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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Árvores sobreviveram à Idade do Gelo na Escandinávia


Árvores sobreviveram à Idade do Gelo na Escandinávia

Árvores sobreviveram à Idade do Gelo na Escandinávia

Algumas árvores da Escandinávia sobreviveram à Idade do Gelo, contrariando a tese comummente aceite de que todas as árvores teriam sucumbido à densa camada de gelo que cobriu a região.

Pensava-se que as atuais árvores coníferas existentes na Escandinávia descenderiam de espécies que migraram para o norte, após o gelo ter derretido, há 9 mil anos atrás. Mas investigações recentes sugerem que algumas árvores sobreviveram no topo das montanhas, em ilhas ou em áreas costeiras, escapando à grande camada de gelo. Estas investigações foram publicadas no jornal especializado Science.
"A nossa investigação mostra que nem todas as árvores da Escandinávia têm os mesmos antecessores, ao contrário do que antes acreditávamos", explicou à BBC o professor Eske Willerslev, do Centro de Geogenética da Universidade de Copenhaga. "Houve algumas espécies que sobreviveram à dureza do clima em bolsas que escaparam ao gelo, e depois, quando o gelo derreteu, conseguiram espalhar as suas sementes."
"Outras árvores árvores têm a sua origem nas zonas do sul da Europa. Assim, podemos referir-nos agora às espécies originais e às espécies introduzidas depois na Escandinávia."

domingo, 14 de outubro de 2012

CENTÉSIMA PUBLICAÇÃO!!!!!!!!!!!!!!!!

Já fizemos a nossa centésima publicação.

PARABÉNS!!!!!!

'Curiosity' encontra em Marte rocha similar às da Terra


Pedra 'Jake Matijevic' encontrada pelo 'Curiosity'


Pedra 'Jake Matijevic' encontrada pelo 'Curiosity'

Novas atualizações fornecidas pela NASA informam que o 'robô' 'Curiosity' encontrou, em Marte, uma rocha com características similares às rochas vulcânicas encontradas na Terra.

A NASA deu o nome de "Jake Matijevis" à rocha que o 'Curiosity' encontrou em Marte. Do tamanho de uma bola de futebol e em forma de pirâmide, a pedra apresenta uma composição mais variada do que o esperado e muito semelhante à de algumas pedras encontradas no interior da Terra.
A pedra 'Jake' foi a primeira analisada pelo 'Alpha Particle X-Ray Sprectrometer' e a 13ª examinada pela 'Chemistry and Camera', dois instrumentos presentes no 'robô', que é uma versão mais rápida e melhorada em relação aos que foram a Marte antes. As suas características aperfeiçoadas permitiram analisar dois pequenos pontos presentes na pedra 'Jake', o que forneceu aos cientistas uma larga base de dados de comparação para o que o 'Curiosity' vê, adianta o site oficial da NASA.
Os resultados obtidos pela análise são um exemplo da importância que a identificação das rochas representa. As composições destas pedras acaba por contar a história do planeta, o que faz da sua análise uma importante componente da missão, adianta a NASA.
Com o objetivo de avaliar se a área já ofereceu condições ambientais favoráveis à vida microbiana, os investigadores irão, ao longo da missão de dois anos, fazer uso dos dez instrumentos do 'Curiosity'.

sábado, 13 de outubro de 2012

Vaivém percorre ruas de Los Angeles


O vaivém no seu percurso por terra
O vaivém no seu percurso por terra

Vaivém espacial está a deslocar-se através da cidade, em direção ao museu California Science Center

O vaivém Endeavour está a caminho da sua última morada, o California Science Center, em Los Angeles, mas para esta derradeira viagem não precisou de levantar voo, o que é algo insólito para a uma nave espacial.
O percurso de 19 quilómetros, entre o aeroporto internacional e o museu, onde oEndeavour vai juntar-se a outras peças que fizeram a história da conquista espacial, está desde ontem a ser feito por estrada, através da cidade, entre arranha-céus e fileiras de árvores.
Aos 185 milhões de quilómetros percorridos pela nave ao longo de duas décadas no activo, entre a superfície da Terra e a sua órbita, juntam-se agora mais 19 quilómetros, que estão a ser percorridos a uma velocidade média de 3,9 quilómetros por hora. A jornada tem o fim previsto para a próxima madrugada (hora de Lisboa).

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Nebulosa de Orion: alvo fácil e cheio de detalhes interessantes


Depois da Lua, um dos primeiros alvos escolhidos para observação astronômica é sem dúvida a Nebulosa de Órion. Conhecida também como M42, a nebulosa encanta qualquer observador noturno. Gigantesco berçário estelar, M42 tem como vizinho um belo trapézio de estrelas, com detalhes somente captados através de técnicas especiais.
Nebulosa M42 e o trapézio de estrelas
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Na foto acima, registrada pelos astrofotógrafos Jesús Ruiz e Maritxu Poyal, a nebulosa M42 é vista em tons avermelhados em primeiro plano, no centro superior direito da foto. Ao seu lado esquerdo, quase no centro da imagem, a pequena nebulosa NGC 1977 compartilha sua companhia. Do lado esquerdo, o trapézio de estrelas.
De tão belo, observar o trapézio pode tomar várias horas do astrônomo amador, que não cansa de se encantar com a luz quase hipnotizante das quatro estrelas, chamadas Theta Orionis. A mais brilhante, Theta Orionis C, se localiza a 1350 anos-luz de distância e sua intensa radiação ioniza o gás responsável pela tênue luz que se vê quando o trapézio é observado através de um pequeno telescópio.
Detalhes
Apesar de parecer uma única estrela, Theta Orionis C é na realidade formado por duas estrelas, mas isso só foi possível de ser observado pela primeira vez em 1999, já que a distância angular entre elas é de apenas 20 miliarcosegundos.

Theta Orionis
Para estudar em profundidade o sistema foram necessários telescópios de altíssima resolução angular e em 2009, uma equipe liderada pelos astrofísicos Stefan Kraus e Gerd Weigelt, do Instituto Max Plank de Radioastronomia, da Alemanha, obteve as primeiras imagens do sistema, que permitiram estudar com precisão as características físicas e orbitais de Theta Orionis C.
Combinando as observações feitas com o instrumento AMBER, instalado no telescópio VLT, no deserto de Atacama, no Chile, e imagens registradas nos últimos 12 anos, os astrofísicos calcularam em 11 anos o período orbital do sistema e através da terceira Lei de Kepler concluíram que a massa das estrelas é de 38 massas solares para Theta Orionis C1 e 9 massas solares para Theta Orionis C, concluindo que o duplo sistema é o mais maciço objeto próximo à Nebulosa de Órion.

carta_celeste_da_Constelacao_de_orion

Como ver
Localizar a nebulosa de Órion é muito fácil e possivelmente você já olhou para ela sem saber. Trata-se daquele grupinho luminoso de estrelas que está próximo às Três Marias, alvo muito fácil de ser localizado nas madrugadas de setembro, outubro.
A carta celeste mostrada acima ajudará você a encontrar esse fantástico grupo de estrelas nas noites de outubro. Além de Órion, o cenário celeste ainda tem Aldebarã e Sirius, a estrela mais brilhante do céu noturno. Para encontrar, é só olhar para o quadrante leste. Não tem como errar!
Bons Céus!