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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Jogo RECORD- E.U.A.-Nigéria

Os Estados Unidos ganharam á Nigéria por 156-73 em Basquetebol nos Jogos Olímpicos de Londres 2012.
HISTÓRIA no dia 2 de Agosto de 2012 23:52

Quiquagésima publicação

PARABÉNS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Fizemos a nossa quinquagésima publicação.

Furacão Katrine

O Furacão Katrine foi um grande furacão,que destruiu uma parte dos EUA uma tempestade tropical que alcançou a categoria 5 da Escala de Furacões de Saffir-Simpson (regredindo a 4 antes de chegar a costa sudeste dos Estados Unidos da América). Os ventos do furacão alcançaram mais de 280 quilômetros por hora, e causaram grandes prejuízos na região litorânea do sul dos Estados Unidos, especialmente em torno da região metropolitana de Nova Orleães, em 29 de agosto de 2005 onde mais de um milhão de pessoas foram evacuadas. O furacão passou pelo sul da Flórida, causando em torno de dois bilhões de dólares de prejuízo e causando seis mortes diretas. Foi a 11ª tempestade de 2005 a receber nome, sendo o quarto entre os furacões.
O Furacão Katrine causou aproximadamente mil mortes, sendo um dos furacões mais destrutivos a ter atingido os Estados Unidos. O furacão paralisou muito da extração de petróleo e gás natural dos Estados Unidos, uma vez que boa parte do petróleo americano é extraído no Golfo do México.

 

História meteorológica


Imagem de radar da trajectória do Katrine à passagem pela Luisiana
De acordo com o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, o NOAA, que emitiu um relatório em 23 de Agosto informando que havia formado uma depressão tropical a sudeste de Bahamas dando inicio a história meteorológica do furacão Katrine. No dia 24 evoluiu para uma tempestade tropical e em 25 se aproximou de Aventura, Flórida.
Katrine enfraqueceu-se em 26 de agosto, depois de se encontrar com a terra, transformando-se em categoria 2 com ventos de cerca de 100 milhas por hora (cerca de 160 quilômetros por hora) indo em direção ao Mississippi e Louisiana. Em 27 de agosto evoluiu para categoria 3 com intensidade de um furacão e dia 28 foi para categoria 4, no início da tarde o Katrine se intensificou rapidamente com ventos de 175 mph (281 km/h) ultrapassando o ponto de início da categoria 5 com pressão de 902 mbar (hPa), sendo o furacão mais intenso da bacia do Atlântico. Em 29 de agosto o Katrine atingiu Mississippi, Louisiana e Alabama.

 Impacto


Em 29 de agosto, a maré ciclônica do Katrine causou 53 diferentes pontos de acometimento na Grande Nova Orleans, submergindo oitenta por cento da cidade. Um relatório de junho de 2007 feito pela Sociedade Americana de Engenheiros Civis indicou que dois terços das inundações foram causadas pelas múltiplas falhas nas barreiras da cidade. Não foram mencionadas as comportas que não foram fechadas. A tempestade também devastou as costas do Mississippi e do Alabama, tornando o Katrine o mais destrutivo e mais caro desastre natural na história dos Estados Unidos, e o mais mortal furacão desde o Okeechobee em 1928. O dano total do Katrine é estimado em 81,2 bilhões dólares americanos (em valores de 2005), quase o dobro do custo da tempestade do até ainda mais cara, o furacão Andrew, quando ajustado pela inflação.
O número de mortos confirmados (total de mortes diretas e indiretas) é 1836, principalmente da Luisiana (1577) e Mississipi (238). No entanto, 135 pessoas continuam classificadas como desaparecidas na Luisiana, e muitas das mortes são indiretas, mas é quase impossível determinar a causa exata de algumas das mortes. A relativa falta de status, poder e recursos colocaram muitas mulheres em risco de serem vítimas de violência sexual durante o furacão Katrine.
Os dados oficiais sobre o desastre fizeram que a área cobriu, nos Estados Unidos, 233 000 quilômetros quadrados, uma área quase tão grande quanto o Reino Unido. O furacão deixou cerca de três milhões de pessoas sem eletricidade. Em 3 de setembro de 2005, Michael Chertoff, secretário da Homeland Security, descreveu no rescaldo do furacão Katrine, que seria "provavelmente a pior catástrofe, ou conjunto de catástrofes", na história do país, referindo-se ao furacão em si mais a inundação de Nova Orleans.

 Sul da Flórida e Cuba

O furacão Katrine tocou a terra pela primeira vez em 25 de agosto de 2005 no sul da Flórida, onde ele bateu como um furacão de categoria 1, com ventos de 130 km/h. A chuva foi pesada em alguns locais e ultrapassou os 350 mm em Homestead, Flórida.
Embora o furacão Katrine tenha passado bem ao norte de Cuba, em 29 de agosto o fenômeno trouxe ventos com força de tempestade tropical e chuvas de mais de 200 mm para a região oeste da ilha. Linhas telefônicas e de energia foram danificadas e cerca de 8.000 pessoas foram evacuadas na província de Pinar del Río. De acordo com informações da televisão cubana, 90% da cidade costeira de Surgidero de Batabano ficou debaixo d'água.

 Consequências


Nova Orleães debaixo de água.

Marcas do nível de água na Napoleon Av., Nova Orleães
Como consequência da tempestade, muitos problemas apareceram. Alguns dos diques que protegiam Nova Orleans não conseguiram conter as águas do Lago Pontchartrain, que afluiu município adentro, inundando mais de 80% da cidade. Cerca de 200 mil casas ficaram debaixo d'água em Nova Orleans, sendo que foram necessárias várias semanas para que a água pudesse ser totalmente bombeada para fora da cidade. O furacão causou grandes estragos; entre eles, danos no sistema de abastecimento sanitário e de esgoto de Nova Orleans. Isto fez com que muitos só pudessem retornar no verão de 2006. A maioria dos habitantes foram evacuados para outras cidades do estado de Louisiana, Texas e Missouri, ou transferidos para regiões distantes tais como Washington, Ontário e Illinois.
A área federal de desastre foi colocada sob o controle da FEMA (comandada por Michael Chertoff) e a Guarda Nacional. Na noite de 31 de Agosto, o prefeito de Nova Orleães, Ray Nagin, declarou "lei marcial" na cidade e disse que "os policiais não precisavam se preocupar com os direitos civis para deter os saqueadores". A interrupção de suprimento de petróleo, importações e exportações causada pela tempestade tiveram consequências para a economia global.

Efeitos na economia

Os efeitos econômicos da tempestade foram de longo alcance. A governo Bush solicitou 105 bilhões de dólares para reparos e reconstrução da região, o que não foi suficiente ​​para sanar os prejuízos para a economia, causados pela interrupção potencial do fornecimento de petróleo, a destruição de infra-estrutura da rodovia da Costa do Golfo e as exportações de commodities como grãos. Katrine danificou ou destruiu 30 plataformas de petróleo e causou o fechamento de nove refinarias; o prejuízo total na produção de petróleo do Golfo do México no período de seis meses após Katrine foi de aproximadamente 24% da produção anual e 18% da produção de gás. A indústria florestal no Mississippi também foi afetada, com 5 300 quilômetros quadrados de florestas destruídas. A perda total para a indústria madereira devido ao Katrine é calculada como mais de 5 bilhões de dólares. Além disso, centenas de milhares de habitantes ficaram desempregados, o que resultou em menos impostos pagos aos governos locais. Antes do furacão, a região tinha cerca de um milhão de empregos não-agrícolas, com 600 mil deles em Nova Orleans. Estima-se que o impacto econômico total na Louisiana e Mississippi pode ter ultrapassado 150 bilhões de dólares.
Katrine foi responsável pela migração de mais de um milhão de pessoas na costa central do Golfo e em outros lugares nos Estados Unidos, o que se tornou a maior diáspora da história dos Estados Unidos. Na cidade de Houston, Texas, teve um aumento de 35 000 pessoas; Mobile, Alabama, ganhou mais 24 000 habitantes; Baton Rouge, na Luisiana, mais 15 000, e Hammond, Luisiana recebeu mais de 10.000 pessoas, quase duplicando o seu tamanho. Chicago recebeu mais de 6 000 pessoas, mais do que qualquer outra cidade não localizada na parte sul do país. Ao final de janeiro de 2006, cerca de 200 000 pessoas continuaram vivendo em Nova Orleans, menos da metade da população antes da tempestade. Em 1 de julho de 2006, quando novas estimativas de população foram calculados pelo Censo dos EUA, o estado de Luisiana mostrou um declínio da população de 219 563 ou 4,87%. Além disso, algumas companhias de seguros deixaram de segurar os proprietários na área por causa dos altos custos dos furacões Katrine e Rita, por ter levantado prêmios de proprietários de seguro para cobrir o seu risco.

 Ajuda internacional

Mais de setenta países comprometeram-se com doações em dinheiro ou outras formas de assistência. Notavelmente, Cuba e Venezuela (ambos hostis ao governo americano) foram os primeiros países a oferecer ajuda, prometendo mais de 1 milhão de dólares, vários hospitais móveis, estações de tratamento de água, alimentos enlatados, água mineral, óleo para aquecimento, 1.100 médicos e 26,4 toneladas de medicamentos. Contudo, esse auxílio foi rejeitado pelo autoridades americanas.[1][2][3][4] O Kuwait fez a maior doação única em dinheiro, US$ 500 milhões; outras grandes doações foram feitas pelo Qatar e Emirados Árabes Unidos (cada um doou US$ 100 milhões), a Coreia do Sul (US$ 30 milhões), Austrália (US$ 10 milhões), Índia e China (U$5 milhões cada), Nova Zelândia (US $ 2 milhões), Paquistão (US$ 1,5 milhão) e Bangladesh ($1 milhão).[5]
A Índia enviou lonas, cobertores e kits de higiene. Um avião IL-76 da Indian Air Force entregou 25 toneladas de mantimentos para as vítimas do furacão Katrine em Little Rock Air Force Base, Arkansas, em 13 de setembro de 2005.

Auroras

A aurora polar é um fenômeno óptico composto de um brilho observado nos céus noturnos nas regiões polares, em decorrência do impacto de partículas de vento solar e a poeira espacial encontrada na via láctea com a alta atmosfera da Terra, canalizadas pelo campo magnético terrestre.[1] Em latitudes do hemisfério norte é conhecida como aurora boreal (nome batizado por Galileu Galilei em 1619,[2] em referência à deusa romana do amanhecer, Aurora, e ao seu filho, Bóreas, representante dos ventos nortes), ou luzes do Norte (nome mais comum entre os escandinavos). Ocorre normalmente nas épocas de setembro a outubro e de março a abril. Em latitudes do hemisfério sul é conhecida como aurora austral, nome batizado por James Cook, uma referência direta ao fato de estar ao Sul.[3]
O fenômeno não é exclusivo somente à Terra, sendo também observável em outros planetas do sistema solar como Júpiter, Saturno, Marte e Vênus.[4] Da mesma maneira, o fenômeno não é exclusivo da natureza, sendo também reproduzível artificialmente através de explosões nucleares ou em laboratório.

 

 Mecanismo

A aurora aparece tipicamente tanto como um brilho difuso quanto como uma cortina estendida em sentido horizontal. Algumas vezes são formados arcos que podem mudar de forma constantemente. Cada cortina consiste de vários raios paralelos e alinhados na direção das linhas do campo magnético, sugerindo que o fenômeno no nosso planeta está alinhado com o campo magnético terrestre. Da mesma forma a junção de diversos fatores pode levar à formação de linhas aurorais de tonalidades de cor específicas.

Aurora austral registrada às 22:50 (hora local) em Lakes Entrance, Victoria, Austrália

 Aurora polar terrestre

Aurora Borealis from Expedition 6.ogg
Aurora boreal vista da Estação Espacial Internacional
A aurora polar terrestre é causada por elétrons de energia de 1 a 15 keV, além de prótons e partículas alfa, sendo que a luz é produzida quando eles colidem com átomos da atmosfera do planeta, predominantemente oxigênio e nitrogênio, tipicamente em altitudes entre 80 e 150 km. Cada colisão emite parte da energia da partícula para o átomo que é atingido, um processo de ionização, dissociação e excitação de partículas. Quando ocorre ionização, elétrons são despejados do átomo, os quais carregam energia e criam um efeito dominó de ionização em outros átomos. A excitação resulta em emissão, levando o átomo a estados instáveis, sendo que estes emitem luz em freqüências específicas enquanto se estabilizam. Enquanto a estabilização do oxigênio leva até um segundo para acontecer, nitrogênio estabiliza-se e emite luz instantaneamente. Tal processo, que é essencial para a formação da ionosfera terrestre, é comparável ao de uma tela de televisão, no qual elétrons atingem uma superfície de fósforo, alterando o nível de energia das moléculas e resultando na emissão de luz.
De modo geral, o efeito luminoso é dominado pela emissão de átomos de oxigênio em altas camadas atmosféricas (em torno de 200 km de altitude), o que produz a tonalidade verde. Quando a tempestade é forte, camadas mais baixas da atmosfera são atingidas pelo vento solar (em torno de 100 km de altitude), produzindo a tonalidade vermelho escura pela emissão de átomos de nitrogênio (predominante) e oxigênio. Átomos de oxigênio emitem tonalidades de cores bastante variadas, mas as predominantes são o vermelho e o verde.
O fenômeno também pode ser observado com uma iluminação ultravioleta, violeta ou azul, originada de átomos de nitrogênio, sendo que a primeira é um bom meio para observá-lo do espaço (mas não em terra firme, pois a atmosfera absorve os raios UV). O satélite da NASA Polar já observou o efeito em raios X, sendo que a imagem mostra precipitações de elétrons de alta energia.
A interação entre moléculas de oxigênio e nitrogênio, ambas gerando tonalidades na faixa do verde, cria o efeito da "linha verde auroral", como evidenciado pelas imagens da Estação Espacial Internacional. Da mesma forma a interação entre tais átomos pode produzir o efeito da "linha vermelha auroral", ainda que mais raro e presente em altitudes mais altas.

Magnetosfera esquemática da Terra
A Terra é constantemente atingida por ventos solares, um fluxo rarefeito de plasma quente (gás de elétrons livres e cátions) emitidos pelo Sol em todas as direções, um resultado de milhões de graus de temperatura da camada mais externa da estrela, a coroa solar. Durante tempestades magnéticas os fluxos podem ser bem mais fortes, assim como o campo magnético interplanetário entre os dois corpos celestes, causando distúrbios pela ionosfera em resposta às tempestades. Tais distúrbios afetam a qualidade da comunicação por rádio ou de sistemas de navegação, além de causar danos para astronautas em tal região, células solares de satélites artificiais, no movimento de bússolas e na ação de radares. A resposta da ionosfera é complexa e de difícil modelagem, dificultando a predição para tais eventos.
A magnetosfera terrestre é uma região do espaço dominada por seu campo magnético. Ela forma um obstáculo no caminho do vento solar, causando sua dispersão em sua volta. Sua largura é de aproximadamente 190 000 km, e durante as noites uma longa cauda magnética é estendida para distâncias ainda maiores.
As auroras geralmente são confinadas em regiões de formato oval, próximas aos pólos magnéticos. Quando a atividade do efeito está calma, a região possui um tamanho médio de 3.000 km, podendo aumentar para 4.000 ou 5.000 km quando os ventos solares são mais intensos.
A fonte de energia da aurora é obtida pelos ventos solares fluindo pela Terra. Tanto a magnetosfera quanto os ventos solares podem conduzir eletricidade. É conhecido que se dois condutores elétricos ligados por um circuito elétrico são imersos em um campo magnético e um deles move-se relativamente ao outro, uma corrente elétrica será gerada no circuito. Geradores elétricos ou dínamos fazem uso de tal processo, mas condutores também podem ser constituídos de plasmas ou ainda outros fluidos. Seguindo a mesma idéia, o vento solar e a magnetosfera são fluidos condutores de eletricidade com movimento relativo, e são capazes de gerar corrente elétrica, que originam tal efeito luminoso.
Como os pólos magnético e geográfico do nosso planeta não estão alinhados, da mesma forma as regiões aurorais não estão alinhadas com o pólo geográfico. Os melhores pontos (chamados pontos de auge) para a observação de auroras encontram-se no Canadá para auroras boreais e na ilha da Tasmânia ou sul da Nova Zelândia para auroras austrais.

Aurora formada pelo teste nuclear estadunidense Starfish Prime

Aurora artificial

As auroras também podem ser formadas através de explosões nucleares em altas camadas da atmosfera (em torno de 400 km). Tal fenômeno foi demonstrado pela aurora artificial criada pelo teste nuclear estadunidense Starfish Prime em 9 de julho de 1962. Nessa ocasião o céu da região do Oceano Pacífico foi iluminado pela aurora por mais de sete minutos. Tal efeito foi previsto pelo cientista Nicholas Christofilos, que havia trabalhado em outros projetos sobre explosões nucleares. De acordo com o veterano estadunidense Cecil R. Coale, alguns hotéis no Havaí ofereceram festas da bomba de arco-íris em seus telhados para acompanhar o Starfish Prime, contradizendo relatórios oficiais que indicavam que a aurora artificial era inesperada. O fenômeno também foi registrado em filme nas Ilhas Samoa, em torno de 3 200 km distante da ilha Johnston, local da explosão.
As simulações do efeito em laboratório começaram a ser feitas no final de século XIX pelo cientista norueguês Kristian Birkeland, que provou, utilizando uma câmara de vácuo e uma esfera, que os elétrons eram guiados em tal efeito para as regiões polares da esfera. Recentemente, pesquisadores conseguiram criar um efeito auroral modesto visível da terra ao emitir raios de rádio no céu noturno, tomando uma coloração verde. Da mesma forma que o fenômeno natural, as partículas atingiam a ionosfera, excitando os elétrons no plasma. Com a colisão dos elétrons com a atmosfera terrestre as luzes eram emitidas. Tal experimento também aumentou o conhecimento dos efeitos da ionosfera nas comunicações por rádio.[5]

Aurora em outros planetas


Aurora em Júpiter. O ponto luminoso no extremo esquerdo é o final do campo magnético de Io, enquanto os pontos abaixo estão relacionados a Ganímedes e Europa
Tanto Júpiter quanto Saturno também possuem campos magnéticos muito mais fortes que os terráqueos (Urano, Neptuno e Mercúrio também são magnéticos) e ambos possuem grandes cintos de radiação. O efeito da aurora polar vem sendo observado em ambos, mais claramente com o telescópio Hubble.
Tais auroras parecem ser originadas do vento solar. Por outro lado, as luas de Júpiter, em especial Io, também são fontes poderosas de auroras. Elas são formadas a partir de correntes elétricas pelo campo magnético, geradas pelo mecanismo de dínamo relativo ao movimento entre a rotação do planeta e a translação de sua lua. Particularmente, Io possui vulcões ativos e ionosfera, e suas correntes geram emissão de rádio, que vêm sendo estudadas desde 1955.
Como as terrestres, as auroras de Saturno criam regiões ovais totais ou parciais em torno do pólo magnético.[6] Por outro lado, as auroras daquele planeta costumam durar por dias, diferente das terrestres que duram por alguns minutos somente. Evidências[7] mostram que a emissão de luz nas auroras de Saturno contam com a participação da emissão de átomos de hidrogênio.
Uma aurora foi recentemente detectada em Marte pela sonda espacial Mars Express durante suas observações do planeta em 2004, com resultados publicados no ano seguinte. Marte possui um campo magnético mais fraco que o terrestre, e até então pensava-se que a falta de um campo magnético forte tornaria tal efeito impossível.[8] Foi percebido que o sistema de auroras de Marte é bastante parecido com o da Terra, sendo comparável às nossas tempestades de baixa e média intensidade. Como o planeta está sempre direcionado para o nosso planeta com seu lado diurno, a observação de auroras é somente possível através de espaçonaves investigando o lado noturno do planeta vermelho e nunca a partir da Terra.
Vênus, que não possui um campo magnético, apresenta também o fenômeno, no qual as partículas da atmosfera são diretamente ionizadas pelos ventos solares, fenômeno também presente na Terra.

Histórico de pesquisas

As auroras boreais vêm sendo estudadas cientificamente desde o século XVII. Em 1621, o astrônomo francês Pierre Gassendi descreveu o fenômeno observado no sul da França. No mesmo ano, o astrônomo italiano Galileu Galilei começou a investigar o fenômeno como parte de um estudo sobre o movimento dos astros celestes. Como seu raio de estudo limitava-se à Europa, o fato de verificar o fenômeno no norte do continente levou-o a batizá-lo aurora boreal. No século XVIII o navegador inglês James Cook presenciou no Oceano Índico o mesmo fenômeno de Galileu, batizando-o aurora austral. A partir de então ficou claro que o efeito não era exclusivo do hemisfério norte terrestre, criando-se a denominação aurora polar. Na mesma época, o astrônomo britânico Edmond Halley suspeitou que o campo magnético terrestre estivesse relacionado com a formação de auroras boreais. Em 1741, Olof Hiorter e Anders Celsius foram os primeiros a noticiar evidências do controle magnético quando existiam observações de auroras.

O experimento de Kristian Birkeland com câmaras de vácuo
Henry Cavendish, em 1768, calculou a altitude no qual o fenômeno ocorre, mas somente em 1896 uma aurora foi reproduzida em laboratório por Kristian Birkeland. O cientista, cujos experimentos em câmara de vácuo com raios de elétrons e esferas magnéticas mostravam que tais elétrons era guiados para as regiões polares, propôs por volta de 1900 que os elétrons da aurora são originados de raios solares. Esse modelo possui problema devido à falta de evidências no espaço, tornando-se obsoleto em pesquisas atuais. Birkeland[9] também deduziu em 1908 que as correntes de magnetismo fluíam na direção leste-oeste.
Mais evidências na conexão com com o campo magnético são os registros estatísticos das auroras polares. Elias Loomis (1860) e posteriormente mais detalhadamente Hermann Fritz (1881)[10] estabeleceram que a aurora aparece principalmente em uma região em forma de anel com raio de aproximadamente 2500 km em volta do pólo magnético terrestre. Loomis também foi responsável por descobrir a relação da aurora com a atividade solar, ao observar que entre 20 e 40 horas mais tarde de uma erupção solar, noticiava-se o aparecimento de auroras boreais no Canadá.

Aurora polar produzida em laboratório
Os trabalhos de Carl Stormer no campo do movimento de partículas eletrificadas em um campo magnético facilitaram a compreensão do mecanismo de formação das luzes do norte. A partir da década de 1950 descobriu-se a emissão de matéria pelo Sol, a qual foi chamada vento solar, efeito que também explica o fato das caudas de cometas estarem sempre opostas ao Sol. Tal teoria foi formulada pelo físico estadunidense Newman Parker em 1957, tendo sido comprovada no ano seguinte pelo satélite Explorer I. A partir de então, a exploração espacial permitiu não somente um aumento do conhecimento sobre as auroras terrestres, mas também a observação do fenômeno em outros planetas como Júpiter e Saturno.
James Van Allen provou, por volta de 1962, ser falsa a teoria que a aurora era o excesso do cinturão de radiação. Ele mostrou que a alta taxa de dissipação da energia da aurora iria rapidamente secar todo o cinturão de radiação. Logo após tornou-se claro que a maioria da energia era composta de cátions, enquanto que as partículas da aurora são quase sempre elétrons com relativa baixa energia.
Em 1972 foi descoberto que a aurora e suas correntes de magnetismo associadas também produzem uma forte emissão de rádio em torno de 150 kHz, efeito observável do espaço somente.

 O fenômeno na cultura popular

 Sons da aurora

Através da história as pessoas vêm escrevendo e falando sobre sons associados às imagens da aurora. O explorador dinamarquês Knud Rasmussen mencionou tal efeito em 1932 enquanto descrevia tradições folclóricas dos esquimós da Groelândia. Os mesmos sons no mesmo contexto são mencionados pelo antropólogo canadense Ernest Hawkes em 1916. Públio Cornélio Tácito, um historiador da Roma antiga, escreveu em sua obra Germania que os habitantes da Germânia aclamavam escutá-los da mesma maneira.[11]
Atualmente várias pessoas continuam reportando tais sons, ainda que suas gravações nunca tenham sido publicadas, e que existam problemas científicos com a idéia de sons originados de auroras serem ouvidos. A energia das auroras e outros fatores tornam improváveis que sons atinjam o solo, e a coincidência dos sons com as mudanças visíveis da aurora conflitam com o tempo de propagação necessário para que o som possa ser ouvido. Algumas pessoas especulam que fenômenos eletrostáticos induzidos por auroras possam explicar os sons.

Aurora no folclore


Aurora boreal
Em Mitologia de Bulfinch (1855) por Thomas Bulfinch existe uma citação da mitologia nórdica:
Cquote1.svgAs Valquírias são virgens da guerra, montadas em cavalos e armadas com elmos e lanças. /.../ Quando elas cavalgam adiante em sua mensagem, suas armaduras derramam uma luz estranha que bruxuleia, que acende por cima dos céus do norte, fazendo o que os homens chamam "aurora borealis", ou "Luzes do Norte".[12]Cquote2.svg
Thomas Bulfinch
Apesar de uma descrição marcante, não há citações na literatura escandinava que apóiem tal afirmação. Embora a atividade auroral seja comum na região na qual situam-se a Escandinávia e a Islândia, é possível que o pólo norte magnético estivesse consideravelmente mais longe dessa região nos séculos anteriores à documentação da mitologia, assim explicando a falta de referências.[13]
A primeira citação na mitologia nórdica de norðurljós é encontrada na crônica Konungs Skuggsjá (1250). Seu autor havia ouvido falar sobre o fenômeno de compatriotas retornando da Groelândia, e fornece três explicações: que o oceano estava rodeado de fogos vastos, que os raios solares podiam atingir o "lado noturno" do mundo ou que as geleiras podiam armazenar energia de forma a tornarem-se eventualmente fluorescentes.

Aurora boreal vista da Estação Espacial Internacional
Um antigo nome escandinavo para as Luzes do Norte é traduzido como relâmpago de arenque. Acreditava-se que as luzes fossem reflexos lançados por grandes cardumes de arenques para o céu. Outra fonte escandinava refere-se a fogos que rodeiam os extremos norte e sul do mundo. Isso coloca em evidência que os nórdicos chegaram a se aventurar até a Antártica, ainda que somente uma citação seja insuficiente para formar uma conclusão sólida.
O nome finlandês para a aurora é revontulet, que significa fogos de raposa. De acordo com a lenda, as raposas feitas de fogo viviam na Lapónia, e revontulet eram as faíscas que elas arremessavam para a atmosfera com seus rabos.
Em estoniano é chamado virmalised, espíritos dos altos reinos. Em algumas lendas eles possuem caráter negativo enquanto noutras positivo.
O povo Sami acreditava que deveria se ter cuidado e silêncio ao observar as estrelas do norte (chamadas guovssahasat em sua língua), senão elas poderiam descer e matar o observador. Já os algonquinos acreditavam que as luzes eram seus ancestrais dançando ao redor de um fogo cerimonial. No folclore inuit, a aurora boreal era composta por espíritos de mortos jogando futebol com uma caveira de morsa pelo céu. Eles também utilizavam a aurora para chamar seus filhos para casa antes da escuridão, clamando que se a pessoa fizesse sons em sua presença ela baixaria e a queimaria.

Imagem de uma aurora austral capturada em 2005 pelo satélite da NASA IMAGE, sobreposta digitalmente com A Bolinha Azul
No folclore letão, especialmente se a cor vermelha era observada, acreditava-se que se tratasse de almas de guerreiros mortos, um agouro de desastre, como guerra ou fome. No folclore chinês acredita-se que as auroras trazem nascimentos em um período próximo.
É creditada como uma referência às auroras uma citação bíblica do livro de Ezequiel:
Cquote1.svgOlhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, com um fogo que emitia de contínuo labaredas, e um resplendor ao redor dela; e do meio do fogo saía uma coisa como o brilho de âmbar.[14]Cquote2.svg
Ezequiel 1:4

 

terça-feira, 31 de julho de 2012

Países com maior probabilidade de serem atingidos por um asteróide

Londres: num novo estudo, os cientistas identificaram os países que têm mais probabilidade de ser mais atingida pelo dano catastrófico causado por asteróides. E a Índia é um deles.

Pesquisa da Universidade de Southhampton identificaram pela primeira vez aqueles que sofrerão perda catastrófica de vida ou ser aleijado então será quase impossível para a sua recuperação.
Em geral, os 10 países com maior risco são: China, Indonésia, Índia, Japão, os EUA, Filipinas, Itália, Reino Unido, Brasil e Nigéria.
Largo da NASA Campo Explorador Infrared Survey tem amostrados 107 "potencialmente perigosas" de asteróides perto da Terra - 330ft de largura ou maior - para fazer estimativas sobre quantos estão lá fora - e é uma figura aterrorizante 47.000.
A pesquisa WISE agora estima que existam 47.000 "potencialmente perigosas" de asteróides.
Os PHAs (asteróides potencialmente perigosos) têm as órbitas próximas à Terra, vindo dentro de cinco milhões de quilômetros e eles são grandes o suficiente para sobreviver passar pela atmosfera terrestre e causar danos em uma regional, ou maior escala.
Os novos resultados vêm da parte de asteróide-caça da missão WISE, chamado NEOWISE.
O projeto amostrados 107 PHAs para fazer previsões sobre toda a população como um todo.
Achados indicam que há cerca de 4.700 PHAs, mais ou menos 1.500, com diâmetros maiores do que 330 pés. Até agora, um por cento 20-30 estimada desses objetos foram encontrados.
Os cientistas também elaboraram uma tabela classificativa dos países que serão mais afectadas em caso de um asteróide.
Eles identificaram pela primeira vez aqueles que sofrerão perda catastrófica de vida ou ser aleijado assim, será quase impossível para a sua recuperação.
A lista foi compilada pelos pesquisadores da Universidade de Southampton usando software chamado chamado NEOimpactor, abreviação de NASA "Neo" ou Perto programa Earth Object.
"A análise NEOWISE nos mostra que fizemos um bom começo para encontrar os objetos que realmente representam um perigo de impacto para a Terra", o Daily Mail citou Lindley Johnson, executivo do programa para o Programa de Observação Near-Earth Object na sede da NASA em Washington, como dizendo.
"Mas nós temos muitos mais para encontrar, e vai demorar um esforço concentrado durante o próximo par de décadas para encontrar todos eles que poderia causar sérios danos ou ser um destino de missão no futuro", disse Johnson.