenos vai se reunir com cientistas e operadores de instrumentos IceBridge este mês e andar em um vôo pesquisa para saber mais sobre a pesquisa de ciência polar, com o objetivo de usar seus novos conhecimentos para melhor envolver e ensinar os alunos.

O escritório IceBridge ciência projeto é baseado em Goddard. O DC-8 é baseado em Dryden, da NASA Facilidade de Operações de Aeronaves, em Palmdale, na Califórnia