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domingo, 26 de agosto de 2012

Irão surpreende e lançará macaco ao espaço nos próximos dias


O Irão não é exatamente uma potência espacial, mas também não está poupando esforços para isso. Com o objetivo de aprimorar seu conhecimento nesta área estratégica o país agora pretende lançar um macaco em voo suborbital e trazê-lo são e salvo de volta à Terra.



A data de lançamento ainda não foi definida, mas de acordo com o último comunicado da agência espacial iraniana, ISA, o lançamento do foguete estava previsto para acontecer após o Ramadã (mês sagrado islâmico), que terminou em 19 de agosto.
Essa não é a primeira vez que o país mostra interesse em colocar animais em órbita. Em janeiro de 2012 um foguete do tipo Saffir levou ao espaço a cápsula Kavoshgar-3, tendo a bordo minhocas, um rato e duas tartarugas. O ponto significativo foi que os animais retornaram à Terra em segurança, demonstrando que o país já detém, pelo menos parcialmente, capacidade de retornar cargas do espaço.
O próximo voo pretende levar ao espaço um macaco da espécie Rhesus (macaca Mullatta), um primata da família Cercopithecidae que habita as florestas temperadas da Índia, China e Afeganistão. Pelas suas características os rhesus são extensivamente estudados e usados em experiências laboratoriais, sendo que o fator sanguíneo Rh foi primeiro demonstrado em macacos dessa espécie.



Se tudo der certo e o macaco for trazido com segurança a Terra, o experimento deverá ser o maior avanço do programa espacial iraniano. "Isso deverá demonstrar a capacidade do país de trazer cargas científicas colocadas em órbita, o que não é tão simples assim", disse o especialista em uso militar do espaço Bhupendra Jasani, ligado ao King’s College London. "Apesar de ser um grande avanço, a colocação de humanos no espaço deverá levar ainda alguns anos", completou. Jasani.
As incursões iranianas na exploração espacial têm surpreendido os especialistas internacionais devido à sua velocidade e capacidade de sigilo. O país já lançou três satélites domésticos e um quarto está para ser lançado nos próximos meses. Atualmente, o Irã é o nono país com capacidade de colocação de satélites em órbita baixa e o sexto a enviar animais para o espaço.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Marte: raio laser vaporizará rochas a 7 metros de distância


Uma dos mais importantes instrumentos a bordo do jipe-robô Curiosity é a ChemCam, um verdadeiro laboratório geoquímico capaz de vaporizar rochas a 7 metros de distância com auxílio de um canhão laser. Esse feixe de luz é tão concentrado que sua energia equivale a 1 milhão de lâmpadas focalizadas na cabeça de um alfinete.

ChemCam significa Chemistry and Camera Instrument e combina dois dispositivos em um único equipamento. O primeiro é o LIBS (Laser-Induced Breakdown Spectrometer), um sistema laser de alta potência acoplado a um telescópio e um espectrômetro. O segundo é a câmera remota RMI (Remote Micro Imager). O propósito do LIBS é analisar as rochas e o solo marciano, enquanto o RMI tem a função de fornecer aos cientistas as imagens de alta-resolução das amostras observadas pelo LIBS.
Quando em funcionamento, uma área previamente escolhida pelos pesquisadores é focalizada pelo instrumento e então recebe uma série de pulsos de laser de altíssima intensidade, que pode atingir até 10 megawatts por milímetro quadrado. Esses pulsos não podem ser vistos pelo olho humano e são emitidos no comprimento de onda de 1.067 mícrons, no espectro do infravermelho.


Sob intenso bombardeio energético os átomos do material analisado são excitados e emitem luz. Esses pulsos luminosos são captados pelo telescópio do instrumento e enviados para dentro do jipe-robô Curiosity onde são analisados pelo espectroscópio. Como cada elemento químico emite luz de comprimento de onda diferente quando aquecido, a composição química da rocha pode então ser determinada. Como exemplo, o cobre produz luz verde, o alumínio cor azul, o sódio amarelo, o lítio vermelho, etc.

Ao realizar uma missão a Marte, o tempo é altamente precioso e usa-lo com eficiência é uma necessidade. Na era dos robôs Spirit e Opportunity eram necessários de dois a três dias para determinar a composição de uma rocha, já que o material precisava ser colhido e colocado dentro dos robôs para serem analisados.
Agora, com a nova tecnologia laser não há necessidade de contato físico com a rocha, que pode estar até 7 metros de distância do instrumento. De acordo com a equipe da ChemCam será possível realizar cerca de uma dúzia de análises por dia, o que sem dúvida é um grande avanço para conhecer um pouco mais sobre a composição do planeta Vermelho.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O primeiro slogan!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Este é o nosso primeiro slogan: "Sempre a informar o Mundo"

Brasileiros criam plantas resistentes à seca


Brasileiros criam plantas resistentes à seca

Investigadores brasileiros estão a testar em laboratório plantas transgénicas capazes de resistir a longos períodos de seca, numa resposta às preocupações suscitadas pelas alterações climáticas.
"O projeto começou a partir da pesquisa do genoma da planta do café. Nesse estudo, que contou com mais de 100 investigadores, identificámos os 30 mil genes do café e, a partir daí, cada grupo passou a pesquisar uma característica específica", afirmou à Lusa o investigador Eduardo Romano, ao explicar que o seu grupo ficou com a missão de estudar os genes associados à resistência à seca.
Após ser identificado, esse gene foi isolado e testado numa planta-modelo, de uma espécie semelhante à mostarda, com o nome científico Arabidopsis thaliana.
"As plantas que receberam o gene sobreviveram 40 dias sem água, enquanto as que não o receberam morreram após 15 dias sem água", disse Eduardo Romano, que integra a equipa científica da Empresa Brasileira de Pesquisa Agrícola (Embrapa), onde o projeto é levado a cabo.
Graças aos resultados animadores obtidos nas primeiras experiências, a descoberta será testada agora em cinco culturas comerciais, entre elas alguns dos principais produtos de exportação brasileira: cana-de-açúcar, soja, arroz, trigo e algodão.
De acordo com o investigador, exemplares dessas cinco espécies já receberam o gene especial e estão a ser observadas em laboratório. Após o nascimento das primeiras plantas transgénicas, as sementes serão novamente testadas em laboratório para, só então, a partir de uma seleção das melhores amostras, serem iniciados testes de campo.

NASA vai lançar novo robô em Marte em 2016


Imagem de Marte tirada pelo Curiosity

IA NASA prevê lançar, em 2016, um novo robô em Marte para investigar o seu interior, já que o "planeta vermelho" evoluiu de forma tão diferente da Terra, apesar de ambos serem rochosos.
A nova missão, cujo anúncio foi feito na segunda-feira, chamar-se-á "InSight" e viajará equipada com instrumentos destinados a averiguar se o núcleo de Marte é sólido ou líquido, como o da Terra, e por que é que não está dividido em placas tectónicas como o do "planeta azul".
Segundo a agência espacial norte-americana, citada pelas agências de notícias internacionais, ter um conhecimento mais detalhado do interior de Marte, para poder compará-lo com a Terra, ajudará os cientistas a entenderem melhor como se formaram os planetas rochosos e por que motivo evoluíram de maneira tão diversa.
Contrariamente ao robô "Curiosity", um veículo de seis rodas que aterrou há duas semanas em Marte e que vai percorrer durante dois anos a cratera de Gale em busca de eventuais vestígios de vida passada, o robô "InSight" não será móvel.
Em comunicado, o diretor da NASA, Charles Bolden, frisou que "a exploração de Marte tornou-se numa das prioridades" para a agência espacial, assinalando que o recente êxito da aterragem do robô Curiosity "impulsionou o interesse do público" pela exploração do Espaço.
"A escolha de InSight garante que vamos continuar a decifrar os mistérios do 'planeta vermelho', para lançar as bases para uma futura missão habitada [humana]", acrescentou Bolden.