Foram descobertos dois novos Planetas fora do sistema solar!!!!
Dois planetas fora do sistema solar, um rochoso como a Terra e outro gasoso como Neptuno, gravitam a uma distância muito curta entre eles, um fenómeno jamais visto no Universo. Os resultados da descoberta foram publicados esta quinta-feira na edição digital da revista «Science», citada pela agência AFP.
Segundo astrónomos norte-americanos, os dois planetas aproximam-se o mais possível um do outro, em média a cada período de 97 dias. Nessa altura, estão separados por uma distância cinco vezes inferior à que separa a Terra da Lua. Os peritos descobriram os dois exoplanetas (planetas fora do sistema solar) ao analisarem os dados recolhidos pelo telescópio Kepler, capaz de detectar um exoplaneta quando este passa diante da sua estrela, diminuindo brevemente a sua irradiação.
Os dois planetas formam, por si só, um novo sistema planetário, orbitando, cada um, uma estrela parecida com o Sol. O planeta mais próximo da estrela, Kepler-36b, é rochoso como a Terra e cerca de 1,5 vezes o tamanho do «planeta azul», mas com uma massa 4,5 vezes superior à deste. O Kepler-36b gira em torno da sua estrela em 14 dias, a uma distância média de menos de 17,7 milhões de quilómetros.
Já o segundo planeta, Kepler-36c, é gasoso como Neptuno, 3,7 vezes maior do que a Terra e com uma massa oito vezes superior à do «planeta azul». O «Neptuno quente», assim chamado devido à sua proximidade com a sua estrela, orbita esta em 16 dias, a uma distância de 36,21 milhões de quilómetros.
A proximidade entre os dois exoplanetas provoca grandes forças gravitacionais que os comprimem e os distendem, sustentam os astrónomos, que procuram compreender o motivo por que dois planetas tão diferentes podem reencontrar-se em órbitas tão próximas. No sistema solar, planetas rochosos como Marte, Mercúrio e Terra estão próximos do Sol, enquanto os gasosos como Júpiter, Saturno, Urânio e Neptuno evoluem a uma distância maior.
Apesar do sistema estrelar Kepler-36 ser o primeiro a mostrar a proximidade entre um planeta rochoso e um gasoso, é provável que, de acordo com os astrónomos, tal constatação não seja rara na Via Láctea. O sistema Kepler-36 é formado por duas estrelas da constelação Cisne, que dista cerca de 1.200 anos-luz da Terra.
O blog Fenómenos Científicos e o Nosso Planeta foi criado em Novembro de 2011, tem como missão dar a conhecer factos de interesse geral no âmbito da Ciência/Tecnologia e o Meio Ambiente.
sábado, 23 de junho de 2012
sábado, 9 de junho de 2012
terça-feira, 5 de junho de 2012
Trânsito de Vénus
Neste preciso momento, o Planeta Vénus, é visível completamente no céu, a este fenómeno dá-se o nome de trânsito e o nome do planeta. Este fenómeno decorrerá 5 ou 6 dias. Aqui em Lisboa (nossa sede) não é possível assistir porque o céu está nublado.
sábado, 2 de junho de 2012
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Fossa das Marianas
A Fossa das Marianas é o local mais profundo dos oceanos, atingindo 11034 metros de profundidade. Localiza-se no Oceano Pacífico, a leste das Ilhas Marianas, na fronteira convergente entre as placas tectónicas do Pacífico e das Filipinas. Geologicamente, a fossa das Marianas é resultado geomorfológico de uma zona de subducção.
O batiscafo Trieste em 1960, logo antes de estabelecer o recorde em profundidade
O ponto mais profundo da fossa foi sondado pelos navios Challenger e Challenger II, da Marinha Real. O local foi batizado, então, de Challenger Deep. O fundo da fossa das Marianas foi atingido em 1960 pelo batiscafo "Trieste", da marinha estadunidense tripulado pelo tenente Don Walsh e o cientista suíço Jacques Piccard, que passaram 20 minutos no fundo do oceano, numa expedição que durou ao todo 9 horas.[2]
Pesquisadores do Woods Hole Oceanographic Institution (Estados Unidos) estão construindo um novo robô-submarino que será capaz de explorar as partes mais profundas do oceano, atingindo 11000 metros de profundidade. O robô será alimentado por energia elétrica de baterias, podendo operar continuamente até 36 horas.
O novo robô-explorador será controlado remotamente, podendo ser operado em dois modos: autonomamente, sendo capaz de vasculhar de forma independente vastas áreas do oceano, ou preso, ligado a um cabo, com o objetivo de recolher amostras em locais específicos e bem definidos. No modo autônomo, o robô permanecerá ligado ao navio de controle, mas utilizando apenas uma fibra ótica, que será utilizada para envio de comandos e recepção de imagens.
Para lidar com as altíssimas pressões do fundo do mar, o robô-submarino terá suas câmaras acondicionadas em compartimentos feitos de cerâmicas estruturais sintéticas de última geração. a Além de pesquisa biológica, o robô permitirá acesso às zonas de terremotos e vulcões mais ativas da Terra, que consistem em falhas geológicas localizadas nas fossas oceânicas.
O homem chegou à Fossa das Marianas, o ponto mais profundo do oceano pela primeira vez em 23 de janeiro de 1960, quando o batiscafo Trieste atingiu a Depressão Challenger, a 10916 metros de profundidade, levando os mergulhadores Don Walsh e Jacques Piccard. Em 1995, o mesmo ponto foi atingido pelo submarino-robô japonês Kaikō, que recentemente foi perdido durante uma tempestade. Na única ocasião em que seres humanos estiveram no ponto mais profundo do globo, não havia como tirar fotografias, uma vez que as janelas do batiscafo foram diminuídas a tamanhos de moedas, para melhor resistir à pressão, e não existem registros visuais do evento.
Segundo o escritor norte-americano Bill Bryson, em seu livro Breve História de Quase Tudo, a aventura nunca mais foi repetida em parte porque a Marinha dos Estados Unidos se negou a financiar novas missões e em parte porque "a nação estava prestes a se voltar para as viagens espaciais e a missão de enviar um homem à Lua, que fizeram com que as investigações do mar profundo parecessem sem importância e um tanto antiquadas. Mas o fator decisivo foi a escassez de resultados do mergulho do Trieste".
Em 26 de março de 2012, o cineasta James Cameron desceu sozinho até ao fundo da Fossa das Marianas num batiscafo, no âmbito da expedição "Deep Sea Challenge". Foram sete anos de trabalho para o cineasta empreender, em apenas três horas, uma descida aos 10998 metros de profundidade. A Fossa das Marianas, que recebera a presença humana pela primeira vez em 1960, foi filmada com câmeras de alta resolução em 3D. Cameron esperava ainda, ao longo de seis horas no fundo, recolher amostras do sítio, menos conhecido pela ciência do que a superfície do planeta Marte.
[editar]Possível cemitério de resíduos nucleares
Tal como outras fossas oceânicas, a Fossa das Marianas foi proposta para local de armazenamento de resíduos nucleares na esperança de que a subducção de placas tectónicas que se verifica no local possa eventualmente fazer entrar o lixo nuclear no manto da Terra. Porém, o depósito de lixo nuclear no oceano é proibido pelo direito internacional.
Subscrever:
Mensagens (Atom)